Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

28 dezembro 2012

Também tu, Leya!


A crise atinge a todos. O Cadeirão Voltaire reporta-se a um artigo do Diário Digital junto com a agência Lusa (infelizmente, sem link), para expor o caso de tradutores que trabalham para a Leya:

Duas tradutoras portuguesas acusaram hoje o grupo editorial Leya de atrasos nos pagamentos por traduções efetuadas em julho e agosto de obras que estão atualmente entre as mais vendidas em Portugal.

Estamos mal! A Leya é o maior grupo editorial português. Além disso, organiza todos os anos um concurso literário dotado com cem mil euros! Também se fala desta discrepância no artigo:

«Como é possível que um grupo desta dimensão não cumpra e não pague. A crise é apenas um pretexto, porque nós também estamos em dificuldades», disse Mariana Avelãs à agência Lusa, lamentando que o grupo editorial não cumpra os prazos de pagamentos e atribua um prémio literário [Prémio Leya] no valor de 100 mil euros.

O bom trabalho literário deve ser recompensado. Mas confesso que sempre achei descabida a quantia atribuída pelo Prémio Leya, incomportável, a longo prazo, para um país como Portugal. É verdade que o Prémio Leya engloba escritores de todos os países lusófonos. Porém, por mais mérito que tenham os vencedores deste prestigiado concurso, fica mal à Leya remendar o fraque à custa da abertura de buracos em sítios mais discretos, desprezando profissionais que fazem um trabalho notável: os tradutores.

Shame on you!


9 comentários:

Nel, the vet disse...

Assustador!

Cristina Torrão disse...

No melhor pano cai a nódoa.

Vespinha disse...

Não posso comentar... :(

(c) P.A.S. Pedro Almeida Sande disse...

O prémio LeYa muito mais do que uma simples distinção literária aparenta ter uma tripla função: a anterior; a estratégia de marketing/promoção do grupo e suas chancelas e a estratégia editorial de «sucção» dos melhores originais do «mercado da escrita». 3 coelhos de uma só cajadada que... não contavam obviamente com a crise de «carteira vazia» dos consumidores. Atrasos de tesouraria nas empresas são normalmente indícios de grandes mudanças. Com a chegada da Amazon à edição (e-book incluído) muita coisa irá mudar no p.f. no mercado editorial.

Cristina Torrão disse...

Compreendo, Vespinha ;)

Silenciosamente ouvindo... disse...

Não se percebe!!!Agora há a prática
de não pagar a quem trabalha...
Absurdo!!!
Venho fundamentalmente para desejar um
Bom 2013.
Outro desejo: que no próximo ano nos
vivitemos mais.
Um beijinho
Irene Alves

Rain disse...

Olá Cristina! Assim vai o panorama em Portugal e as editoras de mais renome caem como todas e infelizmente deviam ser um exemplo. Um beijinho enorme amiga e votos dum ano de 2013 muito bom com todos os sonhos e expectativas realizadas. Muita saúde, amor, trabalho tudo que te fizer feliz e aos teus.Um abraço e muito obrigado pelo carinho. Um bom Domingo também.

fallorca disse...

Para o caso de não teres visto

http://nemsemprealapis.blogspot.pt/2012/12/a-mim-enganaram-se-e-pagaram-duas-vezes.html

e votos de um ano que se aguente

Cristina Torrão disse...

Agradeço e retribuo os votos de um bom 2013.
Que se aguente, fallorca ;)

Obrigada pelas vossas visitas e comentários.