Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
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20 de outubro de 2016

Boas surpresas


Montalvo e as Ciências do Nosso Tempo foi um dos primeiros blogues que conheci, quando entrei nestas lides, já lá vão mais de seis anos. Não faço ideia de quem seja o autor, que se dá a conhecer apenas pelas iniciais JDACT. Não apresenta qualquer contacto, nem permite comentários aos seus posts.

O blogue é muito interessante, porque se resume à transcrição de excertos de livros. Nota-se uma certa tendência para assuntos históricos, mas também são divulgados outro tipo de livros, ficção e não-ficção.
Descobri agora que JDACT tem vindo, nas últimas semanas, a publicar excertos dos meus livros A Cruz de Esmeraldas e Afonso Henriques - o Homem. Seja quem for, agradeço-lhe muito e deixo aqui o link, para quem estiver interessado.


Só um pequeno aviso: a transcrição do discurso direto é feita sem parágrafos nem travessões, ao contrário do que acontece nestes meus livros, em que esse tipo de discurso surge de maneira tradicional.


8 de junho de 2013

Romancear a História: Verdade ou Ficção?


A resposta a esta pergunta parece óbvia: um romance é ficção; um livro científico conta a verdade. Mas será esta distinção assim tão simples?

O Professor José Mattoso inicia a biografia de D. Afonso Henriques (Temas e Debates, 2007) com a seguinte frase: «Não é preciso ser historiador profissional para perceber que não se pode traçar a biografia de uma personagem medieval sem uma grande dose de imaginação».


Esta foi uma das questões discutidas na animada tertúlia, que teve lugar no lindo espaço da Poética, a livraria da Virgínia do Carmo, a 1 de Junho, em Macedo de Cavaleiros. Entre os participantes, encontrava-se um estudioso da História do Nordeste Transmontano, autor do blogue Cousas de Macedo de Cavaleiros, que, junto com duas professoras de História, muito contribuiu para animar outro tema de discussão: a fiabilidade das crónicas medievais. Por um lado, elas não nos dão um retrato da sociedade daquele tempo, mas, apenas, de uma minoria, entenda-se: da Nobreza e do Clero. Por outro, cingem-se ao modelo ideal, indicado pela Igreja, ou seja, não nos dizem como as coisas eram, mas como deviam ser. E, salvo raras exceções, excluem as mulheres.

No que respeita à ficção propriamente dita, é essencial ter consciência dela. Mas todos concordaram em que os romances históricos podem levar os leitores a interessarem-se por determinado período histórico (ou personalidade), sendo levados a consultar as obras dos nossos prestigiados historiadores. Principalmente as professoras opinaram que um romance histórico apelativo e bem pesquisado é um dos melhores meios para motivar os jovens para o estudo da História.


Mais uma vez, os meus agradecimentos à Virgínia do Carmo e a todos os participantes. A tertúlia foi um bom momento nesta minha estadia em Portugal, ensombrada pela doença grave de uma familiar muito próxima.

 

31 de maio de 2013

Adenda...

... ao post de ontem, que, por motivos técnicos (leia-se: aselhice da autora deste blogue), não foi possível mostrar:



Os meus agradecimentos à Virgínia do Carmo


30 de maio de 2013

Novidades!

Tenho andado sem acesso à internet e, por isso, falhado a visita a blogues que muito estimo e aprecio. Os posts que têm sido publicados aqui no Andanças pertencem a séries que estavam programadas.

Mas hoje encontrei, enfim, ocasião e tempo para vir dar duas novidades.

Nesta pequena cidade transmontana que dá pelo nome de Macedo de Cavaleiros e onde passo a maior parte do tempo quando estou em Portugal, existe uma bonita livraria, a Poética, iniciativa corajosa da Virgínia do Carmo, nestes tempos difíceis.

No próximo sábado, 1 de Junho, pelas 21h15, terei a honra de lá participar numa tertúlia subordinada ao tema Romancear a História: verdade ou ficção? Eu sei que Macedo de Cavaleiros fica fora de mão para a maioria dos curiosos que por aqui passam, mas quem sabe se alguém não aproveitará a oportunidade para visitar o Nordeste Transmontano? Não queria, por isso, deixar de dar aqui esta novidade. E é claro que informarei, depois, sobre como correu o evento, juntando fotografias desse bonito espaço criado pela Virgínia.



A outra novidade é um passatempo D. Dinis, no blogue Morrighan. Será sorteado um exemplar autografado entre os participantes.

Boa sorte!