Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

09 janeiro 2012

Conversas com a Carolina



Em Conversas com a Carolina, João Raposo dá à filha conta daquilo que ele acha essencial para a vida. Porque, como nos diz o sub-título: "A educação dos nossos filhos é um caminho sem mapa". Eu acho que João Raposo se esforça por desenhar esse mapa de uma forma muito honesta. E é disso que precisamos, acima de tudo: honestidade.

É um livro para ser lido, não só pelos filhos, como pelos pais e, depois, discutido. Porque conversar não é só falar. Conversar é também ouvir; conversar é uma maneira de fortalecer relações; conversar é dar atenção, é reservar tempo para alguém. E uma das maiores queixas dos filhos, hoje em dia, é que os pais não têm tempo para eles.

Aqui, algumas passagens das Conversas com a Carolina:

É bom que nunca esqueças que a culpa das nossas decisões não é dos outros.

O sonho realiza-se com trabalho e vontade, não com desejos, mas com quereres.

Todos desejam voar, mas poucos sabem ou querem saber o custo das suas asas. Poucos querem saber como se constroem as asas da sua liberdade e, ignorantes da própria ignorância, apenas voam para a sua perdição e a dos que neles acreditam.

"Ama os outros como a ti mesmo". O que na prática acontece é que as pessoas são incapazes de se amarem a si mesmas. Portanto, ao amarem as outras como a si mesmas, não amam. Poderia, sem invocar qualquer preceito religioso, falar do respeito pelo outro, que é o mesmo que o respeito por nós mesmos.

Só dá quem é rico. Não estou, obviamente, a falar de riquezas materiais. Falo da riqueza interior. Falo de pessoas que se amam a si mesmas e que realizam esse amor dando aos outros. Falo de riqueza intelectual e moral.

Somos aquilo que fazemos e não o que queremos pensar que somos.

São tantos os pequenos e grandes momentos de felicidade, que por vezes se torna difícil entender porque andam as pessoas a dizer que não são felizes, que a felicidade não existe, ou a interrogarem-se, talvez hipocritamente, sobre o que é isso da felicidade, como se a sua incapacidade de a definir provasse a sua inexistência.

Pode-se ler mais no blogue Conversas com a Carolina, que igualmente informa sobre os locais onde se pode adquirir o livro. João Raposo tem mais dois blogues: Crónicas do Meu Descontentamento e Crónicas de Utolândia.

4 comentários:

Joao Raposo disse...

Obrigado Cristina, por estas e por outras palavras que temos trocado.
Um bom ano.

Cristina Torrão disse...

Obrigada, João, um bom ano também para si.

FilipE C. disse...

Cara Cristina Torrão,

Queira desculpar-me este “off-topic”, mas queria aproveitar para lhe agradecer o livro “Afonso Henriques o Homem” autografado por si com que tive a sorte de ser premiado no passatempo do blogue Destante, e que me chegou na passada 6ª feira.

Irei ler com todo o prazer, e espero poder vir também a partilhar consigo a minha opinião enquanto leitor em relação ao livro.

Obrigado!

Cumprimentos,
Filipe Costa

Cristina Torrão disse...

Espero que goste, caro Filipe :)