Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
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27 de novembro de 2012

Leitor no Brasil (e outras boas notícias)

Fui contactada por email por um cidadão brasileiro, perguntando-me como poderia adquirir A Cruz de Esmeraldas. Não estando o livro à venda no Brasil e não querendo ele efetuar pagamentos online, acabei por lho enviar pessoalmente.
Que eu saiba, é o meu primeiro leitor brasileiro e, mesmo que fique o único, deixou-me muito feliz, pois não contava encontrar interesse pelos meus livros do outro lado do oceano. Agradeço, do coração, o seu interesse e espero que goste da leitura!

E, já que estou em maré de boas notícias, aproveito para dizer que o Andanças atingiu e ultrapassou, pela primeira vez, a barreira das 1000 visualizações numa semana. Deve ter a ver com a sugestão de leitura do Pedro Correia. Obrigada, Pedro!

Também no passatempo se nota a maré favorável. E, como o Natal já não está tão longe como isso, premiarei igualmente o email nº 25, se lá chegarmos...

Obrigada a todos!



11 de setembro de 2012

Opinião "A Cruz de Esmeraldas"

Agradeço à Carla Ribeiro a opinião publicada n' As Leituras do Corvo e da qual cito um excerto:

"Escrita cativante e uma história rica em aventura e mistério são duas das melhores características deste livro em que a história particular de Konrad e Aischa se junta à visão mais global da história da conquista de Lisboa e das barreiras culturais que, na época, opunham cristãos a muçulmanos, para dar forma a uma narrativa envolvente, com uma boa caracterização do contexto histórico e um equilíbrio muito bem conseguido entre romance, mistério e conflito".




31 de março de 2012

Opinião A Cruz de Esmeraldas



Publico hoje um extracto da opinião da Paula, do blogue ...viajar pela leitura...:

A beleza deste romance consiste, em grande parte na emoção com que Cristina Torrão nos descreve a luta deste homem em busca da felicidade. Um cristão e uma muçulmana mostram que o amor é uma linguagem universal e que a convivência entre diferentes povos e religiões é e foi sempre possível.
Para quem, como eu, não tem conhecimentos muito profundos da História de Portugal, este livro é uma excelente forma de conhecer as origens do nosso país.

4 de março de 2012

Opinião "A Cruz de Esmeraldas" II

Extractos da opinião do Manuel Cardoso em Dos Meus Livros:

Levantado do Chão de José Saramago e Vagão J de Vergílio Ferreira foram livros que me marcaram. Porquê? Pela sua singeleza, pelo encanto que é recuar às origens de um génio; da mesma forma, a leitura deste livro de Cristina Torrão, que marca o arranque da sua carreira literária, é uma experiência interessante. 

Emana deste pequeno romance o perfume de um humanismo notável. Já neste primeiro livro, Cristina Torrão faz a apologia de uma convivência pacífica entre cristãos, mouros e também judeus, em torno de uma espécie de panteísmo, como se o Deus de todos os povos fosse um e único.

Um aspecto curioso desta obra é o seu carácter didáctico: que proveitoso seria se este livro fosse lido por todos os estudantes de história. A linguagem utilizada torna-o acessível a qualquer grau do ensino  e a beleza com que a ficção adorna a verdade histórica torna este livro muito atractivo e de fácil leitura.



28 de dezembro de 2011

Passatempo Fado/Cruz de Esmeraldas

Como prometido, aqui ficam extractos de textos que, apesar de não terem vencido o passatempo, são dignos de menção.

A Ana Sofia Allen cita Fernando Pessoa: "O fado é o cansaço da alma forte, o olhar de desprezo de Portugal ao Deus em que creu e também o abandonou". Identificando o fado como "dor transformada em música", Ana Sofia Allen explica porque o fado é entendido noutros cantos do mundo:

Com o coração [os estrangeiros] sentem o que as palavras não entendem - um profundo pesar e um encantamento próprio que só o fado pode dar.
(...)
E tal como um insecto pode ser preservado em âmbar durante milhares de anos, o fado continuará a preservar e a alimentar a essência humana, com o mesmo brilho e profundidade da resina.
(...)
A partir de agora, o fado (...) é um tesouro do mundo. Um tesouro que fala de Portugal, da sua cultura, da sua língua, dos seus poetas, mas também de algo comum a todo o ser humano - os sentimentos.

O Pedro enviou um dos seus poemas, que, na sua simplicidade e economia de palavras, tanto dizem:

o fado moderno
o fado antigo
o fado da tasca
é tudo fado

de verdade, o fado
é fugidio
é o fado do eu
o fado da dor

A Cristina Tordo intitula o seu texto Fado de um rio e faz um interessante paralelismo entre o fado, que nasce "alheio às limitações de uma cultura", e o Tejo, que não sabe "o que é ser-se prisioneiro de uma fronteira, limitações dos homens":

Na melodia de uma guitarra este lamento é poema, num canto que de tanta boémia, soa a santidade.
(...)
Por viver na alma do povo, o fado herdou a liberdade em ser do mundo, como um copo de taberna que transborda sobre a mesa. Mas tal como o Tejo, o fado será sempre nosso!

Os meus agradecimentos a todos os que participaram. Surgirão novas oportunidades (com outros temas), pois tenciono repetir esta experiência gratificante.

26 de dezembro de 2011

Passatempo Fado/Cruz de Esmeraldas

"A algunos de mis amigos de España (aunque también de otros países) no les gusta el fado. A mi sí."

Bartolomé Bauzá


Devido à qualidade e beleza de alguns textos, a escolha foi difícil. Decidi-me pelo de Bartolomé Bauzá, apesar de, em parte, ser escrito em castelhano. Ou talvez por causa disso! Habituada a considerar o fado algo de que só os portugueses falam (em 19 anos de Alemanha, só uma única pessoa me falou no fado, sem eu o ter referido antes), confesso que me surpreendeu esse jeito de escrever sobre o fado em castelhano. Sobretudo em castelhano! E, no meio da hesitação, teria de haver algo que ditasse a decisão final.

Num próximo post publicarei extractos de outros textos de que gostei particularmente. Para já, deixo-vos com o vencedor:


A algunos de mis amigos de España (aunque también de otros países) no les gusta el fado. A mi sí. Oí que el fado tenía sus orígenes en las cubiertas de proa de los barcos que hacían la ruta de ultramar.

Eu sou marinheiro, como o meu pai e os meus dois avôs;  talvez para compreender o fado é preciso entender primeiramente o mar.

La mar, como decimos en España. En femenino, como un nombre de mujer.

Maria Lisboa. María del Mar.

Un amigo mío -otro, a éste le gusta el fado- me citaba a Rilke: hace falta una vida para escribir un verso.

Faz falta uma vida para cantar um fado...
Faz falta uma vida para ouvir um fado...

Faz falta uma vida para compreender o fado.

Quizá es porque no han vivido. No lo suficiente. No con intensidad. No en la mar.

Não com saudades.

No con miedo.  Separados de quién se quiere.

María del Mar. Maria Lisboa.

Isso são saudades…

Para trabajar en la cubierta de proa de un barco hace falta ser un hombre duro. Miro hacia atrás, a la costa que se aleja. Todavía hay alguna gaviota con nosotros.

Nao gosto do meu companheiro. Ele tem um walkman. Rock and Roll.
Eu tenho, as gaivotas, ainda.
Eu tenho o fado. Cá, na minha cabeça.
Lá, na costa. Nos seus lábios cantores.

Definitivamente, no me gusta ese tipo.

María del Mar. Maria Lisboa.

22 de dezembro de 2011

Passatempo (VIII)

Adenda de 24.12.2011:
Com o Passatempo fechado, resta-me agradecer a todos os participantes. A escolha vai ser difícil, há vários textos bons. Publicarei o resultado no início da próxima semana!


Às 23:59 de amanhã, 23 de Dezembro, acaba o prazo para o envio dos textos do passatempo. Eu já tenho um favorito. Ou será que ainda aparece algum melhor?

Informe-se aqui sobre o tema ;-)

15 de dezembro de 2011

Passatempo (VIII)



Neste meu pequeno romance, à volta da Conquista de Lisboa, há um cruzado alemão, a quem os cânticos mouros deixam perturbado, ainda mais, quando ele trava conhecimento com Aischa, dona de uma linda voz.

Neste meu post, afirmei a minha convicção da existência de uma parentela entre os cânticos mouros e o fado. E, aproveitando o facto de este género musical ter sido classificado como Património Imaterial da Humanidade, desafio-vos a escreverem um pequeno texto sobre o fado, que não deve exceder as 300 palavras (cerca de meia página A4 em Times New Roman 12). Quer acreditem nas origens mouras, ou não; quer gostem de fado, ou não. Enviem-me um parágrafo sobre este tema para andancas@t-online.de, até às 23:59 de 23 de Dezembro. O/A vencedor/a receberá um exemplar autografado e com dedicatória de A Cruz de Esmeraldas.

Nota: Está a decorrer um outro tipo de passatempo com o mesmo livro no Viajar pela Leitura.

22 de julho de 2011

Opinião "A Cruz de Esmeraldas"

Graças à máquina de busca do Google, deparei com uma opinião sobre o meu livro A Cruz de Esmeraldas, de que não tinha conhecimento, embora date do passado 6 de Dezembro. Na verdade, tenho desprezado um pouco este meu pequeno romance. E, no entanto, foi o primeiro que publiquei.

A ideia surgiu-me quando ainda escrevia o Afonso Henriques, pois a Conquista de Lisboa, só por si, é um tema com muito potencial. E, para não cismar nas recusas que recebia, meti mãos à obra.

Intitulei-o, inicialmente, A Moura e o Cruzado. E acabei por o enviar para um Concurso Literário, com o nome sugestivo de "O meu 1º Best-Seller", levado a cabo pelos hipermercados Modelo/Continente, em parceria com a editora Asa, que ainda não pertencia à Leya. Parecia-me que A Moura e o Cruzado seria mais indicado para aquele tipo de concurso, por ser mais pequeno e menos ambicioso do que o Afonso Henriques.

Estávamos em fins de 2006. E, em 16 Julho de 2007, o dia do meu aniversário (é verdade!), recebi um telefonema a dizer que tinha ganho o concurso e que o livro ia ser publicado!



Não me vou alargar a explicar como fui, depois, parar à Ésquilo e porque é que se mudou o título. O certo é que a Joana Dias, do blogue Páginas com Memória, o leu e deu a sua opinião, da qual transcrevo um extracto:

O livro prendeu-me da primeira à ultima página, sem tempos mortos, transportando-me numa viagem no tempo inesquecível que daqui a pouco tempo vou querer repetir com uma nova leitura ao livro. E são poucos os livros que me levam a lê-los uma segunda vez.



Obrigada à Joana Dias!