20 de agosto de 2016
Foral de Porches
A 20 de Agosto de 1286, el-rei Dom Dinis concedeu foral a Porches, pelo que hoje se celebra o seu 730º aniversário.
18 de agosto de 2016
Amores de Dom Dinis (2)
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| Fonte da imagem |
Mais uma passagem do meu romance sobre Dom Dinis, referente à sua paixão por uma donzela protegida de Dona Isabel e em que o Rei Lavrador revela a sua veia poética:
Dinis nunca se vira em tal situação, sempre seguira os seus impulsos, não hesitando em seduzir uma dama que o encantasse. A verdade é que se interessava, pela primeira vez, por uma protegida da rainha. Sempre achara tais moças novas e tímidas demais, um juízo que se acentuara com o passar do tempo. Aquela jovem, porém, ultrapassava todas as suas expectativas, no que respeitava a beleza e graça. Para mal dos seus pecados, também cativava Isabel, era visível a ternura que a rainha nutria por ela, expressada num grande empenho em lhe proporcionar um futuro digno. Branca Lourenço de Valadares não era apenas mais uma protegida de Isabel, era a sua protegida especial!
Assim que recolheu aos seus aposentos, e apesar de extenuado, Dinis sentou-se à sua escrivaninha, expressando o desespero em que viveria, enquanto não declarasse o seu amor:
(Tivesse eu tempo e Deus me desse o poder de vos contar o mal que me faz sofrer essa vossa beleza, da qual Deus não fez par; pudesse eu falar-vos e perderia muito do sofrimento que hoje me mata; Deus fez-me amar-vos tanto, que não consigo imaginar como possa continuar a viver, se não acabardes com este meu sofrimento sem igual):
Senhor, hoj’ houvesse eu vagar
e Deus me desse end’ o poder,
que vos eu podesse contar
o gram mal que mi faz sofrer
esse vosso bom parecer,
senhor, a que El nom fez par.
Ca se vos pudess’ i falar,
cuidaria muit’ a perder
da gram coita e do pesar
com que m’ hoj’ eu vejo morrer,
ca me nom pod’ escaecer
esta coita que nom há par.
Ca me vós fez Deus tant’ amar,
er fez-vos tam muito valer,
que nom poss’ hoj’ em mi osmar,
senhor, como possa viver,
pois que me nom queredes tolher
esta coita que nom há par.
O meu romance sobre Dom Dinis está à venda sob a forma de ebook na LeYa Online, na Wook e na Kobo.
Para adquirir a versão em papel, contacte-me através do email andancas@t-online.de.
Nota: Todas as Cantigas de Amor, de Amigo e de Escárnio transcritas no meu romance são originais de Dom Dinis, embora seja fictício o contexto em que são inseridas.
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D. Dinis,
D. Isabel
16 de agosto de 2016
Sentença Arbitral de Torrellas (2)
Verificando-se, este mês, o 712º aniversário da Sentença Arbitral de Torrellas, na sequência de um longo processo, no qual Dom Dinis foi o
principal medianeiro, aproveito para transcrever um excerto do meu
romance, alusivo a esta efeméride:
As sentenças foram proferidas em Torrellas, a 8 de Agosto. Como combinado, o rei de Portugal, o infante Don Juan e o bispo de Zaragoza Don Ximeno de Luna proferiram a sentença quanto à divisão do reino de Múrcia, estabelecendo o rio Segura como linha divisória, solução que estava longe de agradar a muitos nobres castelhanos, apesar de o mais prejudicado ser um português: o irmão de Dinis! Os senhorios de Elda e Novelda, pertencentes à sua consorte, situavam-se na parte destinada ao monarca aragonês, que os exigia para si próprio, pelo que Afonso e Violante lhos teriam de entregar.
Dinis tentou acalmar o irmão:
- Nada pude fazer para o evitar. Mas o meu genro comprometeu-se a doar-te senhorios de rendimento idêntico em Castela. E sabes que em Portugal, onde igualmente possuis propriedades valiosas, serás sempre bem-vindo!
O irmão limitou-se a encará-lo com o seu olhar amargurado.
Os reis de Portugal e de Aragão e o infante Don Juan de Castela proferiram ainda a sentença quanto às pretensões de Alfonso de la Cerda, que teria de desistir de certos castelos, deixar de usar o tratamento de rei e selo e armas correspondentes. Em compensação, o monarca castelhano comprometia-se a entregar-lhe senhorios que atingissem a renda anual de quatrocentos mil maravedis.
No dia seguinte, Fernando IV e Jaime II aprovaram e aceitaram os termos da sentença, seguindo-se um juramento em que participaram os membros das famílias reais, os representantes das Ordens militares e dos concelhos e os ricos-homens castelhanos e aragoneses. Os monarcas de Portugal, Castela e Aragão declararam-se ainda «amigos dos amigos e inimigos dos inimigos», jurando ainda Dinis e Jaime II amizade para com o rei mouro de Granada, que se fizera vassalo de Fernando IV.
O meu romance sobre Dom Dinis está à venda sob a forma de ebook na LeYa Online, na Wook, na Kobo e na Amazon.
No Brasil, está disponível na Livraria Saraiva e na Livraria Cultura e a Amazon.com permite o pagamento em dólares.
Para adquirir a versão em papel, contacte-me através do email andancas@t-online.de.
As sentenças foram proferidas em Torrellas, a 8 de Agosto. Como combinado, o rei de Portugal, o infante Don Juan e o bispo de Zaragoza Don Ximeno de Luna proferiram a sentença quanto à divisão do reino de Múrcia, estabelecendo o rio Segura como linha divisória, solução que estava longe de agradar a muitos nobres castelhanos, apesar de o mais prejudicado ser um português: o irmão de Dinis! Os senhorios de Elda e Novelda, pertencentes à sua consorte, situavam-se na parte destinada ao monarca aragonês, que os exigia para si próprio, pelo que Afonso e Violante lhos teriam de entregar.
Dinis tentou acalmar o irmão:
- Nada pude fazer para o evitar. Mas o meu genro comprometeu-se a doar-te senhorios de rendimento idêntico em Castela. E sabes que em Portugal, onde igualmente possuis propriedades valiosas, serás sempre bem-vindo!
O irmão limitou-se a encará-lo com o seu olhar amargurado.
Os reis de Portugal e de Aragão e o infante Don Juan de Castela proferiram ainda a sentença quanto às pretensões de Alfonso de la Cerda, que teria de desistir de certos castelos, deixar de usar o tratamento de rei e selo e armas correspondentes. Em compensação, o monarca castelhano comprometia-se a entregar-lhe senhorios que atingissem a renda anual de quatrocentos mil maravedis.
No dia seguinte, Fernando IV e Jaime II aprovaram e aceitaram os termos da sentença, seguindo-se um juramento em que participaram os membros das famílias reais, os representantes das Ordens militares e dos concelhos e os ricos-homens castelhanos e aragoneses. Os monarcas de Portugal, Castela e Aragão declararam-se ainda «amigos dos amigos e inimigos dos inimigos», jurando ainda Dinis e Jaime II amizade para com o rei mouro de Granada, que se fizera vassalo de Fernando IV.
O meu romance sobre Dom Dinis está à venda sob a forma de ebook na LeYa Online, na Wook, na Kobo e na Amazon.
No Brasil, está disponível na Livraria Saraiva e na Livraria Cultura e a Amazon.com permite o pagamento em dólares.
A versão em papel não se
encontra à venda nas livrarias, pelo que os interessados devem contactar-me
pelo email andancas@t-online.de, ou através de mensagem privada no Facebook.
Para adquirir a versão em papel, contacte-me através do email andancas@t-online.de.
13 de agosto de 2016
Foral de Vila Nova de Gaia e Afonso XI de Castela
Verifica-se hoje o 728º aniversário do foral de Vila Nova de Gaia, concedido por el-rei Dom Dinis.
A 13 de Agosto de 1311, nasceu o infante Dom Afonso de Castela, futuro Dom Afonso XI. Este monarca castelhano foi o primeiro neto varão de Dom Dinis e de Dona Isabel, pois sua mãe era Dona Constança de Portugal. O par real português já tinha aliás uma neta, de nome Leonor.
O meu romance sobre Dom Dinis está à venda sob a forma de ebook na LeYa Online, na Wook e na Kobo.
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11 de agosto de 2016
Amores de Dom Dinis
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Dom Dinis ficou para a História como um rei mulherengo e, de facto, teve bastantes filhos fora do casamento.
A este propósito, um excerto do meu romance em que o Rei Lavrador se encanta com uma protegida de Dona Isabel, o que lhe trará dissabores:
Dinis apercebeu-se que Isabel vinha ao seu encontro. E, ao lado da rainha, uma aparição encantadora paralisou o monarca! Cabelos louros e ondulados, coroados por um diadema de prata, enquadravam uma face alva, onde luziam olhos da cor do mar num dia estival. Um vestido rosa pálido envolvia um corpo bem proporcionado, de peito cheio e cintura fina.
O rosto delicado corou intensamente, quando Isabel lhe anunciou:
- É esta a donzela de quem vos falei!
- De quem… me falastes… - gaguejou Dinis atarantado.
- Mas será possível que constantemente olvideis Dona Branca Lourenço de Valadares?
- Dona…?
Dinis nem queria acreditar! Era aquela a filha do falecido Lourenço Soares de Valadares, que com ele colaborara na corte? A filha de quem o fidalgo chegara a relatar brincadeiras nos verdejantes vales minhotos? A donzela a quem ele haveria de arranjar um esposo…
- Não vos sentis bem? Pareceis um pouco pálido.
As palavras de Isabel trouxeram-no de volta à realidade, dando-se conta de que não podia fazer daquela moça sua barregã! Branca Lourenço de Valadares era uma donzela de apenas dezasseis anos, sob a proteção da rainha! Ele ia a caminho dos trinta e nove…
- Perdoai, foi um dia fatigante. - Concentrou-se em Isabel, a fim de recuperar a sua lucidez: - Principalmente a reunião com Afonso consumiu-me, como podeis calcular.
A rainha olhou na direção do infante:
- Parece-me bem-disposto.
- Com ele, nunca se sabe…
- É verdade. Mas mudemos de assunto, que estamos a confundir Dona Branca. - Virando-se para ela: - Podeis cumprimentar el-rei Dom Dinis!
O monarca pegou na mão frágil que se lhe estendia e, ao segurá-la, sentiu o encanto da juventude, experimentou sensações esquecidas. Depois de uma vénia, a donzela pousou nele os seus olhos azuis mar, espelhando o fascínio que a figura do monarca lhe causava.
O meu romance sobre Dom Dinis está à venda sob a forma de ebook na LeYa Online, na Wook e na Kobo.
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D. Isabel
Que bom que era...
Através do blogue Stone
Art Books, de Magda Pais, entrei em contacto com esta passagem do livro Para Onde vão os Guarda-Chuvas, de
Afonso Cruz:
«Krishna mentiu, negando que tivesse comido terra, mas Yasoda insistiu para que ele abrisse a boca. Quando espreitou lá para dentro, viu o universo inteiro, planetas a deambular, sóis a brilhar, galáxias, essas coisas.
(...)
Isso acontece com todos os pais. Não é preciso ser pai de Krishna nenhum. É assim que se vêem os filhos, dentro deles está todo o universo, todos os mundos possíveis e impossíveis».
É uma passagem belíssima, maravilha qualquer um e mostra o grande talento deste escritor, talento, aliás, confirmado com inúmeros prémios.
Por outro lado, deixa-me um certo amargo de boca.
Não sei se cometo um sacrilégio, ao criticar palavras de tão conceituado escritor, mas…
«Isso acontece com todos os pais»?
«Todos»?
Somos regularmente bombardeados com notícias referentes à violência exercida sobre crianças pelos próprios pais. Violência física, psicológica, abusos sexuais… Dizer que todos os pais veem o universo inteiro dentro dos filhos parece-me uma utopia, para não dizer uma “história da carochinha”, daquelas que se contam para nos pôr bem-dispostos, convencidos de que no seio das famílias apenas existe amor e carinho.
Quis o destino que deparasse com a seguinte passagem, no livro que atualmente leio:
«São sem conta e antigas as razões de não se gostar de um filho, abundam no Velho Testamento, na mitologia grega, com pouco esforço as encontramos à nossa volta».
O autor destas palavras é igualmente um grande escritor: José Rentes de Carvalho (in Meças, p. 146).
O problema, na primeira citação, está na palavra "todos". O que Afonso Cruz escreveu continua a ser lindíssimo. Mas talvez tivesse sido melhor substituir "todos" por "muitos", ou "quase todos", ou por "a maioria dos".
Muitos pais veem o universo inteiro dentro dos filhos - sim, é verdade. E não seria demais acrescentar que filhos desses são uns felizardos.
«Krishna mentiu, negando que tivesse comido terra, mas Yasoda insistiu para que ele abrisse a boca. Quando espreitou lá para dentro, viu o universo inteiro, planetas a deambular, sóis a brilhar, galáxias, essas coisas.
(...)
Isso acontece com todos os pais. Não é preciso ser pai de Krishna nenhum. É assim que se vêem os filhos, dentro deles está todo o universo, todos os mundos possíveis e impossíveis».
É uma passagem belíssima, maravilha qualquer um e mostra o grande talento deste escritor, talento, aliás, confirmado com inúmeros prémios.
Por outro lado, deixa-me um certo amargo de boca.
Não sei se cometo um sacrilégio, ao criticar palavras de tão conceituado escritor, mas…
«Isso acontece com todos os pais»?
«Todos»?
Somos regularmente bombardeados com notícias referentes à violência exercida sobre crianças pelos próprios pais. Violência física, psicológica, abusos sexuais… Dizer que todos os pais veem o universo inteiro dentro dos filhos parece-me uma utopia, para não dizer uma “história da carochinha”, daquelas que se contam para nos pôr bem-dispostos, convencidos de que no seio das famílias apenas existe amor e carinho.
Quis o destino que deparasse com a seguinte passagem, no livro que atualmente leio:
«São sem conta e antigas as razões de não se gostar de um filho, abundam no Velho Testamento, na mitologia grega, com pouco esforço as encontramos à nossa volta».
O autor destas palavras é igualmente um grande escritor: José Rentes de Carvalho (in Meças, p. 146).
O problema, na primeira citação, está na palavra "todos". O que Afonso Cruz escreveu continua a ser lindíssimo. Mas talvez tivesse sido melhor substituir "todos" por "muitos", ou "quase todos", ou por "a maioria dos".
Muitos pais veem o universo inteiro dentro dos filhos - sim, é verdade. E não seria demais acrescentar que filhos desses são uns felizardos.
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Livros e Leituras,
Pais e Filhos
9 de agosto de 2016
Fundação do Estudo Geral das Ciências de Lisboa
Depois de, a 30 de Junho de 1290,
ter decretado o fim do interdito a que o reino português esteve sujeito
durante vinte e três anos, o papa Nicolau II emitiu, a 9 de Agosto de 1290, a bula De Statu Regno Portugaliae, confirmando a fundação do Estudo Geral das Ciências de Lisboa, percursor da Universidade.
A Universidade foi de facto fundada em Lisboa. Durante muito tempo, oscilou entre Lisboa e Coimbra, e só se estabeleceu definitivamente junto ao Mondego em 1537, mais de duzentos anos depois da morte de Dom Dinis.
A bula De Statu Regno Portugaliae confirmava o ensino de Cânones, Leis, Medicina e Artes e autorizava a concessão de grau de licenciado pelo bispo ou vigário da Sé lisbonense. Contudo, apenas dez anos depois, começaram os problemas. Não se sabendo exatamente qual a sua origem, é conhecido que, ainda antes da autorização papal, as aulas já decorriam num edifício situado no Campo da Pedreira à Lapa. A 4 de Setembro de 1300, porém, Dom Dinis tentou disponibilizar outro terreno para a construção de um edifício para o Estudo Geral, por ter problemas com a Casa da Moeda.
Em Janeiro de 1307, é feito o pedido de transferência para Coimbra, autorizado por Clemente V a 26 de Fevereiro de 1308 e, a 15 de Fevereiro de 1309, pela Charta magna privilegiorum, Dom Dinis estipula os estatutos do Estudo Geral de Coimbra.
O meu romance sobre Dom Dinis está à venda sob a forma de ebook na LeYa Online, na Wook e na Kobo.
Para adquirir a versão em papel, contacte-me através do email andancas@t-online.de.
A Universidade foi de facto fundada em Lisboa. Durante muito tempo, oscilou entre Lisboa e Coimbra, e só se estabeleceu definitivamente junto ao Mondego em 1537, mais de duzentos anos depois da morte de Dom Dinis.
A bula De Statu Regno Portugaliae confirmava o ensino de Cânones, Leis, Medicina e Artes e autorizava a concessão de grau de licenciado pelo bispo ou vigário da Sé lisbonense. Contudo, apenas dez anos depois, começaram os problemas. Não se sabendo exatamente qual a sua origem, é conhecido que, ainda antes da autorização papal, as aulas já decorriam num edifício situado no Campo da Pedreira à Lapa. A 4 de Setembro de 1300, porém, Dom Dinis tentou disponibilizar outro terreno para a construção de um edifício para o Estudo Geral, por ter problemas com a Casa da Moeda.
Em Janeiro de 1307, é feito o pedido de transferência para Coimbra, autorizado por Clemente V a 26 de Fevereiro de 1308 e, a 15 de Fevereiro de 1309, pela Charta magna privilegiorum, Dom Dinis estipula os estatutos do Estudo Geral de Coimbra.
O meu romance sobre Dom Dinis está à venda sob a forma de ebook na LeYa Online, na Wook e na Kobo.
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Universidade
8 de agosto de 2016
Sentença Arbitral de Torrellas
Faz hoje 712 anos que se proferiu a Sentença Arbitral de Torrellas,
na fronteira castelhano-aragonesa, estabelecendo a paz definitiva entre
Aragão e Castela, o resultado de um longo processo, no qual Dom Dinis
foi o medianeiro principal, apoiado pelo papa e pelo rei francês Filipe
IV. É por isso estranho que o acontecimento seja praticamente
desconhecido entre nós, não sendo referido, quando se enumeram as
principais ocorrências durante o reinado do rei Lavrador.
As disputas entre Aragão e Castela tinham a ver com a sucessão do trono castelhano, assunto por resolver desde a morte do avô de Dom Dinis, Dom Afonso X o Sábio, vinte anos antes. Em Junho de 1304, saiu de Portugal uma solene e enorme comitiva, que incluía quase toda a corte portuguesa. A presença da rainha Dona Isabel era imprescindível, já que o monarca aragonês Jaime II era seu irmão.
Isabel e Jaime cumprimentaram-se emocionados. Haviam-se separado há mais de vinte anos, nas idades de onze e catorze respetivamente. Dinis achou-os parecidos, também o cunhado possuía olhos e cabelos negros, estes cortados à altura do pescoço, com a sua franja curta. Jaime, no entanto, não ostentava a palidez da irmã, era robusto, nas suas vestes escarlates, bordadas a fio de ouro.
O herdeiro do trono português foi apresentado ao tio, que lhe elogiou a postura, arrancando-lhe um sorriso e espantando Dinis, que raramente assistia a tal reação por parte do rebento. O monarca aragonês fez ainda questão de mencionar a parecença do moço com o avô Pedro III, embevecendo Isabel. Dinis, por seu lado, ouvia-o contrafeito, apreciaria mais que o príncipe fosse parecido com ele… Como Afonso Sanches!
Dom Dinis tinha todo o interesse em que a paz fosse estabelecida na Hispânia, pois, embora Portugal não estivesse diretamente implicado, esta crise passava pela legitimação dos filhos do falecido rei de Castela, Dom Sancho IV. O seu sucessor, Fernando IV, ainda menor, era o noivo da infanta Dona Constança, filha de Dom Dinis e de Dona Isabel.
A comitiva portuguesa iniciou a viagem de regresso a 16 de Agosto, passou cinco dias em Valhadolid e só entrou em Portugal a 7 de Setembro.
O meu romance sobre Dom Dinis está à venda sob a forma de ebook na LeYa Online, na Wook e na Kobo.
Para adquirir a versão em papel, contacte-me através do email andancas@t-online.de.
As disputas entre Aragão e Castela tinham a ver com a sucessão do trono castelhano, assunto por resolver desde a morte do avô de Dom Dinis, Dom Afonso X o Sábio, vinte anos antes. Em Junho de 1304, saiu de Portugal uma solene e enorme comitiva, que incluía quase toda a corte portuguesa. A presença da rainha Dona Isabel era imprescindível, já que o monarca aragonês Jaime II era seu irmão.
Isabel e Jaime cumprimentaram-se emocionados. Haviam-se separado há mais de vinte anos, nas idades de onze e catorze respetivamente. Dinis achou-os parecidos, também o cunhado possuía olhos e cabelos negros, estes cortados à altura do pescoço, com a sua franja curta. Jaime, no entanto, não ostentava a palidez da irmã, era robusto, nas suas vestes escarlates, bordadas a fio de ouro.
O herdeiro do trono português foi apresentado ao tio, que lhe elogiou a postura, arrancando-lhe um sorriso e espantando Dinis, que raramente assistia a tal reação por parte do rebento. O monarca aragonês fez ainda questão de mencionar a parecença do moço com o avô Pedro III, embevecendo Isabel. Dinis, por seu lado, ouvia-o contrafeito, apreciaria mais que o príncipe fosse parecido com ele… Como Afonso Sanches!
Dom Dinis tinha todo o interesse em que a paz fosse estabelecida na Hispânia, pois, embora Portugal não estivesse diretamente implicado, esta crise passava pela legitimação dos filhos do falecido rei de Castela, Dom Sancho IV. O seu sucessor, Fernando IV, ainda menor, era o noivo da infanta Dona Constança, filha de Dom Dinis e de Dona Isabel.
A comitiva portuguesa iniciou a viagem de regresso a 16 de Agosto, passou cinco dias em Valhadolid e só entrou em Portugal a 7 de Setembro.
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D. Afonso IV,
D. Dinis,
D. Fernando IV,
D. Isabel,
Jaime II de Aragão,
Sentença Arbitral de Torrellas
7 de agosto de 2016
Comprar o romance sobre Dom Dinis
O meu romance Dom Dinis - a quem chamaram o Lavrador está à venda em várias plataformas em formato digital, vulgo ebook, permitindo a sua compra no estrangeiro, através do pagamento em várias moedas.
Nota: aceda diretamente aos sites, clicando nas palavras escritas a vermelho!
Em Portugal, pode ser adquirido na LeYa Online, na Wook e na Kobo.
A Amazon permite igualmente o pagamento em euros (dou o link da Amazon espanhola, mas podem utilizar-se outros), se bem que a Amazon.com permite o pagamento em dólares.
No Brasil, com pagamento em reais, está disponível na Livraria Saraiva e na Livraria Cultura.
Existe versão em papel, mas não se encontra à venda nas livrarias, pelo que os interessados devem contactar-me pelo email andancas@t-online.de, ou através de mensagem privada no Facebook.
Os dois primeiros capítulos estão disponíveis no Goodreads (ficheiro PDF), para ler e/ou descarregar gratuitamente.
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