Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

2 de novembro de 2017

A Menina do Mar




A Oxalá Editora acaba de publicar uma edição bilingue (português e alemão) de A Menina do Mar. É a primeira tradução alemã desta obra!
A tradutora, Isabel Remer, tem mãe portuguesa e pai alemão. Fiquei igualmente estupefacta com revelações suas, na entrevista que deu à edição de Outubro (nº 280) do Portugal Post, um jornal para os portugueses na Alemanha. Isabel Remer tentou, sem sucesso, publicar a sua tradução durante quase cinco anos! Não houve uma única editora, fosse portuguesa, ou alemã, que se interessasse pelo projeto. Já depois de desistir, Isabel Remer leu um anúncio da Oxalá Editora, no Portugal Post, chancela que resolveu, felizmente, avançar com uma publicação bilingue.

Espero que tenham muito sucesso com este conto que certamente será particularmente útil para as crianças portuguesas que vivem na Alemanha, assim como para todos os portugueses que aprendam alemão, ou alemães que se interessem pela língua de Camões, independentemente das suas idades.





30 de outubro de 2017

Fazer o Bem Faz Feliz


© Horst Neumann

Não acredito na Humanidade. Penso que acabará por se destruir a si própria, assim como o planeta onde vive.

Não há, porém, dúvida de que há seres humanos fantásticos.

O filho de uma antiga colega de liceu, reencontrada no Facebook, adoeceu com leucemia e precisou de um transplante de medula. Todos sabemos que é difícil encontrar um dador compatível e a família do jovem iniciou uma campanha naquela rede social. Soube, agora, que ele já fez o transplante. E este jovem, que acabou de entrar na Faculdade, pode enfim encarar o futuro com o otimismo próprio da idade.

Não nos devemos esquecer, porém, de alguém que, voluntariamente, se sujeitou a uma operação, para doar parte da sua medula e salvar uma vida. Esse alguém deve ser uma pessoa muito feliz, porque a generosidade faz feliz. Já a maldade, pelo contrário, pode proporcionar alguma satisfação momentânea, mas, a médio e longo prazo, deixa a pessoa extremamente infeliz e vazia.
 
Por isso, me pergunto: as pessoas que insistem em desejar e exercer o mal não se acham dignas de ser felizes?