Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

13 junho 2015

Surpresas


«A vida na rua rouba-nos a dignidade, a personalidade e... no fundo, tudo. Deixamos de existir para tudo e todos. Um sem-abrigo é invisível para os seus semelhantes. Era o que mais me custava. Ninguém quer ter alguma coisa a ver com um Zé-Ninguém. Quando aterramos na rua, não temos um único amigo em todo o mundo».

«Há montes de desculpas e razões para nos viciarmos numa droga, mas eu sei exatamente o que me levou a isso. Foi a maldita solidão. A heroína anestesia a sensação incómoda do isolamento. Fazia-me esquecer que não tinha família nem amigos nesta terra. Sentia-me tão sozinho. Isto pode soar estranho ou mesmo inverosímil, mas a heroína era o meu único amigo».

«Dei as minhas trinta libras e recebi o troco. Tinha acabado de gastar o ganho de um dia em medicamentos para gatos. Mas que me restava? Eu não podia virar as costas ao meu novo amigo!»

Este livro não é apenas a história de amizade entre um homem e um gato. É muito mais do que isso, uma boa surpresa!


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