Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
Mostrar mensagens com a etiqueta Lançamentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lançamentos. Mostrar todas as mensagens

18 de maio de 2013

Acordo ou não Acordo?

Quem por aqui passa, sabe que adotei o Acordo Ortográfico há bastante tempo. Não é por gostar dele, na verdade, não gosto, nem deixo de gostar, mas, na minha opinião, a língua (falada e escrita) é um meio de comunicação, cujas regras são suscetíveis de serem mudadas (dentro de certos limites, claro). Encontro-me naquela posição ambígua de, não sendo contra o Acordo, também não sou a favor.

Para uns, serei acomodada, para outros, insensível. Que seja! Mas há quem não o seja. O jornalista Pedro Correia, por exemplo, conhecido blogger do Delito de Opinião (entre outros) e que teve a amabilidade de me incluir na equipa do És a Nossa Fé.

O Pedro, conhecido opositor do Acordo, publicou agora o livro Vogais e consoantes politicamente incorrectas do acordo ortográfico, inserido na coleção «Politicamente Incorrectos», da editora Guerra & Paz.


Neste livro, Pedro Correia, numa prosa clara e directa, investiga e expõe, de forma rigorosa, todo o processo político de fabricação do Acordo e mostra-nos os seus clamorosos erros técnicos.

O livro já está à venda, mas a apresentação oficial vai ter lugar a 21 de Maio, na livraria Bertrand do Picoas Plaza (Lisboa), a partir das 18.30.

Dou os meus parabéns ao Pedro e desejo-lhe toda a sorte do mundo!


16 de março de 2013

V Antologia de Poetas Lusófonos


A Folheto Edições publica, pela quinta vez, a Antologia de Poetas Lusófonos, com a participação de 147 poetas, oriundos de 15 países. E eu estou entre eles!

Na verdade, não me considero poeta, gosto muito mais de escrever (e de ler) prosa. Mas há sempre aqueles momentos em que nos ataca um estranha inspiração... E vai-se escrevendo um poema, ou outro. Quando soube desta iniciativa, enviei três poemas à Folheto Edições e tive o prazer de os ver selecionados. Além disso, sou livre de os publicar aqui, o que farei, nos próximos tempos.
 
Para já, transcrevo dois excertos do Prefácio de Adélio Amaro:

A V Antologia de Poetas Lusófonos é como uma esbelta e simples trança de uma criança, onde poetas dos vários cantos do mundo vão entrelaçando a estrofe, a rima ou quadra transmitindo ideias, pensamentos, desejos, esperança e sonhos.
 

É uma Antologia com poemas simples e outros mais eruditos, mas todos eles com mensagem, seja ela de amor, de tristeza, de angústia ou de experiência de vida.


Tenho muita pena de não poder ir à apresentação do livro. Mas deixo aqui o convite para quem tenha possibilidades de ir a Leiria, no dia 23 de Março.

8 de maio de 2012

Ebook gratuito!

À semelhança do que já se vai fazendo, também em Portugal (Luís Novais, por exemplo) decidi pôr um ebook à disposição. Começo esta experiência com o Cloning Adolf, que denomino de fantasia cómica (não tem nada a ver com o género histórico) e que já foi blogue, recomendado por Pedro Rolo Duarte no Janela Indiscreta, da Antena 1, a 28-07-2010.


Estamos na América do ano 2112. Um cientista especializado em clonar animais extintos é raptado por uma comunidade de nazis vindos dos quatro cantos do globo, cujo objetivo é dominar o mundo. Metido num bunker, ele deverá clonar o Hitler a partir de um carvãozinho surripiado do local em que o corpo do dito cujo foi cremado.



5 de maio de 2012

23 de abril de 2012

Alma Rebelde

Já têm planos para o feriado? Se não, podem ir à Feira do Livro de Lisboa, que abre amanhã.

Há mil e uma razões para ir à Feira do Livro. No dia 25 de Abril, há mil e duas. No espaço da Porto Editora, pelas 17 horas, vai ser lançado o primeiro romance de Carla M. Soares, leitora e comentadora aqui do Andanças.


Os meus parabéns à Carla, o desejo de que passe um bom feriado e muito sucesso com o seu livro!

21 de fevereiro de 2012

Poesia Fresca

Uma luz que nos nasce por dentro, editado pela Lua de Marfim, é o novo livro de Virgínia do Carmo, a ser lançado no próximo Sábado, 25 de Fevereiro, pelas 16h 00, no Auditório do Campo Grande, nº 56, em Lisboa (convite, aqui).


Virgínia do Carmo é autora de outros dois livros de poesia: Tempos Cruzados (Pé de Página Editores, 2005) e Sou, e sinto (Temas Originais, 2010). É também autora do blogue Crescendo nas Palavras.

Parabéns, Virgínia, e muito sucesso!

28 de agosto de 2011

A Desilusão de Judas



O primeiro romance de António Ganhão, editado pela Lua de Marfim, vai ser lançado a 6 de Setembro pelas 18:30 no El Corte Inglés de Lisboa.

A Desilusão de Judas conta-nos a história de um serial killer, um normalíssimo pai de família, habitante do Barreiro e empregado no contencioso de um banco. Junto com a esposa, colabora na sua paróquia e frequenta cursos sobre a Bíblia. É, aliás, à Bíblia que ele vai buscar a sua inspiração, pois, na sua ideia, ao matar, ele está a libertar as suas vítimas, o verter do sangue enche o cálice simbólico. O critério de escolha das vítimas não é sempre o mesmo, tanto pode ser a colega que se atreve a ser encantadora, ou um gerente de balcão bem vestido, de "cabelo penteadinho puxado para trás e fixado com gel", que lhe provoca desprezo.

Um outro forte deste romance, na minha opinião, é a descrição das relações de trabalho, das conversas entre colegas, da maneira como se trata um caso de irregularidade financeira no banco e do quotidiano em Lisboa e seus arredores. António Ganhão é exímio nestes tipos de caracterização, tirando as suas reflexões. Aqui, um excerto:

"Estava fascinado. Talvez devesse fazer isso mais vezes. Levantar-me muito cedo e apanhar o barco de manhã com todo aquele povo, homens e mulheres que a sorte condenara a um emprego indiferenciado, desprotegido de um acordo colectivo de trabalho, gente sem direitos, desqualificada da vida. Gente meio adormecida, mulheres a fazerem renda, malha, lendo revistas cor-de-rosa e sonhando sonhos feitos da vida dos outros. O glamour da nossa alta sociedade como promessa de um mundo melhor, inacessível, apenas tangível, por breves instantes, a quem lia esse tipo de revistas.
Alguns estudantes reviam as suas matérias, outros tentavam compensar noites mal dormidas. Lá ao fundo, junto à entrada do barco, um grupo de homens jogava à sueca rodeados por um coro de penduras que assistiam.
Seria um deles se a vida me tivesse sido madrasta. Sim, não se pode trabalhar num café sem que a vida nos tenha sido madrasta.
Não admirava que este povo precisasse de doses massivas de futebol e telenovelas brasileiras, que, paulatinamente, haviam roubado o peso ao fado. Era o sonho acessível. A alegria das novelas subjugando a tristeza do fado.
(...)
Os poucos jornais, sobre os quais os homens dormitavam, eram na sua maioria desportivos; dava-se por satisfeito este povo que se considerava invariavelmente mais culto do que os emigrantes que nos demandavam e vigiava com uma acentuada desconfiança e alguma dose de reprovação os costumes estrangeiros. Seguros, não havia em nós uma sede de cultura, estávamos saciados. Não admirava que fossemos um povo tranquilo. Era toda esta sabedoria que nos permitia ser assim.
Foi esse o povo que deu novos mundos ao mundo."

António Ganhão, um escritor a descobrir, nesta rentrée literária. Tem um blogue, Em Livro, e colabora no 2711.


30 de junho de 2011

Nem sempre a lápis



É o novo livro do escritor e tradutor Jorge Fallorca, com ilustrações de Luís Manuel Gaspar, publicado pela TEA FOR ONE e a ser lançado Sábado dia 2, no Bar Bartleby, em Lisboa, pelas 22 h. A apresentação será feita por Golgona Anghel. O autor teve a amabilidade de me convidar, o que muito agradeço. Mas, infelizmente, Lisboa, para mim, não está ao virar da esquina.

Costumo passar pel' O Cheiro dos Livros, onde, entre outras coisas, tomo contacto com grandes escritores como Enrique Vila-Matas, Robert Walser, Cormac McCarthy e Gonçalo M. Tavares (e isto só para referir os que me têm agradado mais).

N' O Cheiro dos Livros, há momentos intitulados precisamente Nem sempre a lápis, onde Fallorca partilha pensamentos/vivências, como aqui:

Deito-me e suspiro, menos um. Ocupa-me a subtracção, não a cotação final de mais um dia. Não se pode ser franco com os médicos. «Então, de que se queixa?». Fui honesto e respondi: De estar vivo; ele sorriu, complacente. Só quis confirmar que também não é na saúde que está a cura; saí e paguei.

Tenho a certeza de que quem estiver no Bar Bartleby, no Sábado à noite, passará um bom bocado.

Parabéns!