«O da Popota é um sorriso sábio. Talvez ela saiba que, sim, o Verão acabou mas há uma revolução em curso nas entranhas da terra, para começar tudo de novo outra vez».
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1 de outubro de 2018
1 de setembro de 2018
Calendário da UZ (10)
«Em Setembro apresenta-se o Alberto, senhor de um sorriso imenso».
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1 de agosto de 2018
Calendário da UZ (9)
«O sorriso do Miúdo é confiante, como é ele e são os dias demorados de Agosto».
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1 de julho de 2018
Calendário da UZ (8)
«O sorriso da Laurentina é inocente - até parece que o Verão não vai acabar nunca».
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1 de junho de 2018
Calendário da UZ (7)
O sorriso da Funny, que acompanha a luz de Junho, é envolvente: convida-nos a sorrir com ela.
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1 de maio de 2018
Calendário 2018 da UZ (6)
Maio é o mês das mães e do sorriso ansioso da Tafetá, também ela mãe logo após ter sido acolhida na União Zoófila.
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1 de abril de 2018
Calendário 2018 da UZ (5)
O sorriso da Cuca é de uma alegria sem limites, ao jeito de Abril.
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BOA PÁSCOA!
1 de março de 2018
Calendário 2018 da UZ (4)
«O sorriso da Miranda é sedutor e ela é uma flor entre as que começam a despontar em Março».
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1 de fevereiro de 2018
Calendário 2018 da UZ (3)
«Os cães riem. E nenhum ri como ri o outro. Quando os cães nos mostram como riem, ficamos a saber quem são».
«O sorriso do Ceilão é esperançoso. Lembra que já faltou mais para a Primavera».
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17 de janeiro de 2018
A Crueldade Da Natureza
| Foto © Horst Neumann |
A suposta "crueldade" da Natureza nunca pode ser pretexto para nós humanos maltratarmos ou abandonarmos um animal (somos muito lestos a procurar razões para fugirmos ao sentimento de culpa). Aliás, não sei se podemos dizer que a Natureza é cruel, pois ela não tem ética, nem moral. Nós, pelo contrário, temos!
Nós humanos mudámos o mundo, com tudo o que a ele pertence e com tudo o que isso implica. Mudámos irremediavelmente, e para sempre, a vida de (quase) todos os animais e nada mais nos resta do que assumir essa responsabilidade. Muitos de nós esquecem-se de que os animais que nascem e crescem no nosso meio nunca aprenderam a viver na Natureza. Além disso, no caso dos cães, por exemplo, há características em muitas raças que tornam a sua sobrevivência na vida selvagem impossível: o tamanho (pequeno demais), ou pêlos longos que, sem a higiene e os cuidados adequados, facilitam a acumulação de sujidade e parasitas (não esqueçamos que as raças surgiram por
intervenção humana).
Todos os cristãos (ou quase) admiram São Francisco de Assis, mas poucos seguem os seus ensinamentos. E até nem precisamos de ir tão longe como ele, que considerava os animais seus irmãos. Eu, por exemplo, considero-os meus primos. Desde Darwin que sabemos possuir um qualquer grau de parentesco com todos os animais e, sendo impossível separar a condição humana das componentes moral e ética, temos o dever de os tratar com dignidade e não lhes infligir sofrimento gratuito.
Temos igualmente o dever de preservar as espécies! Isto não é mania do nosso tempo, tem tradição bíblica! É essa a mensagem do episódio da Arca de Noé. Com o mundo a ser destruído por cheias e enxurradas, Deus não ordenou a Noé que salvasse outros humanos (além da sua família), mas sim "casais" de animais. É a prova de que o nosso planeta e a nossa própria vida dependem das outras espécies, mesmo das que não servem para a nossa alimentação, nem vivem no nosso meio. O equilíbrio do planeta depende da existência dos outros animais.
Nós, com a nossa inteligência e os meios que adquirimos, temos a obrigação de preservar o mundo que Deus nos ofereceu e de assumir as responsabilidades de que Ele nos incumbiu.
7 de janeiro de 2018
Calendário 2018 da UZ (2)
«O sorriso da Starlight, que ilumina o mês de Janeiro, é discreto, prudente. O ano está apenas a começar...»
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4 de janeiro de 2018
Calendário 2018 da UZ (1)
«Os cães riem. E nenhum ri como ri o outro. Quando os cães nos mostram como riem, ficamos a saber quem são».
«O sorriso do Moulin Rouge é exactamente como o próprio, sem tirar nem pôr, um repto à brincadeira perpétua».
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3 de dezembro de 2017
A ambulância que realiza desejos
A Ordem de Malta, no estado alemão da Baixa Saxónia, criou, há cerca de um ano, o projeto Herzenswunsch-Krankenwagen, o que, traduzido, dá mais ou menos: a "ambulância dos desejos". Este projeto trabalha em conjunto com hospitais especializados em cuidados paliativos, a fim de realizar um último desejo aos doentes terminais. Foi assim que uma paciente terminal conseguiu satisfazer o desejo de se despedir do seu cavalo, adquirido no longínquo ano de 1994, seu companheiro inseparável de inúmeras cavalgadas (a foto que se segue foi publicada no jornal católico alemão KirchenZeitung).
As ambulâncias possuem o equipamento necessário para este tipo de doentes, que são ainda acompanhados por enfermeiros e psicólogos e/ou assistentes sociais. O transporte é gratuito, o projeto vive de voluntários e donativos.
Adenda: Entretanto, constatei que há mais instituições que oferecem este tipo de serviço.
As ambulâncias possuem o equipamento necessário para este tipo de doentes, que são ainda acompanhados por enfermeiros e psicólogos e/ou assistentes sociais. O transporte é gratuito, o projeto vive de voluntários e donativos.
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18 de maio de 2016
Comparações...
Gosto muito do papa Francisco, mas ele já me desiludiu duas vezes (enfim, ninguém é perfeito). A primeira foi quando elogiou um pai que lhe comunicou bater no filho, mas nunca na face, para não lhe atacar a dignidade. Na minha opinião, é grave um papa apoiar qualquer tipo de violência. Alguém me poderá dizer porque há de ser mais escandaloso bater num adulto do que numa criança? Com a agravante de que a criança é mais pequena e mais fraca do que o adulto. Não aprendemos que não devemos bater nos mais fracos, ou em todos aqueles que não se possam defender? Confesso: também eu era adepta da disciplina à custa da estalada, foi assim que
aprendi. Um exame de consciência, porém, numa certa altura da minha
vida, ajudou-me a perceber que a estratégia me prejudicou mais do que
ajudou.
Adiante! Passemos à segunda desilusão, esta recente, que o papa me causou:
O papa Francisco lamentou hoje que algumas pessoas sintam compaixão pelos animais, mas depois mostrem indiferença perante as dificuldades de um vizinho.
Claro que devemos pôr as pessoas à frente dos outros animais. Mas a forma que o papa escolheu para o dizer foi muito infeliz. Ele não devia fazer comparações entre pessoas, alegando que umas valem mais do que as outras, vai contra o princípio da igualdade! Além disso, quem não gosta de animais, vê-se confirmado na sua crença de que pessoas que gostam de animais não gostam de outras pessoas e isso está longe de ser verdade. Há casos e casos. Declarações destas contribuem para que ainda mais animais sofram, pois, quem ajuda animais, vai ter mais problemas, vai ser mais insultado, já que quem é contra se sente com mais legitimidade para o fazer. Um papa deve apelar à piedade e à compaixão, apelar a que ajudemos o próximo, que compartilhemos da sua tristeza... Sim, é essencial! Mas sem comparações destas, por favor!
Palavras destas são aproveitadas para cavar ainda mais o fosso entre os amigos dos animais e aqueles que os odeiam, ou seja, causam inimizades, insulto e ódios, em vez de unir! Claro que há casos extremos e comportamentos inaceitáveis, mas devíamos pensar muito, antes de compararmos pessoas, ou comportamentos. E uma pessoa com a autoridade moral do papa tem responsabilidades acrescidas.
Todos nós devíamos evitar comparações, como entre irmãos, por exemplo, dizendo que um é mais inteligente ou dinâmico que o outro, ou coisa parecida. É sempre uma grande desconsideração em relação à pessoa que fica mal vista e cria desentendimentos, inimizades, invejas, até ódio.
Não gosto de comparações, cada um é como é e cada um se dedica às causas que acha certas. Quem se dedica à causa animal, faz algo de bom e devia ser elogiado, em vez de criticado. Porque uma coisa é certa: não será por desistirmos de nos dedicarmos aos animais que o mundo ficará mais justo, ou que menos pessoas sofrerão.
Adiante! Passemos à segunda desilusão, esta recente, que o papa me causou:
O papa Francisco lamentou hoje que algumas pessoas sintam compaixão pelos animais, mas depois mostrem indiferença perante as dificuldades de um vizinho.
Claro que devemos pôr as pessoas à frente dos outros animais. Mas a forma que o papa escolheu para o dizer foi muito infeliz. Ele não devia fazer comparações entre pessoas, alegando que umas valem mais do que as outras, vai contra o princípio da igualdade! Além disso, quem não gosta de animais, vê-se confirmado na sua crença de que pessoas que gostam de animais não gostam de outras pessoas e isso está longe de ser verdade. Há casos e casos. Declarações destas contribuem para que ainda mais animais sofram, pois, quem ajuda animais, vai ter mais problemas, vai ser mais insultado, já que quem é contra se sente com mais legitimidade para o fazer. Um papa deve apelar à piedade e à compaixão, apelar a que ajudemos o próximo, que compartilhemos da sua tristeza... Sim, é essencial! Mas sem comparações destas, por favor!
Palavras destas são aproveitadas para cavar ainda mais o fosso entre os amigos dos animais e aqueles que os odeiam, ou seja, causam inimizades, insulto e ódios, em vez de unir! Claro que há casos extremos e comportamentos inaceitáveis, mas devíamos pensar muito, antes de compararmos pessoas, ou comportamentos. E uma pessoa com a autoridade moral do papa tem responsabilidades acrescidas.
Todos nós devíamos evitar comparações, como entre irmãos, por exemplo, dizendo que um é mais inteligente ou dinâmico que o outro, ou coisa parecida. É sempre uma grande desconsideração em relação à pessoa que fica mal vista e cria desentendimentos, inimizades, invejas, até ódio.
Não gosto de comparações, cada um é como é e cada um se dedica às causas que acha certas. Quem se dedica à causa animal, faz algo de bom e devia ser elogiado, em vez de criticado. Porque uma coisa é certa: não será por desistirmos de nos dedicarmos aos animais que o mundo ficará mais justo, ou que menos pessoas sofrerão.
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30 de outubro de 2015
E já lá vai uma dúzia!
Nunca aqui falei do aniversário da minha cadela, mas hoje a Lucy faz doze anos, o que para um cão já é bastante.
Não é fácil ter um cão em casa. Um cão anda à chuva (mesmo que connosco pela trela), enlameia-se, cava o jardim, etc. Ao entrar em casa, tem de se secar bem sequinho e limpar bem limpinho. Custa tempo e dedicação.
Enquanto é novo, o cão não sabe que não se roem móveis, mantas e tapetes. É preciso muita paciência e ser consequente. Não nos devemos, porém, esquecer que, para o cão, também é difícil adaptar-se às regras humanas. É um trabalho de equipa (como tudo o resto; os cães trabalham sempre em equipa), que não se faz sem arregaçar as mangas. Desistir, porém, está fora de questão! É crime abandonar um cão, ou mantê-lo preso durante todo o tempo, numa qualquer casota, para que não nos dê trabalho, além da comida. Os cães sofrem muito sozinhos, estão geneticamente programados para relações sociais e o tal trabalho de equipa. E lembrem-se de que o cão não pediu para ir para vossa casa, foram vocês que o levaram! Como em tudo na vida, não devemos fugir às nossas responsabilidades!
E porque haverá, então, alguém de levar um cão para casa? Há muitas razões, passando por um reaprender a Natureza por seres (os humanos) que se afastaram dela. Para mim, uma das razões principais é porque o cão nos ensina o que é a verdadeira amizade e o verdadeiro companheirismo (atrevia-me o a dizer o verdadeiro amor, mas é algo incompreensível para quem nunca se dedicou a animais). Com um cão, nunca é preciso fazer as pazes, depois de uma "discussão", porque as pazes já estão feitas, automaticamente. Depois de ralharmos com um cão e ele ter apresentado aquele olhar triste e submisso, sentamo-nos no sofá e ele deita-se a nosso lado como se nada fosse, sem rancores, nem exigências de pedidos de desculpas. Parece dizer-nos: se pertencemos juntos, porque haveremos de estar com coisas dessas? Um cão não admite uma separação da família a que pertence, nunca há nada de tão grave que justifique tal! Nunca estamos sozinhos, com um cão em casa, mesmo quando estamos sozinhos. Claro que podemos ver televisão, para passar o tempo, entretermo-nos com o computador, ou, se tivermos carências emocionais, afagar um peluche. Mas nenhuma dessas possibilidades nos transmite calor corporal e nos olha nos olhos. Um cão comunica!
Com doze anos, a Lucy ainda se encontra em muito boa forma. Ainda é capaz de nos desafiar para um jogo de bola, depois de uma caminhada de uma hora. A idade nota-se mais nos dentes e nos olhos. Já perdeu três dos incisivos (que são muito pequeninos, nos cães) e os molares estão muito gastos. Os dentes, porém, não me preocupam muito. Sendo um animal doméstico, ela não precisa de se defender de outros animais, nem de caçar, nem de rasgar carnes duras, ou ossos, para se alimentar. Se for preciso, até lhe fazemos papas. Os olhos já me angustiam um pouco. Estão a turvar-se, assim um género de cataratas (que se veem muito bem, se a luminosidade estiver de feição).
Foi já em Janeiro passado que estive a última vez no veterinário, por causa das vacinas. Não precisei de lá voltar e, em princípio, só o farei no início do próximo ano. Nessa última consulta, ele disse que realmente os olhos se estavam a turvar, mas ficou-se por essa constatação. Noto, no entanto, um grande avanço, principalmente, no olho esquerdo. Não sei se o veterinário vai aconselhar uma operação, da próxima vez. A questão é: ela ainda viverá tempo suficiente para ficar cega? Se não, talvez não compense sujeitá-la à operação. O facto de ela ainda estar em forma, porém, leva-me a supor que ainda poderá viver três ou quatro anos. E aí...
Veremos! Hoje, desejo-lhe um Feliz Aniversário! Parabéns, Lucy!
| Com dois meses e meio |
Enquanto é novo, o cão não sabe que não se roem móveis, mantas e tapetes. É preciso muita paciência e ser consequente. Não nos devemos, porém, esquecer que, para o cão, também é difícil adaptar-se às regras humanas. É um trabalho de equipa (como tudo o resto; os cães trabalham sempre em equipa), que não se faz sem arregaçar as mangas. Desistir, porém, está fora de questão! É crime abandonar um cão, ou mantê-lo preso durante todo o tempo, numa qualquer casota, para que não nos dê trabalho, além da comida. Os cães sofrem muito sozinhos, estão geneticamente programados para relações sociais e o tal trabalho de equipa. E lembrem-se de que o cão não pediu para ir para vossa casa, foram vocês que o levaram! Como em tudo na vida, não devemos fugir às nossas responsabilidades!
| Ainda com dois meses e meio |
| Com cinco meses |
| Não parece, mas é brincadeira. Já viram que ela tem a pata na boca do outro? ;-) |
| Amizade canina :-) |
Veremos! Hoje, desejo-lhe um Feliz Aniversário! Parabéns, Lucy!
| Fotografia tirada no Verão |
16 de setembro de 2015
Vida Canina
Observo-a da varanda das traseiras. É de raça indefinida e não sei o nome dela. Nem sequer sei se tem um nome. Pertence a uns vizinhos, mas não pode entrar no apartamento deles, hábitos antigos, que não concebem um cão dentro de casa. Vive e anda pelas hortas e terrenos que pertencem a essas mesmas pessoas, é alimentada e tem um lugar abrigado para dormir.
Os
donos são idosos, reformados, e tratam frequentemente das suas hortas. Quando
aparecem, ela não cabe em si de alegria: corre, salta, dança. Por vezes,
fazem-lhe festas, principalmente, a dona. E é acarinhada pelos outros vizinhos
que têm igualmente um pedaço de horta.
No
mesmo prédio, vive um filho dos donos, com família. Outro dia, reparei que ela
corria ainda com mais alegria. Cedo descobri a razão: a neta da dona, de oito
ou nove anos, acompanhou a avó à horta e fez-lhe muitas festas. Ela não se
fartava delas, sempre pronta, sempre a abanar a cauda, cheia de expectativa, quando
a pequena se distraía com outra coisa, como que a dizer: «estou aqui, não me
esqueças! Quero mais, gosto tanto»!
Por
vezes, vagueia sozinha pelos campos, mais tristonha, o passo mais vagaroso,
mais pesado. À espera que venha alguém...
Tem sentimentos, não há dúvida. E, no cômputo geral, fico com a sensação de que é feliz. Porque tem liberdade e sabe onde pertence. Estes dois fatores são essenciais a um cão. Sozinhos, ou presos, não têm hipótese de serem felizes. E escusado será dizer que a combinação destas duas situações é o pior que pode acontecer a estes seres, que nos idolatram, como se fôssemos deuses. Era tão bom que ninguém abusasse dessa característica canina!
11 de agosto de 2015
Deus Branco
Brutais, as palavras da escritora e jornalista Ana Margarida de Carvalho, na sua crítica ao filme húngaro Deus Branco, publicadas na Revista Visão do passado 28 de Maio, mas que só agora li. Passo a citar:
«A nossa condição de omnívoros porduz atrocidades contra as espécies comestíveis. Mas acontece que entre o cão e homem há uma ligação que remonta ao fundo dos séculos, um entendimento único entre espécies, e um grau de confiança que não tem equiparação com nenhuma outra - nós somos uma espécie de Deus para eles (e isto não é necessariamente bom). Por isso assistimos a este filme de coração esmagado. Primeiro, o abandono, a perplexidade do animal, a ameaça do trânsito, na perspectiva do cão, as rodas do carro roçam-lhe a cabeça... Depois, a perseguição dos canis, matadouros em série. Em seguida, a maldade, as lutas de cães, os espancamentos, os doppings para se tornarem agressivos, máquinas de matar... E um cão dócil é forçado a aprender a maldade, por parte daqueles em quem sempre confiou, e que ainda por cima têm a responsabilidade de serem homo duplamente sapiens...»
Muitas vezes, não sei porque é que Deus nos deu inteligência (ou aquilo que consideramos inteligência).
Resta acrescentar que não vi o filme, nem tenciono ver. Confesso que sou fraca demais, que não tenho estômago.
1 de agosto de 2015
Férias e Animais
É
conhecido que, em chegando as férias, o abandono de animais domésticos aumenta
drasticamente. Por isso, não posso deixar de destacar uma notícia, que pode
servir de exemplo a quem não tem coração.
Um
jovem casal alemão levou consigo o cão Flecki, na sua viagem de férias à
Croácia. No regresso, porém, ao fazerem uma pausa numa estação de serviço, ouviu-se
um estrondo, o cão assustou-se e fugiu disparado. O casal ficou na estação de
serviço, dias a fio, porque se sabia que Flecki andava nas imediações, só que
não arranjava coragem de se aproximar dos donos.
![]() |
| Fonte |
Sempre que surgia perto do
local, o cão assustava-se com o movimento, ou era enxotado. Numa ocasião, o casal até
o viu, a cerca de 200 metros de si. Chamaram-no, mas o Flecki não se atreveu a passar
pela confusão de pessoas e automóveis e tornou a desaparecer.
Hoje, cerca
de uma semana e meia mais tarde, a perseverança do casal foi recompensada. A
história era conhecida, na zona, uma equipa pertencente à defesa dos animais
estava a postos para ir buscar o Flecki, assim que alguém o visse e os avisasse.
Foi o que aconteceu: uma mulher viu o cão no seu jardim e avisou quem de
direito. E o Flecki pôde enfim reunir-se à sua família.
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| Fonte |
Quando levamos um animal para nossa casa, assumimos uma grande responsabilidade. É uma questão de ética, de lealdade e, muitos de nós sabem-no, também de amor.
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