Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
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20 de agosto de 2012

Chorar, ou não chorar...


Nunca fui dada à poesia. Mas, ao ler um poema de MaryElizabeth Frye, tive uma inspiração e apeteceu-me fazer-lhe o negativo. Lembram-se dos negativos das fotografias, quando ainda se usavam rolos?

Hesitei em publicar esta minha ideia, pois, no fundo, penas peguei em algo que já existia e pu-lo ao contrário. Mas aqui vai. Primeiro, o original:

Do not stand at my grave and weep;
I am not there. I do not sleep.
I am a thousand winds that blow.
I am the diamond glints on snow.
I am the sunlight on ripened grain.
I am the gentle autumn rain.
When you awaken in the morning's hush
I am the swift uplifting rush
Of quiet birds in circled flight.
I am the soft stars that shine at night.
Do not stand at my grave and cry;
I am not there. I did not die.

(Mary Elizabeth Frye)

E, agora, o negativo, de minha autoria:

Chora, perante a minha sepultura.
Porque parti. Porque morri.
E, mesmo fazendo parte do infinito,
Sendo um dos mil ventos que sopram,
Sendo os cristais de neve que cintilam,
Sendo o sol sobre os matagais,
Sendo as suaves chuvas outonais,
Sendo o voo dos pássaros,
Não sou eu mais.
Sempre que de mim te lembres,
Seja eu vento, sol, neve, ou chuva,
Chora a mágoa que te oprime o peito,
Porque eu sou isso tudo, menos eu.
Eu não estou cá. Eu morri.



16 de junho de 2012

Querem ser amados...


Fazem promessas que sabem não poder cumprir. Alimentam, nos outros, expetativas, que, de antemão, prevêem sair goradas. Criam, assim, esperanças em vão. Fazem com que os outros se sintam amados, sem o serem.

O seu objetivo nunca é fazer algo pelo próximo, mas por si próprios. Querem ser amados, admirados, elogiados e acreditam consegui-lo sensibilizando os outros com a sua pseudo-bondade. Não se perguntam se os desiludem, se os ferem. É-lhes indiferente.

19 de abril de 2012

Saber mentir


Gostam de mentir. E fazem-no bem. Fazem-no tão bem, que, por vezes, não resistem à tentação de se gabarem que convencem qualquer um com uma patranha qualquer, sem sequer pestanejar. E nem sequer notam que se traem a si próprios. Ou alguém torna a confiar em alguém que o ponha a par de tal “qualidade”?