Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
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26 de setembro de 2016

Tu és a única Pessoa (6)

Da recensão da escritora Ana Cristina Silva, publicada no Portugal Post Nº 266 - Agosto 2016:

«Tenho especial preferência por romances que não são lineares e esta narrativa alterna, ao longo dos capítulos, dois tempos: o presente, registado através de cartas num registo mais reflexivo, em que o narrador é Helena, e a evolução da vida da personagem principal narrada na terceira pessoa, sendo a conjugação destas duas vozes narrativas particularmente bem conseguida».






Nas livrarias!


24 de setembro de 2016

Tu és a única Pessoa (5)

Da recensão da escritora Ana Cristina Silva, publicada no Portugal Post Nº 266 - Agosto 2016:

«Partindo de uma estrutura epistolar, a personagem principal, Helena Tavares, escreve de um hospital psiquiátrico a uma amiga imaginária depois do suicídio da filha. Mergulhada na dor, Helena reflecte sobre as suas culpas enquanto mãe e remexe na sua própria infância, relembrando a violência por ela sofrida no seio da sua própria família».








Nas livrarias!


20 de setembro de 2016

Tu és a única Pessoa (4)



- Se sei que andas metida com algum desses comunistas, desfaço-te!
No dia seguinte, levou a filha à estação, com o seu habitual ar de mau, não abrindo a boca nem para se despedir, para já não falar de um abraço, de um beijo ou do mero desejo de boa viagem.






15 de setembro de 2016

Tu és a única Pessoa (3)



Helena deixou de reagir, deixou até de sentir revolta e medo. Os pides não faziam ideia do quanto ela aguentava, de como ela aprendera a anular-se, a desistir de reagir, de pensar, de sentir. De como aprendera a desligar-se do próprio corpo e do mundo. Apanhar bofetadas sem bem saber porquê era-lhe familiar. Crescera assim.



Em breve nas livrarias!

8 de setembro de 2016

Tu és a única Pessoa (2)



A aura de solidão que a envolvia arrepiou-o. Uma redoma sombria parecia pairar sobre ela, naquela hora em que se exultava a liberdade alcançada. Lena continuava presa por amarras invisíveis, haviam-lhe tecido uma teia diabólica à volta que nem a revolução parecia conseguir rasgar. Leonel recordar-se-ia daquela imagem pela vida fora, a imagem de uma jovem que fora presa e torturada e cuja família nem sequer lhe vinha dar um abraço.





Em breve nas livrarias!