Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

30 janeiro 2014

Ataques de cães

A Ana Domingos publicou os resultados de um estudo divulgado pelo Journal of the American Veterinary Association, em que foram identificados os pontos em comum nos casos de ataques de cães que se revelaram mortais.

 - Em 87,1% dos casos não estava ninguém presente com força suficiente para conseguir impedir o ataque.
- Em 85,2% dos casos a vítima não tinha qualquer relação com o cão.
- Em 84,4% dos casos os animais não estavam esterilizados.
- Em 77,4% dos casos a vítima não tinha capacidade para interagir com o animal ou devido à idade ou à condição física.
- Em 76,2% dos casos os cães eram mantidos no "quintal" e não eram tratados como animais de companhia.
- Em 37,5% dos casos o dono não tratava correctamente o animal.
- Em 21,1% dos casos o dono abusava ou negligenciava o cão.

Em 80,5% dos ataques mortais estavam presentes 4 ou mais destes factores, sendo que a raça não era um deles.

Isto, no fundo, vem confirmar aquilo que já aqui tenho dito sobre as responsabilidades de quem adota um cão. E vem provar que a melhor maneira de evitar acidentes é integrar o cão na família.


5 comentários:

Vespinha disse...

Sem dúvida... é mais do que meio caminho andado para tudo correr bem.

Cristina Torrão disse...

:)
A Loba continua bem comportadinha?

Vespinha disse...

Retrocedeu um bocado em dezembro, por causa dos temporais houve menos treinos. Está agora outra vez a entrar na linha... :)

Jose Catarino disse...

O maior problema, por cá, são os donos. Rara é a noite em que não sou acordado por cão que, preso à corrente e entediado, ou assustado, ladra desalmadamente seguido por coro de quase todos os cães das redondezas. Quase todos porque o meu, como os seus antecessores, não está autorizado a participar nessas festas -- e não participa. É mais fácil educar um cão do que os respectivos donos.
Já mandei colocar outro vidro duplo na janela do meu quarto, mas a algazarra vem de todas as direcções. Situações destas são inimagináveis aí na Alemanha ou até no centro de uma das nossas cidades. No passado, tentei persuadir os vizinhos. Só consegui criar má vizinhança. Uma respondeu-me: Então um cão não tem o direito de ladrar naquilo que é seu?
Com este civismo nada a fazer. É sofrer.

Cristina Torrão disse...

Diz muito bem, José Catarino. Os meus pais moram em Macedo de Cavaleiros e conheço o problema. Os cães vegetam nos jardins, acorrentados. Que mais lhes resta fazer senão ladrar? Alguns, nem sequer têm um pedaço de relva, ou de terra, vivem sobre o cimento e veem-se obrigados a fazer aí as suas necessidades. E o que me incomoda mesmo muito é quando algum se põe a ganir, noite fora. Há uns anos, havia um caso desses, seria algum animal mais novito, ainda não habituado àquela vida e à solidão da noite. Enfim...

E é verdade que aqui, na Alemanha, os vizinhos se queixam logo, se algum cão os incomodar de noite, mesmo em cidades pequenas. Em quintas isoladas, já não sei. Mas é felizmente muito raro manter os cães acorrentados noite e dia.