Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

12 julho 2012

Passatempo X


Decidi pôr à disposição mais um exemplar de Afonso Henriques, o Homem, para o/a vencedor/a deste passatempo. Para participarem, respondam às duas perguntas, que se seguem ao excerto do meu novo original, que continua à procura de uma editora (já que resolvi não mais publicar na Ésquilo).
Aqui vai o excerto:

Um dos cavaleiros deixou claro que D. Afonso Henriques precisava de todos os homens do condado. Os mouros tinham, há coisa de dois anos, destruído um castelo que o infante mandara construir, num sítio chamado Leiria, chacinando 240 soldados e cavaleiros. D. Afonso Henriques tencionava vingar-se, levando a cabo um fossado de proporções nunca vistas, penetrando bem fundo nas terras dos pagãos. O sacrifício seria recompensado, haveriam de regressar cheios de despojos: ouros, sedas e brocados, além de animais e escravos mouros.

Iniciou-se uma euforia nunca vista. Ao receio inicial, seguiu-se o entusiasmo pelo empreendimento heróico. Os cavaleiros do príncipe e os fidalgos da região exortavam, pelas paróquias, à valentia dos homens da sua terra, que, ao lado de D. Afonso Henriques, haveriam de aniquilar os mouros, gente de uma crueldade sem fim.
Os ferreiros trabalhavam noite e dia nas suas forjas, aprontando armas, principalmente lanças e elmos, algumas pagas com a prata dos cavaleiros de D. Afonso Henriques, outras, pelos próprios lavradores. As mulheres confecionavam gibões de guerra para os seus homens, também conhecidos como perpontos, uma vestimenta com várias camadas de linho (chegavam a ser sete ou oito), para que melhor pudessem defender o corpo das armas do inimigo. Só os guerreiros da alta nobreza se podiam dar ao luxo de possuir lorigas de malha.
Enquanto eles se juntavam nos adros das igrejas e nos paços dos nobres, a fim de ouvirem os cavaleiros e os barões da sua terra, elas desfaziam-se em rezas, sacrifícios e promessas. Não era só o receio de perderem os maridos, pais e filhos. Esperava-as um tempo de trabalhos a dobrar, durante a ausência deles. Os problemas já se faziam notar, só com dificuldade se havia semeado o linho e se procedia agora à tosquia das ovelhas e à reparação de moinhos e engenhos, estragados pelas águas do Inverno. As mulheres procuravam consolo e apoio junto do velho pároco, que lhes assegurava que, com a fé necessária, tudo haveria de correr bem.

E, agora, as perguntas:

1 - Que importante batalha se deu na sequência deste "fossado de proporções nunca vistas"?
2 - Qual a data dessa batalha?

 Podem encontrar as respostas aqui e, como informação adicional, revelo que, brevemente, se passará mais um ano sobre esse acontecimento.

Enviem um email para andancas@t-online.de com as respostas. O apuramento do/a vencedor/a vai ser efetuado da seguinte forma:
Cada email vai ser numerado por ordem de chegada. O email vencedor será o nº 16, que é o dia do meu aniversário. Se houver menos de 16 participantes, será o nº 6 e, se forem ainda menos, será o nº 1. Dando-se o caso de haver algumas dezenas de participações, ponderarei a hipótese de nomear dois vencedores, com um número a escolher posteriormente.

O passatempo encerrará às 23:59 de 20 de Julho.

Sugestão: já ter o livro, não é razão para não participarem, pois podem sempre oferecê-lo. Eu escrevo a dedicatória em nome de quem quiserem ;)

Boa sorte!

1 comentário:

Bartolomeu disse...

Se não tivesse já o livro, concorria, mazassim...
;)