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12 de outubro de 2014
E quem é Kailash Satyarthi?
Nem mais nem menos do que o ativista indiano que ganhou o Prémio Nobel da Paz, em conjunto com Malala Yousafzai.
Sendo muito mais mediática, Malala acabou por ensombrar o sucesso de Kailash Satyarthi que luta pelos direitos das crianças indianas há trinta anos. Como se sabe, milhões de crianças são exploradas, na Índia, mantidas como escravas, ou usadas para a prostituição ou para pedir esmola (para o que, muitas vezes, são mutiladas, a fim de gerar mais piedade). Kailash Satyarthi luta há décadas contra a corrente.
Saiba mais sobre este ativista aqui!
11 de janeiro de 2013
O Dilema de Mo Yan
A atribuição de alguns Prémios Nobel fizeram correr rios de tinta, nos últimos anos. A primeira grande polémica surgiu à volta de Barack Obama, que recebeu o Nobel da Paz apenas por ter sido eleito Presidente dos EUA. Por acaso, eu concordei com esta atribuição, já que Obama foi o primeiro Presidente negro, algo que, até meio ano antes da sua eleição, era impensável. Foi um importante sinal ao mundo, digo eu.
No Outono passado, houve duas decisões que causaram perplexidade. Uma delas tem novamente a ver com o Nobel da Paz, ao ser atribuído à União Europeia, numa altura em que muitos europeus lutam pela sobrevivência. A justificação, porém, tem a sua razão de ser: assinalar 60 anos de paz na Europa! Realmente, talvez seja a primeira vez que este nosso continente atravessa seis décadas sem qualquer tipo de conflito bélico entre as suas potências.
Mas que dizer do Nobel da Literatura atribuído a Mo Yan, um escritor desconhecido a nível mundial e, ainda por cima, colaborador de um regime que está longe de respeitar os Direitos Humanos? O próprio Mo Yan não contribuiu para melhorar a sua imagem no estrangeiro. Chegado a Estocolmo, comparou a censura ao controlo de segurança nos aeroportos e recusou-se a assinar uma petição pela libertação do Nobel da Paz de 2010, o seu conterrâneo Liu Xiaobo.
As reações não se fizeram esperar. O poeta Ye Du, citado pela AFP, comparou Mo Yan a uma prostituta, afirmando ainda: «Em termos literários tem algum mérito, mas como ser humano é um anão». O artista plástico Ai Weiwei classificou o seu discurso em Estocolmo como «vergonhoso». E Salman Rushdie denominou-o de fantoche do regime.
Evan Osnos, correspondente da New Yorker em Pequim, saiu em defesa do nobelizado, apontando que Mo Yan se encontra numa posição dificílima. Nas suas palavras: «O Governo chinês pode, de uma penada, escolher tornar a sua vida miserável, e seria o resto do mundo a decidir como a história o recordará». E acrescenta: «Ninguém que não tenha suportado o peso de escrever sob autoritarismo pode ignorar com indiferença o seu dilema».
Confesso que estas palavras me fizeram refletir. Vim para a Alemanha pouco depois do desmoronar da Europa de Leste e a História da República Democrática Alemã está cheia de casos de artistas nas duas situações. Há aqueles que foram perseguidos por contestarem o regime, alguns conseguiram fugir para o ocidente, muitos foram presos e torturados. Mas há aqueles que colaboraram com o regime, não porque concordassem com ele, mas porque sabiam que a sua vida se destruiria de um momento para o outro, caso tomassem a decisão errada. Eram vítimas de chantagem e, muitas vezes, era a vida dos seus filhos que estava em causa.
Não sei se Mo Yan tem uma família a defender. Mas escolheu um pseudónimo que significa «não fales». Basta olhar para o seu rosto para perceber que se encontra fechado ao mundo. Só se expressa através dos seus romances, que, pelo que tenho lido, revelam um vida interior rica. É bem capaz de lhe ser impossível viver sem esse escape. Será essa a razão porque se sujeita ao regime chinês?
Compreendo a amargura dos artistas que dão a cara e que correm (ou correram) perigo de vida por expressarem as suas opiniões. Por outro lado, pergunto-me qual será a extensão e o peso do dilema de Mo Yan.
Nota: as informações usadas neste texto foram recolhidas nesta notícia.
No Outono passado, houve duas decisões que causaram perplexidade. Uma delas tem novamente a ver com o Nobel da Paz, ao ser atribuído à União Europeia, numa altura em que muitos europeus lutam pela sobrevivência. A justificação, porém, tem a sua razão de ser: assinalar 60 anos de paz na Europa! Realmente, talvez seja a primeira vez que este nosso continente atravessa seis décadas sem qualquer tipo de conflito bélico entre as suas potências.
Mas que dizer do Nobel da Literatura atribuído a Mo Yan, um escritor desconhecido a nível mundial e, ainda por cima, colaborador de um regime que está longe de respeitar os Direitos Humanos? O próprio Mo Yan não contribuiu para melhorar a sua imagem no estrangeiro. Chegado a Estocolmo, comparou a censura ao controlo de segurança nos aeroportos e recusou-se a assinar uma petição pela libertação do Nobel da Paz de 2010, o seu conterrâneo Liu Xiaobo.
As reações não se fizeram esperar. O poeta Ye Du, citado pela AFP, comparou Mo Yan a uma prostituta, afirmando ainda: «Em termos literários tem algum mérito, mas como ser humano é um anão». O artista plástico Ai Weiwei classificou o seu discurso em Estocolmo como «vergonhoso». E Salman Rushdie denominou-o de fantoche do regime.
Evan Osnos, correspondente da New Yorker em Pequim, saiu em defesa do nobelizado, apontando que Mo Yan se encontra numa posição dificílima. Nas suas palavras: «O Governo chinês pode, de uma penada, escolher tornar a sua vida miserável, e seria o resto do mundo a decidir como a história o recordará». E acrescenta: «Ninguém que não tenha suportado o peso de escrever sob autoritarismo pode ignorar com indiferença o seu dilema».
Confesso que estas palavras me fizeram refletir. Vim para a Alemanha pouco depois do desmoronar da Europa de Leste e a História da República Democrática Alemã está cheia de casos de artistas nas duas situações. Há aqueles que foram perseguidos por contestarem o regime, alguns conseguiram fugir para o ocidente, muitos foram presos e torturados. Mas há aqueles que colaboraram com o regime, não porque concordassem com ele, mas porque sabiam que a sua vida se destruiria de um momento para o outro, caso tomassem a decisão errada. Eram vítimas de chantagem e, muitas vezes, era a vida dos seus filhos que estava em causa.
Não sei se Mo Yan tem uma família a defender. Mas escolheu um pseudónimo que significa «não fales». Basta olhar para o seu rosto para perceber que se encontra fechado ao mundo. Só se expressa através dos seus romances, que, pelo que tenho lido, revelam um vida interior rica. É bem capaz de lhe ser impossível viver sem esse escape. Será essa a razão porque se sujeita ao regime chinês?
Compreendo a amargura dos artistas que dão a cara e que correm (ou correram) perigo de vida por expressarem as suas opiniões. Por outro lado, pergunto-me qual será a extensão e o peso do dilema de Mo Yan.
Nota: as informações usadas neste texto foram recolhidas nesta notícia.
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Premio Nobel
21 de novembro de 2012
O livro debaixo do braço
A fim de celebrar a memória de José Saramago, no dia em que faria 90
anos, a Fundação com o nome do escritor organizou uma série de eventos, em Lisboa (no Porto, há mais). O
grupo de teatro Éter recriou algumas passagens do romance Memorial do Convento,
em frente à Casa dos Bicos, e Jorge Baptista da Silva cantou árias de
Domenico Scarlatti, o compositor da corte de D. João V, a que a obra de
Saramago se refere, num espetáculo dirigido por Vera Barbosa.
Tenho pena de não poder participar. Saramago é o nosso único Nobel da Literatura, a sua memória deve ser acarinhada. Mas houve, no meio de eventos tão louváveis, uma iniciativa que achei descabida: convidavam-se os amantes de Saramago e Fernando Pessoa a saírem com o livro O Ano da Morte de Ricardo Reis debaixo do braço, a fim de partilharem e discutirem a sua leitura, pelas ruas.
A ideia da partilha é igualmente louvável. Mas confesso que essa coisa de sair com o livro debaixo do braço me soa pretensiosa, na medida em que cultiva um certo elitismo. Além disso, é suscetível de ser aproveitada por gente que nunca leu uma linha dos dois escritores para se armar em intelectual. E, quem participa na homenagem, não deixa de discutir a obra do Nobel, com ou sem livro debaixo do braço.
Expressei essa opinião no Horas Extraordinárias. Caiu-me em cima o Carmo e a Trindade, muito por responsabilidade da autora do blogue, que me expôs, à custa de um erro ortográfico. E tudo por causa de uma comentadora que, com 4/5 anos, gostava de fingir saber ler, história que a autora do blogue, elle-même, considerou «simples, bonita e despretensiosa» (despachando três adjetivos de uma assentada).
Fico sempre desiludida quando pessoas com responsabilidades acrescidas se rendem a bajuladores. Já por várias vezes estive para desistir de frequentar o Horas Extraordinárias, mas acabei sempre por ceder. Aprecio alguns comentadores. E ajuda-me a manter-me informada sobre a atividade editorial e livreira.
Agora, é definitivo: não mais incomodarei as almas sensíveis que vagueiam por aquele blogue!
Tenho pena de não poder participar. Saramago é o nosso único Nobel da Literatura, a sua memória deve ser acarinhada. Mas houve, no meio de eventos tão louváveis, uma iniciativa que achei descabida: convidavam-se os amantes de Saramago e Fernando Pessoa a saírem com o livro O Ano da Morte de Ricardo Reis debaixo do braço, a fim de partilharem e discutirem a sua leitura, pelas ruas.
A ideia da partilha é igualmente louvável. Mas confesso que essa coisa de sair com o livro debaixo do braço me soa pretensiosa, na medida em que cultiva um certo elitismo. Além disso, é suscetível de ser aproveitada por gente que nunca leu uma linha dos dois escritores para se armar em intelectual. E, quem participa na homenagem, não deixa de discutir a obra do Nobel, com ou sem livro debaixo do braço.
Expressei essa opinião no Horas Extraordinárias. Caiu-me em cima o Carmo e a Trindade, muito por responsabilidade da autora do blogue, que me expôs, à custa de um erro ortográfico. E tudo por causa de uma comentadora que, com 4/5 anos, gostava de fingir saber ler, história que a autora do blogue, elle-même, considerou «simples, bonita e despretensiosa» (despachando três adjetivos de uma assentada).
Fico sempre desiludida quando pessoas com responsabilidades acrescidas se rendem a bajuladores. Já por várias vezes estive para desistir de frequentar o Horas Extraordinárias, mas acabei sempre por ceder. Aprecio alguns comentadores. E ajuda-me a manter-me informada sobre a atividade editorial e livreira.
Agora, é definitivo: não mais incomodarei as almas sensíveis que vagueiam por aquele blogue!
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14 de outubro de 2012
É sempre uma surpresa (2)
Quem é, afinal, Mo Yan? O que escreve?
A Carla M. Soares foi a primeira pessoa que encontrei capaz de dizer algo de concreto sobre a sua obra:
Nos tempos do Quarteto, assisti a um filme chinês maravilhoso que dava pelo nome Milho Vermelho. Não poderia, vinte e quatro anos depois, apontar pormenores, mas ficou-me a ideia de uma história maravilhosa, que envolvia um casamento tradicional, uma longa viagem, um amor parece-me que impossível, e um vinho familiar especial... porque os homens da família urinavam nele (não perguntem). Lembrar-me-ei bem? E lembro-me de sair do cinema, aos dezassete anos, encantada.
A Carla M. Soares foi a primeira pessoa que encontrei capaz de dizer algo de concreto sobre a sua obra:
Nos tempos do Quarteto, assisti a um filme chinês maravilhoso que dava pelo nome Milho Vermelho. Não poderia, vinte e quatro anos depois, apontar pormenores, mas ficou-me a ideia de uma história maravilhosa, que envolvia um casamento tradicional, uma longa viagem, um amor parece-me que impossível, e um vinho familiar especial... porque os homens da família urinavam nele (não perguntem). Lembrar-me-ei bem? E lembro-me de sair do cinema, aos dezassete anos, encantada.
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11 de outubro de 2012
É sempre uma surpresa
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Premio Nobel
10 de maio de 2012
Boa história, ou boa escrita?
A Carla M. Soares, autora de Alma Rebelde (Porto Editora, 2012), citava, no seu blogue, aqui há tempos, uma pergunta que lera num outro: o que é preferível num livro, uma boa história ou uma boa escrita?
Lembrei-me de algo que li, também já há bastante tempo, no Blogtailors: Documentos que foram recentemente tornados públicos mostram que J. R. R. Tolkien terá sido nomeado, há 50 anos, para prémio Nobel de Literatura pelo seu colega e amigo C. S. Lewis. O júri rapidamente recusou a nomeação, afirmando que O Senhor dos Anéis não teria qualidade suficiente para concorrer. Nesse ano, o vencedor foi o autor jugoslavo Ivo Andrić.
O que é um bom livro? Só é boa escrita aquilo que é literário? A dificuldade passa, também, por definir o que é literário, o que é literatura. A tradição europeia desfavorece a imaginação, para exaltar a chamada escrita literária, mesmo que esta produza enredos fracos. A tradição americana já dá mais valor a uma boa história.
Numa entrevista que deu ao blogue Silêncios que Falam, o escritor Joel Neto disse o seguinte: continua a faltar diversidade à nossa literatura. Nem tudo devia ser formalismo. Tem de haver mais espaço para o romance clássico. E também devemos procurar uma literatura popular de qualidade, sem a qual continuaremos mais pobres do que poderíamos ser.
E eu comentei o seguinte: "Portugal parece-me ser um país de extremos: ou se publica literatura muito erudita, ou livros muito comerciais, sem qualidade. Quase não há um meio termo. As pessoas compram essa literatura erudita com o único fito de a pôr na estante e lêem O Segredo, ou coisas assim".
Penso que, nestes tempos de crise, talvez fosse boa ideia as editoras procurarem essa "literatura popular de qualidade", ou seja, livros que vendem bem, não escondendo a sua faceta comercial, mas que apresentam uma qualquer qualidade, seja a boa caracterização das personagens, ou o bom enredo (e uma escrita que, apesar de não sobressair do ponto de vista literário, seja correta e clara). Na minha opinião, os editores portugueses desprezam muito o enredo. Talvez lhe dessem mais importância, se houvesse uma indústria cinematográfica, ou se os canais televisivos aproveitassem boas histórias para séries, em vez de insistirem em produzir telenovelas inenarráveis.
Lembrei-me de algo que li, também já há bastante tempo, no Blogtailors: Documentos que foram recentemente tornados públicos mostram que J. R. R. Tolkien terá sido nomeado, há 50 anos, para prémio Nobel de Literatura pelo seu colega e amigo C. S. Lewis. O júri rapidamente recusou a nomeação, afirmando que O Senhor dos Anéis não teria qualidade suficiente para concorrer. Nesse ano, o vencedor foi o autor jugoslavo Ivo Andrić.
O que é um bom livro? Só é boa escrita aquilo que é literário? A dificuldade passa, também, por definir o que é literário, o que é literatura. A tradição europeia desfavorece a imaginação, para exaltar a chamada escrita literária, mesmo que esta produza enredos fracos. A tradição americana já dá mais valor a uma boa história.
Numa entrevista que deu ao blogue Silêncios que Falam, o escritor Joel Neto disse o seguinte: continua a faltar diversidade à nossa literatura. Nem tudo devia ser formalismo. Tem de haver mais espaço para o romance clássico. E também devemos procurar uma literatura popular de qualidade, sem a qual continuaremos mais pobres do que poderíamos ser.
E eu comentei o seguinte: "Portugal parece-me ser um país de extremos: ou se publica literatura muito erudita, ou livros muito comerciais, sem qualidade. Quase não há um meio termo. As pessoas compram essa literatura erudita com o único fito de a pôr na estante e lêem O Segredo, ou coisas assim".
Penso que, nestes tempos de crise, talvez fosse boa ideia as editoras procurarem essa "literatura popular de qualidade", ou seja, livros que vendem bem, não escondendo a sua faceta comercial, mas que apresentam uma qualquer qualidade, seja a boa caracterização das personagens, ou o bom enredo (e uma escrita que, apesar de não sobressair do ponto de vista literário, seja correta e clara). Na minha opinião, os editores portugueses desprezam muito o enredo. Talvez lhe dessem mais importância, se houvesse uma indústria cinematográfica, ou se os canais televisivos aproveitassem boas histórias para séries, em vez de insistirem em produzir telenovelas inenarráveis.
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Livros e Leituras,
Premio Nobel
6 de outubro de 2011
Criticar os críticos
O escritor e
crítico literário José Riço Direitinho atreveu-se a dar apenas duas estrelas e
meia ao novo livro de Valter Hugo Mãe. Maria do Rosário Pedreira reagiu com
indignação, insinuando
que o primeiro teria inveja do segundo, por não gozar da mesma projecção
nacional e internacional. A conhecida editora da Leya, de tão empenhada em
defender o escritor que ela, em tempos, descobriu, saiu-se com esta
interessante frase:
Ou seja, um crítico terá de se
certificar que já leu, pelo menos, tanto como o escritor, cujo livro ele
pretende analisar, além de ter o cuidado de verificar se já leu a sua obra
anterior!
Curiosamente, José Riço Direitinho é,
de facto, um escritor/crítico de grande visão. No blogue da LER, informam-nos que ele, há dois anos atrás, aconselhou a tradução da obra de um poeta
sueco do qual quase ninguém ouviu falar e que, por acaso, foi o vencedor do
Prémio Nobel da Literatura deste ano!
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Livros e Leituras,
Premio Nobel
29 de janeiro de 2011
Nem de propósito
A propósito de Prémio Nobel e fama mundial (de que falava no post anterior), o Jornal de Notícias acaba de publicar um artigo interessante, do qual cito uma passagem:
A ideia de que o Prémio Nobel da Literatura é um passaporte para a imortalidade está longe de ser exacta. Tal como autores tão essenciais como Jorge Luis Borges, Vladimir Nabokov, James Joyce ou Henry James não necessitaram do galardão atribuído pela Academia Sueca para ascender ao Panteão das Letras, não faltam exemplos de escritores distinguidos com o "prémio dos prémios" há muito caídos no esquecimento.
E eu, que moro na Alemanha há dezoito anos, estou à vontade para afirmar que também o “nosso” Nobel Saramago não é conhecido a nível mundial como se possa pensar. Está longe de ter a fama de um Vargas Llosa, por exemplo.
A ideia de que o Prémio Nobel da Literatura é um passaporte para a imortalidade está longe de ser exacta. Tal como autores tão essenciais como Jorge Luis Borges, Vladimir Nabokov, James Joyce ou Henry James não necessitaram do galardão atribuído pela Academia Sueca para ascender ao Panteão das Letras, não faltam exemplos de escritores distinguidos com o "prémio dos prémios" há muito caídos no esquecimento.
E eu, que moro na Alemanha há dezoito anos, estou à vontade para afirmar que também o “nosso” Nobel Saramago não é conhecido a nível mundial como se possa pensar. Está longe de ter a fama de um Vargas Llosa, por exemplo.
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