Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
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20 de dezembro de 2015

Cidades Medievais Portuguesas (7)

Braga não é medieval, Braga é milenária!
Na Idade Média, como cidade arqui-episcopal, era a sede da Igreja portuguesa. A independência de Portugal também foi conseguida por o arcebispo Dom João Peculiar, grande colaborador de Dom Afonso Henriques, ter assegurado a sua independência em relação a Toledo, cujo arcebispo era considerado o arcebispo-primaz da Hispânia.





















Fotografias

© Horst Neumann


13 de dezembro de 2015

Cidades Medievais Portuguesas (6)

Lamego era de grande importância, na Idade Média. Na época de Dom Dinis, apenas as localidades com assento episcopal eram cidades, todas as outras tinham estatuto de vila. Lamego contava assim entre as nove cidades, ao lado de Braga, Lisboa, Coimbra, Porto, Viseu, Guarda, Évora e Silves.













Quando lá estivemos, em 2008, o castelo estava na "posse" dos escuteiros, o que dava ao interior da torre um aspeto interessante.

6 de dezembro de 2015

Cidades Medievais Portuguesas (5)

«Enrodilhadas no terreno acidentado, as muralhas de Sintra pareciam uma cobra gigantesca a esgueirar-se por entre as escarpas».

In Afonso Henriques o Homem

A vila de Sintra assinala hoje 20 anos de Património Mundial da Unesco, na categoria de Paisagem Cultural.
Certo: Sintra é o Palácio da Pena, o romantismo dos parques, as queijadas... Mas Sintra é também o Castelo dos Mouros, que possui hoje o encanto de ter sido adotado pela Natureza circundante.

Fotos: © Horst Neumann



29 de novembro de 2015

Cidades Medievais Portuguesas (4)

Em Santa Maria da Feira, faz-se um lido passeio até ao castelo medieval, situado num enorme e bem tratado parque. O castelo da Feira é muito antigo, de origem moura, e à volta dele foram criadas várias lendas, o que não admira, olhando assim para ele, no meio do arvoredo, com as suas pontas cónicas:


Usei o castelo da Feira para uma cena do meu romance Afonso Henriques, o Homem, relacionada com a barregã Châmoa Gomes. Miguel Bernardes, um empresário de Santa Maria da Feira, aproveitou-a para criar o licor de Chamoa.



 Em Santa Maria da Feira, realiza-se, todos os anos, um dos maiores espetáculos medievais portugueses: a Viagem Medieval em Terra de Santa Maria, que ganhou, na Gala dos Eventos em Lisboa, organizada pela Expo Eventos, o prémio de Melhor Evento Público 2014.

Em 2016, a 20 ª edição da Viagem Medieval é simbólica, por isso a organização promete um evento memorável, integralmente dedicada ao reinado de D. Dinis.




22 de novembro de 2015

Cidades Medievais Portuguesas (3)

Foi já em 2010 que estive em Mourão e, na altura, fiquei desiludida com o estado de abandono em que encontrei as ruínas do castelo e suas muralhas. Será que melhorou, entretanto?






















A propósito: sabiam que Mourão (junto com Serpa, Noudar e Moura) pertencem a Portugal graças a Dom Dinis? Se tivessem lido o meu romance D. Dinis, a quem chamaram o Lavrador, sabiam ;-)

O livro não se encontra disponível, mas haverá uma reedição em 2016. Se não for em papel, com certeza na forma eBook. Fiquem atentos!


15 de novembro de 2015

Cidades Medievais Portuguesas (2)

Tomar, a templária, a única! Viva Tomar!

«O rei logrou resolver um conflito que opunha a Ordem do Templo ao bispo inglês Gilberto de Lisboa e que se arrastava há vários anos. Afonso doara Santarém e a região circundante aos Templários, que lá estabeleceram a sede da Ordem. 





O bispo de Lisboa, porém, insistia em que Santarém pertencia à sua diocese e, não obstante a amizade que o ligava a Gualdim Pais, Afonso respeitava muito o prelado inglês, representante dos cruzados.

De carácter contemporizador, Gualdim Pais acabou por aceitar a proposta do soberano: desistir de Santarém e fazer de Tomar a nova sede dos Templários. Estando a antiga fortaleza romana em ruínas, porque não construir ali um castelo de raiz, digno da Ordem do Templo?



 Naquele Verão de 1159, sobre o cerro sobranceiro ao rio Nabão, Afonso Henriques e Gualdim Pais planearam uma construção inédita em Portugal. O Mestre dos Templários tomara conhecimento de novas técnicas, durante a sua estadia na Terra Santa.

As muralhas, dizia ele, seriam reforçadas por um alambor: um espessamento da sua base, em forma de rampa. Além de dificultar, ou até impossibilitar, o escalar dos muros, o alambor mantinha à distância as máquinas de assalto e provocava o ressalto dos projéteis.





Afonso não duvidava que a inovação surtiria grande efeito. Mas Gualdim ainda lhe descreveu outras. Os merlões, por exemplo, deveriam ser mais largos do que o costume, enquanto as ameias se queriam estreitas. Além disso, rasgar-se-iam seteiras nos merlões, a fim de facilitar o tiro com arco ou besta.



Combinou-se iniciar a construção do castelo de Tomar na Primavera seguinte».

Excertos de Afonso Henriques - o Homem, romance de minha autoria.