Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
Mostrar mensagens com a etiqueta Trás-os-Montes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Trás-os-Montes. Mostrar todas as mensagens

19 de junho de 2018

A lindíssima igreja barroca de Podence


A visita a Podence e à Casa do Careto vale bem a pena. Mas esta aldeia transmontana encerra ainda outra pérola no seu seio: a pequena igreja barroca, um verdadeiro tesouro a precisar, infelizmente, de muitas obras de restauro. Espero que essas obras sejam feitas, para que ainda várias gerações de portugueses possam admirar esta maravilha.

De fora, não se adivinha a sua beleza

Pormenor das pinturas do teto, a precisarem de muito restauro

A parte da igreja em pior estado

Mais uma vez, as lindas pinturas, que ameaçam desaparecer

O altar. E uma senhora a explicar-me certos pormenores

Vista do lado direito

Mais uma vez, o teto

Tão bonito, mas em tão mau estado

Aqui pode ver-se o mau estado das madeiras
 

15 de junho de 2018

Origens

A freguesia do Lombo, vista do Santuário de Balsamão


«Era com a impressão de entrar num outro mundo que eu, em criança, chegava ao Lombo, aldeia-natal do meu pai, cujo nome deriva da sua localização sobre a lombada de um monte, com vista para o Santuário de Balsamão, a norte, e para a Serra de Bornes, a oeste». 

Começa assim Um Outro Mundo, o conto que escrevi para a "Antologia de Autores Transmontanos, Alto-durienses e da Beira Transmontana", publicada pela Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa.
 

O meu pai é natural da freguesia do Lombo, concelho de Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança. Trata-se de uma aldeia bastante isolada, pois fica a cerca de cinco quilómetros desviada da EN 216, que liga Macedo de Cavaleiros a Mogadouro. Quando eu era criança, a estradeca que levava ao Lombo não estava alcatroada. E, ao tempo da infância e da juventude do meu pai (que tem 80 anos), apenas havia caminhos, pelo meio dos montes. Não havia meios de transporte motorizados, as pessoas iam a pé, ou de burrico, à sede do concelho, a vinte quilómetros de distância. Foi, por isso, uma aldeia sempre muito isolada, até meados do século XX.

Freguesia do Lombo

A informação na página da Wikipedia, que aponta a paróquia sueva do século VI, denominada Tureco, como origem da aldeia, não está historicamente comprovada. Pouco, ou nada, se sabe da História do Lombo, até meados do século XVIII. Há uma parte mais alta denominada de "castelo", embora não haja, hoje em dia, o mínimo vestígio de uma possível fortificação, ou castro. Confesso que acho a versão Tureco interessante, já que se assemelha ao nome da minha família (Torrão).


Lombo - praça principal

Devido à sua localização, perto da fronteira, houve, pelo menos, desde meados do século XIX, bastante intercâmbio com o concelho espanhol de Alcanices. Algumas famílias leonesas estabeleceram-se no Lombo, nessa altura. A da minha bisavó Maria Rodriguez, originária da localidade de Fonfria, foi uma delas.

Freguesia do Lombo

Na última vez que estive no Lombo, em Abril passado, era tempo de tosquia e o meu marido aproveitou para tirar algumas fotografias.










6 de junho de 2018

Na Terra dos Caretos



Em Podence, realiza-se o chamado Entrudo Chocalheiro com os famosos caretos. É um Carnaval português genuíno, que fiquei com muita vontade de festejar, depois de visitar a aldeia e a Casa do Careto, não fosse o frio que ainda faz em Trás-os-Montes, nessa altura. Mas até nisso se vê a genuinidade deste Carnaval, pois a vestimenta dos caretos é bem mais apropriada ao nosso clima de Inverno do que os biquínis fio dental das sambistas.


O melhor momento do Euro-festival realizado em Lisboa, para mim, foi o postal de Mikolas Josef, o representante checo, que de facto festejou o Entrudo Chocalheiro em Podence. Agradeço ao meu amigo do facebook Manuel Moreira, que me forneceu o vídeo.

 
E agora deixo-vos com fotografias da minha visita a Podence, bem pertinho de Macedo de Cavaleiros e da praia fluvial do Azibo, e à Casa do Careto (todas as fotografias são de autoria de Horst Neumann).