Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
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29 de março de 2011

Opinião D. Dinis (III)

É com muita satisfação e, sim, também orgulho que chamo a atenção para a opinião da Paula, uma das participantes no blogue Destante e que tem igualmente o seu próprio, ...viajar pela leitura.... Talvez não haja nada melhor para um/a escritor/a do que constatar que o/a leitor/a entendeu exactamente aquilo que se pretendia transmitir. Pelo menos, é assim que eu vejo as coisas. Quando escrevo, não o faço só para mim, gosto de partilhar a minha visão daquilo que observo, vivo, leio e pesquiso.

Aqui, algumas passagens da opinião da Paula, publicada nos dois blogues mencionados:

A interpretação do amor entre Dinis e Isabel é conseguida de forma brilhante por Cristina Torrão (...) Dinis, um homem apaixonado mas que nunca conseguiu adequar o seu carácter à santidade da esposa (...) era um homem que gostava dos prazeres mundanos. Mas isso não o impediu de nutrir, até à hora da morte uma enorme paixão pela sua rainha, que ele admirava acima de tudo.

A rainha D. Isabel é apresentada neste livro de forma encantadora: é enternecedor o amor que ela sentia pelo povo, desde o momento em que chegou a Portugal, com apenas 12 anos.

Na parte final do seu reinado, D. Dinis confronta-se com o limite precário entre a autoridade e a arrogância. Exagerando no seu papel de justiceiro, o Rei vê-se confrontado com a oposição do próprio herdeiro do trono, dando ao livro um final verdadeiramente emocionante.

Um romance histórico de excelente qualidade literária, a merecer maior divulgação.

23 de janeiro de 2011

Opinião Afonso Henriques

Aqui transcrevo algumas linhas da opinião da Carla Ribeiro sobre Afonso Henriques, o Homem, expressada n'As Leituras do Corvo:

Afonso Henriques enquanto homem, capaz de sentir, de errar e de amar, como qualquer outro ser humano. E é esse lado do rei, essa figura do homem em luta por um sonho maior que ele próprio, que autora apresenta neste romance. (...) desde uma abertura intensa que cria para com ele uma empatia quase imediata, aos momentos em que o seu temperamento se manifesta, passando por rasgos de sensibilidade que servem também para mostrar o seu lado humano e, como tal, por vezes vulnerável. (...) dividido entre a necessidade de sentir (esta particularmente evidente nas situações ligadas aos filhos, legítimos e ilegítimos) e a força que dita, pelo bem de um sonho maior, que o orgulho deve prevalecer.

Aproveito para anunciar que, à semelhança do que venho fazendo com D. Dinis, iniciarei em breve uma série sobre D. Afonso Henriques, onde não faltarão extractos do romance.

Nota (acrescentada posteriormente): Mais opiniões aqui.