Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
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31 de março de 2017

Dentro da Noute: Contos Góticos

O Projecto Adamastor dedica-se à publicação de clássicos em língua portuguesa, em formato digital, permitindo descarregá-los gratuitamente. Já por várias vezes utilizei esse serviço, a fim de ler, ou reler, obras de, por exemplo, Eça de Queirós, Alexandre Herculano e Camilo Castelo Branco (encontram os links na minha lista de Leituras).

Recentemente, o Projecto Adamastor pôs à disposição uma antologia de contos góticos de autores portugueses e brasileiros. Dela fazem parte os três autores já citados, mas só conheço o excelente O Defunto, de Eça de Queirós. Esta é uma boa oportunidade para ler ainda Florbela Espanca, Raul Brandão, Bernardo Guimarães, Machado de Assis e muitos outros.

Tem-se acesso à lista de autores e seus contos antes de se fazer o download. Eu já fiz o meu!






5 de março de 2016

Romance sobre Dom Dinis

Quantas contendas são provocadas e quantas mágoas se guardam por palavras silenciadas? Palavras que se adivinham, mas que não são ditas? Não se duvida do amor de um pai por um filho e, no entanto, se não for continuamente expresso, seja por falas, seja por atos, deixará o filho eternamente insatisfeito, desconfiando desse afeto. Qualquer pessoa, desde o mais baixo serviçal, ao mais alto dos soberanos, há mister da aprovação e do apoio expresso de seus orientadores. É um erro abrigarmo-nos sob a capa das evidências. Amar não é apenas um conceito, é prová-lo, todos os dias, a todas as horas. Quer se trate de um pai, de uma mãe, seja de quem for: quem não pratica o amor, não o recebe de volta. Quanto desprezo, quanto abandono e, muitas vezes, quanto sarcasmo aguentaram aqueles de quem se diz não serem bons filhos?

(palavras da rainha Santa Isabel in "Dom Dinis - a quem chamaram o Lavrador")

Cover neu3 Dom Dinis 100.jpg

 O romance está disponível sob a forma de eBook na LeyaOnline e na Wook (clique).

2 de março de 2016

A Capa



Duas palavrinhas sobre a capa do meu eBook Dom Dinis - a quem chamaram o Lavrador:

O design é da autoria do meu marido Horst Neumann!
Vielen Dank, lieber Hotti :-)

A imagem pertence a um códice alemão do século XIV, conhecido por Codex Manesse. A sua utilização para este efeito foi devidamente autorizada pela Biblioteca da Universidade de Heidelberg.

O eBook pode ser adquirido na LeyaOnline por 6,99 € (clique).


25 de fevereiro de 2016

Já está à venda!

Cover neu3 Dom Dinis 100.jpg

Uma das dificuldades em escrever um romance histórico é enquadrar a informação histórica no enredo, doseando-a. O meu romance sobre Dom Dinis revelou-se particularmente difícil, porque o afã legislativo do Rei Lavrador foi notável.
O livro foi editado em 2010. Passados cinco anos, tornei a pegar no texto e achei-o bastante maçudo. Em muitos passos, a informação histórica afogava o enredo, noutros, atrasava-o, tornando a leitura fastidiosa.
Passei os últimos quatro meses a reler, corrigir, modificar, apagar, reestruturar...
E posso finalmente anunciar a reedição revista e melhorada de Dom Dinis - a quem chamaram o Lavrador, com nova capa.

Está disponível sob a forma de ebook na LeYa online, por 6,99 € (clique).


Em breve, estará igualmente disponível noutras plataformas, como Wook, Fnac.pt, Amazon, Apple Store, Barnes & Noble, Gato Sabido, IBA, Kobo, Livraria Cultura, Submarino.

23 de abril de 2014

Nem sempre o que é rejeitado é mau

Vítor Gonçalves, o responsável pela nova chancela digital Coolbooks, grupo Porto Editora, confirma que os editores pensam duas, cinco, ou dez vezes, antes de apostarem numa edição em papel. Entre outras possibilidades, a Coolbooks poderá aproveitar algo das «dezenas de originais que a Porto Editora recebe semanalmente», alguns deles, «com bastante qualidade», mas cuja edição em papel seria arriscada.

Aqui se confirma que nem sempre o que é bom é publicado, simplesmente porque o risco num nome desconhecido é enorme. Contudo, quem recebe uma recusa, fica convencido de que o seu original não valia o papel em que foi imprimido. E, mais uma vez, se constata que o importante é não desistir, quando acreditamos em nós e nas nossas capacidades.

Mas que é difícil erguermo-nos à quinta, décima, ou vigésima pancada, lá isso é...

Já agora, e como não podia deixar de ser, a Coolbooks está recetiva a originais.


21 de janeiro de 2014

Vantagens e Desvantagens de um "eReader"


Já muito se escreveu sobre este tema, mas eu prometo não falar de lugares-comuns, como o eReader ser levezinho, caber lá uma quantidade de romances, proporcionar a leitura de clássicos que se descarregam gratuitamente na internet, mas ter o defeito de não cheirar a papel, etc., etc.

Como escritora, descobri uma nova utilidade: ler os meus originais em forma de livro. Através de um programa arranjado pela minha cara-metade, converto documentos do Word em EPUB (o formato que melhor se dá no meu Sony), o que me proporciona uma leitura diferente dos meus textos. O facto de o original surgir em forma de livro, permite-me mais distanciamento e objetividade. As imprecisões, os erros, ou as frases e passagens mais infelizes, ou mesmo obsoletas, saltam à vista. A melhor maneira de conseguir esse efeito costuma ser imprimir o texto, mas esta alternativa funciona melhor comigo. O eReader pode ser, portanto, uma boa ferramenta de trabalho para um escritor.

Mas, e para tirar notas, do tipo apagar esta frase, substituir esta palavra por outra, etc.? Não é mais fácil fazê-lo em páginas imprimidas? Não. Aprendi a programar notas e a marcar palavras e frases no meu Sony, permitindo-me fazer a revisão dos textos nos locais mais variados, o que também não é de subestimar. Ler um texto nosso num local inabitual ajuda-nos igualmente a ganhar distância.

Agora, uma desvantagem: eu não sabia, mas a quantidade de notas a gravar num eReader é limitada. Estava eu entretida a fazer a revisão do meu novo romance histórico, que será publicado em junho pela Poética, quando me surgiu a indicação: «atingiu o limite de notas, se quiser continuar, terá de apagar outras». Pois, com páginas imprimidas, isto não acontece. Foi aborrecido, porque tinha reservado tempo e fui forçada adiar a revisão. Havia que transferir as correções anotadas para o Word, a fim de poder apagar notas.

Não esquecer a desvantagem "lugar-comum": a bateria do eReader tem de ser recarregada, o que pode apanhar de surpresa os mais desprevenidos!

No conjunto, porém, estou encantada com esta função de "revisor" que arranjei para o meu Sony, que é de fácil transporte e me poupa dinheiro em papel e tinta para a impressora.


23 de setembro de 2013

O Defunto


Nada como a leitura de um dos mestres para desopilar. Este conto de Eça de Queirós, disponível gratutitamente em formato digital no Projecto Adamastor, é uma pequena maravilha. O tema não é comum, em Eça, pois trata-se de um, digamos, conto histórico, situado no ano de 1474, no reino de Castela. «Um cavaleiro moço, de muito limpa linhagem e gentil parecer», D. Rui de Cardenas, herda, de um tio arcediago, moradias e uma horta na cidade de Segóvia. A casa fica «ao lado e na sombra silenciosa da igreja de Nossa Senhora do Pilar» e em frente do «escuro e gradeado palácio de D. Alonso de Lara, fidalgo de grande riqueza e maneiras sombrias, que já na madureza da sua idade, todo grisalho, desposara uma menina falada em Castela pela sua alvura, cabelos cor de sol-claro, e colo de garça real» (eu acho esta escrita simplesmente deliciosa).

Ora, D. Rui de Cardenas, o cavaleiro de «gentil parecer», apaixona-se perdidamente por D. Leonor, «a tão falada e formosa mulher do senhor de Lara». D. Leonor vive muito recolhida, a única saída que o esposo lhe permite é a ida à igreja da Nossa Senhora do Pilar, a mesma que D. Rui de Cardenas frequenta.

Ao desconfiar que o cavaleiro moço cobiça a sua formosa esposa, o fidalgo de Lara constrói-lhe uma cilada, a fim de o matar pelo próprio punho. Mas D. Rui de Cardenas recebe ajuda de um lado nada típico na obra queirosiana: do Além, através de um defunto, cujo cadáver apodrece numa forca.

Há uma fina ironia que atravessa todo o conto, o que o torna ainda mais genial e aprazível de ser lido. São apenas 34 páginas, em formato EPUB, e pode-se descarregar aqui.

O Projecto Adamastor dedica-se à criação de uma biblioteca digital de obras literárias em domínio público, obras essas que serão disponibilizadas de forma gratuita e em formato EPUB, sem qualquer tipo de restrição. Além de Eça de Queirós, há Fernando Pessoa, Camilo Castelo Branco, Florbela Espanca e outros. As obras podem ser descarregadas para eReaders, Tablets, Smartphones, etc.





1 de setembro de 2013

Assim a modos de "rentrée" literária

Como se vê acima, tenho, na página Downloads Gratuitos, dois ficheiros à disposição. Acontece que o formato PDF é adequado a PCs, tablets e iPads, mas causa problemas em e-readers como o Kindle, Kobo, Sony e outros. Por isso, a partir de agora, os dois textos encontram-se também em formato EPUB.


As etapas mais importantes da vida do nosso primeiro rei, com excertos dos romances Afonso Henriques, o Homem e A Cruz de Esmeraldas.

Descarregar:
em formato PDF
em formato EPUB


No ano de 2112, um cientista é raptado por uma comunidade de nazis, para que clone o Hitler a partir de um carvãozinho surripiado do local em que o corpo do dito cujo foi cremado.

Descarregar:
em formato PDF
em formato EPUB

Se tiverem dificuldade com os links, contactem-me para andancas@t-online.de, que eu envio o ficheiro anexo na resposta.

6 de dezembro de 2012

A Vida do Conquistador - "download" grátis


E é assim que eu assinalo este aniversário sobre a morte de D. Afonso Henriques. Reuni os posts aqui publicados num texto formato PDF, que pode ser descarregado gratuitamente aqui, ou lido em iPAD e iPOD (ou noutros dispositivos, mas eu não conheço todos) e que, por isso, atrevo-me a denominar de ebook.

Desde a Batalha de São Mamede, à Conquista de Lisboa, desde a Conferência de Zamora, à Bula Manifestis Probatum, dando ainda lugar às duas mulheres mais importantes na vida de D. Afonso Henriques, são referidas as etapas mais importantes do seu percurso, acompanhadas de excertos de Afonso Henriques o Homem e A Cruz de Esmeraldas (este, para o cerco de Lisboa). Além de ser historicamente informativo, pode servir de teste para quem esteja interessado nos romances.

Nota: se o link não funcionar, contacte-me para andancas@t-online.de e eu enviarei o ficheiro PDF na resposta ao email.

Nota 2: A fotografia que serve de fundo à capa, tirada no Castelo de São Jorge, é da autoria de Horst Neumann (a minha cara-metade).


20 de maio de 2012

Por associação

Há qualquer coisa enternecedora num partido que se propõe rechaçar os ditames da troika, que impõe os interesses da Alemanha, ao mesmo tempo que perfilha uma ideologia alemã. Ou talvez não seja enternecedor. Mas é qualquer coisa. E das interessantes.

Assim termina Ricardo Araújo Pereira a sua crónica "Boca do Inferno", de 17 de Maio, em que comentava o facto de o partido da extrema-direita grega ter obtido bons resultados nas eleições. E eu lembrei-me do meu Cloning Adolf, o ebook que pus à disposição, ali, na barra lateral. Porque, a páginas tantas, pode ler-se o seguinte:

    “Esta gente não pode ser nazi.”
    “Ora essa!”
    “Pertencem a grupos étnicos diferentes, enquanto Hitler pregava a supremacia da raça ariana.” Olhou-me irónica e acrescentou: “Não é preciso ter ganho o prémio Nobel para perceber que não dá a bota com a perdigota.”
    Ergui os ombros:
    “A verdade é que a ideologia hitleriana arranjou adeptos no mundo inteiro, logo a seguir à morte do sujeito, até nos países que sofreram os horrores do nazismo.”
    “Mas isso não faz sentido.”
    “O que prova que só gente psicologicamente afetada se pode entusiasmar por uma aberração dessas.”


E, já que estou com as mãos na massa, aqui vai mais um excerto:

    “Não gosto de estrangeiros”, disse ela, de repente.
    “Como?”
    “A França tornou-se num país de imigrantes, que nos tiram o trabalho e destroem os nossos costumes e tradições. Participei durante anos em comícios e demonstrações da extrema-direita, mas de nada adiantou. No entanto, sob as ordens do nosso Führer dominaremos o mundo!”
    “Sra. Relot, permita-me lembrar-lhe a coragem de certos franceses do século XX, que arriscaram as próprias vidas, e muitos perderam-na, a fim de expulsar os nazis da sua terra! Nunca ouviu falar da Résistance?”
    Ela olhava-me como se eu tivesse falado chinês. Mas eu já não me segurava:
    “Que significa isso de não gostar de estrangeiros? Todos nós o somos, em determinadas circunstâncias. Você própria, minha senhora, é uma estrangeira, aqui no meu país. E o que são os seus compinchas nazis? Nazis dos quatro cantos do mundo? Um bando de estrangeiros! Quando dominarem o planeta, que costumes e tradições adotarão? Franceses? Americanos? Alemães?”
    Dei conta que a minha voz tinha aumentado de tom, as últimas palavras haviam sido quase gritadas. Mais alguém me teria ouvido? Receoso, pus-me à escuta de passos... Mas nada aconteceu. Só a Sra. Relot me continuava a fixar, como se eu fosse uma criatura exótica. Perguntei-lhe:
    “Entendeu-me, minha senhora?”
    “Claro, não sou surda.”
    “E então?”
    “E então, o quê?”
    “Não tem nada para me dizer?”
    “Absolutamente nada.” Acrescentou, presunçosa: “Eu não me deixo levar em cantigas. Todos nós idolatramos o Führer e, sob o seu comando, dominaremos o mundo. Mas só se o senhor, meu caro Professor, fizer o seu trabalho e acabar com os seus discursos demagógicos!” Olhou-me desconfiada: “O senhor é comunista?”

Fazer o download aqui, ou clicando na imagem da barra lateral.


26 de março de 2012

Crónica d'Orelhudos




O escritor Luís Novais decidiu iniciar uma nova fase na sua relação com os leitores e pôs o seu novo livro, Crónica d’Orelhudos, à disposição, para descarregamento gratuito, na internet. O livro é assim apresentado «livre de custos de edição, de custos de impressão, de custos de distribuição, de comissões e de todos aqueles encargos que a logística nos habituou a pagar».

Confesso que ando igualmente a pensar em algo semelhante, depois das experiências decepcionantes que tenho feito com as editoras. Porque não aproveitar os recursos que as novas tecnologias nos põem à disposição? Vou deixar amadurecer a ideia e depois digo alguma coisa…

Para já, aproveitem esta oferta! Se quiserem mais informações, é só ir ao blogue do escritor, onde ficam igualmente a saber como podem contribuir monetariamente. Mas, sublinho, o descarregamento é totalmente gratuito, o eventual pagamento é livre e com a vantagem de o poderem fazer depois de lerem o livro, se acharem que o autor o merece…

Uma opinião isenta e competente sobre esta Crónica d’Orelhudos também já foi dada pelo Manuel Cardoso.