Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

23 março 2014

A Máquina do Tempo 4

A minha amiga Céu, que me faz viajar no tempo, enviou-me mais uma curiosidade, produzida em 1983. Na altura, ela transcreveu um poema meu no seu diário com a seguinte introdução: «Hoje, dia 25 de Janeiro deste ano, revela-se um novo talento dentro do campo de malmequeres». E segue-se o poema humorístico, de que eu já não fazia ideia de que existia:

Onde está mi matador
qual belo tenente floral!
Como abelhudo não há melhor
oh, como me desvia a moral!

El jacaré tambem se vai
qual guapo filosofal.
Oh, Dulcineia como ela cai
nos braços do animal!

El lipo bombardeiro
não ata nem desata o cordel.
Enquanto Paulas sem dinheiro
procura rechear o farnel!

Oh que dia desastroso
em que três sequeosas meninas
num espanto assombroso
gritam como tolinhas!

Nem tenente, nem jacaré, nem lipo,
Paulas então, nem pensar
vão as três até ao pipo
as suas mágoas afogar.

Céu já dança de bêbeda
em saltos flibusteiros.
Isa e Krys estão em soberba
amizade (sem motoqueiros).

Depois, as três, com ressaca
choram lágrimas sem limites
limpam-nas à casaca
e dão com  a cabeça nas estalactites.

Krys 25-1-83

Nota: algumas destas expressões não são inteiramente de minha autoria. A minha habilidade consistiu em adaptá-las ao formato.


2 comentários:

Bartolomeu disse...

Eu diria que José Maria Barbosa du Bocage, nem que se esfarrapasse todo, escreveria alguma vez, poema satírico-o-erótico que chegasse aos calcanhares do das três Malmequerianas!
;) ;) ;)

Cristina Torrão disse...

Enfim, não há dúvida de que revelamos criatividade ;)

Obrigada pelos elogios :)