Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

19 maio 2011

Onde se explica o que é que a "geração à rasca" tem a ver com a pesca



Muito se tem escrito (e falado) sobre os jovens supostamente preguiçosos, que reclamam de barriga cheia. O conflito entre gerações é normal e saudável, o contrário é que seria de admirar. A Ana Vidal, do Delito de Opinião, publicou um post interessante (esta excelente imagem também vem de lá)  retirado do Facebook.  São 11 regras para a "geração à rasca", muito directas e escritas com humor, como, por exemplo:


Regra 3 - Não ganharás 10.000 euros por mês assim que saíres da escola. Não serás vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição enquanto não os tiveres ganho por ti próprio.

Regra 4 - Se achas teu professor duro, espera até teres um Chefe.

Regra 5 – Virar frangos ou trabalhar durante as férias não está abaixo da tua posição social. Os teus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam-lhe de oportunidade.

Regra 11 – Sê simpático com os marrões (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns totós). Existe uma grande probabilidade de que venhas a trabalhar PARA um deles.

Por outro lado, achei que algumas regras têm uma tendência acusativa muito forte:

Regra 6 - Se fracassares, não é culpa dos teus pais. Então não lamentes os teus erros, aprende com eles.

Regra 7 - Antes de nasceres, teus pais não eram tão chatos como são agora. Eles só ficaram assim por terem de pagar as tuas contas, lavar tuas roupas e ouvir-te dizer como tu és fixe (e eles são “ridículos”). Por isso antes de ires salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos teus pais, experimenta arrumar teu próprio quarto.

A sugestão final da Regra 7 é útil, mas, de resto, acho que se cai no erro de ilibar os pais de certas responsabilidades, ao mesmo tempo que se acusam os filhos de serem fardos. O mero título de "mãe" ou "pai" não é um atestado de qualidade e/ou competência. As facilidades e as mordomias que estes proporcionam aos filhos, que será a principal causa da preguiça deles, têm, muitas vezes, a ver com mero comodismo da sua parte.

A fim de melhor exprimir a minha opinião, deixei no post da Ana Vidal, um comentário baseado na máxima: "se vires um pobre à beira do rio, não lhe dês peixe, ensina-o a pescar". O Pedro Correia elegeu-o comentário da semana e ilustrou-o com uma imagem lindíssima.

Obrigada ao Pedro, pela escolha, e à Ana, por me ter inspirado.

2 comentários:

antonio - o implume disse...

Excepção à regra 3: a menos que sejas filho de um ex-presidente da república, aí entras para o topo da carreira na PT.

Cristina Torrão disse...

Sem dúvida! ;)