Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

16 novembro 2012

O Buraco do Marão





A A4 é um exemplo da má gestão dos dinheiros públicos em Portugal. Na minha opinião, não se justifica construir uma autoestrada (que está quase pronta) entre Vila Real e a fronteira de Quintanilha, passando por Bragança. O IP4 ainda dava conta do recado, bastava fazer alguns melhoramentos. Por outro lado, o túnel do Marão é mais do que necessário. O trânsito entre Amarante e Vila Real é intenso e formam-se muitas bichas, principalmente, quando se circula no sentido descendente. Há declives de 6% e 7%, o que põe muitos camiões a passo de caracol. Além de perderem a paciência, os condutores dos veículos ligeiros ainda têm de aguentar com o intenso cheiro a travões queimados.

Nesse troço do IP4 foram fechadas muitas faixas duplas, por causa das curvas perigosas, no final das descidas. O que criou uma situação caricata: quem sobe o Marão, tem possibilidade de ultrapassar os veículos lentos; quem o desce, não! Mas é precisamente aí que os pesados são mais lentos. Teria sido muito melhor investir na construção do túnel do que nos cerca de 140 Km de autoestrada entre Vila Real e Quintanilha.


5 comentários:

Anónimo disse...

O Eça, estando em França, sabia mais de Portugal do que os portugueses; e a Cristina, estando na Alemanha...

E esta, hem?

Cristina Torrão disse...

Às vezes, estando de fora, tem-se uma visão mais objetiva...

De qualquer maneira, conheço bem a zona. Na minha infância (anos 60 e 70) atravessei o Marão vezes sem conta, na velha estrada. Se não vomitava aí, fazia-o nas chamadas curvas de Murça. De Vila Nova de Gaia até Chacim/Lombo, eram de seis a oito horas de viagem acidentada.
A construção do IP4 foi das maiores alegrias que tive, nem imagina o alívio que senti, ao ver essa zona do Nordeste Transmontano a duas horas do Porto! Embora, depois de ter ido para a Alemanha, ainda tivesse de fazer, durante alguns anos, umas curvitas, na zona de fronteira de Quintanilha.

Mal ficou pronto esse pequeno troço, com a ponte nova, logo se começou a escavacar o IP4 para as obras da autoestrada. Não vi necessidade disso, nunca me apercebi de grande movimento entre a fronteira, Bragança, Macedo de Cavaleiros e Murça.
É a minha opinião.

jorge esteves disse...

Como vim aqui parar?!... Francamente perdi-me na 'tecla' anterior. Isto porque vi aqui, de través, alguns pontos/temas que me aguçaram a curiosidade e me baralharam o tempo, como no poema do Santo e do Menino...
Mas vou voltar.
Ah!, o IP4, a A4: pois claro que tem razão! Má gestão da riqueza pública. Mas, na verdade, será que outra coisa se fez por cá, para além do resto, a isso diga respeito? Já no tempo do Fontes Pereira de Melo era assim!...
Talvez um dia, quem sabe!...
Abraço!

Anónimo disse...

Pois eu, autor do primeiro comentário, sou bairradino. O meu berço é plano, sem embaladeiras.

Cristina Torrão disse...

Obrigada pela sua visita, Jorge.
Já agora, votei naquele seu interessante questionário nas "Coisas do arco-da-velha", sobre as figuras históricas. A minha experiência na Alemanha diz-me que o mais conhecido é o Vasco da Gama, seguido do Fernão de Magalhães. Os navegadores, sempre. Quanto aos escritores (Camões, por exemplo) lamento, mas não me parece que sejam conhecidos do grande público. Isto no que diz respeito às minhas vivências, claro!

Caro Anónimo, nada contra os bairradinos, "cada cabeça, sua sentença" ;)