Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

28 de maio de 2018

Memórias de Dona Teresa (5)

"Memórias de Dona Teresa" na Feira do Livro de Lisboa 2018:

Pavilhões D47-D49 da Companhia das Artes / Afrontamento
(a Poética Edições está representada neste espaço)




«A terra é minha, pois meu pai el-rei Dom Afonso VI ma deixou. Meu filho Afonso não é herdeiro do conde Dom Henrique, mas sim da rainha Dona Teresa!»

26 de maio de 2018

Contos da Emigração (2)



«A ilusão do regresso ao sítio onde pertencemos não passa mesmo disso: de uma ilusão».

In "Vidas Adiadas", Cristina Torrão





19 de maio de 2018

Contos da Emigração (1)



«Caminhávamos como fantasmas que tinham ido longe demais e para quem não haveria regresso a uma realidade familiar».

In "A Salto", Ana Cristina Silva



17 de maio de 2018

Memórias de Dona Teresa (4)




«Fui para Viseu, ainda cismando com doenças e morte. Doei a vila de Marzovelos a Dona Gouvilde, grande proprietária viseense e mui minha amiga, que enviuvara de um importante cavaleiro vilão daquela terra. Vivia com as filhas solteiras, todas mui devotas, e fiz a doação pela alma de meu pai e de minha mãe. Além disso, dei-lhes instruções sobre o seu procedimento para a redenção de minha alma e o perdão dos meus pecados, quando chegasse a hora da minha morte. Agora, que ela não tarda, recordo em pormenor que lhes ditei rezarem todos os dias por mim, dar esmola aos pobres no dia de Santiago e fazer cantar todos os domingos duas missas de defuntos».

In "Memórias de Dona Teresa"


  

Nota: a recriação do agradecimento de Dona Teresa a Dona Gouvilde e suas filhas foi levada a cabo pelo grupo Portucale Fidelis, a 05 de Maio de 2018, nos claustros do Museu Nacional Grão Vasco.

 

14 de maio de 2018

Memórias de Dona Teresa (3)



Terá sido Portugal fundado por uma Mulher?

A pergunta que ressurge de tempos a tempos revela-se, pela força do debate e da investigação, cada vez menos descabida. Mais do que o conde Dom Henrique, Dona Teresa foi a preparadora do caminho que seu filho Afonso haveria de percorrer, ao insistir em dividir a herança de seu pai com a meia-irmã Urraca. Ainda antes de assumir o poder, Dom Afonso Henriques intitulava-se infante por sua mãe se intitular rainha. Neste romance, Dona Teresa, moribunda agonizante, recorda toda a sua vida, na urgência e na clareza de quem nada tem a perder.

Em breve, nas livrarias.
Pode ser comprado online em
http://poetica-livros.com/loja/index.php?route=product%2Fproduct&product_id=471



 

7 de maio de 2018

Memórias de Dona Teresa (2)

«Se não me deixais acabar a minha vida como rainha, só aceito uma derrota pelas armas!»

Desta vez, em Braga, cidade onde a "rainha" está sepultada.



2 de maio de 2018

Memórias de Dona Teresa

Estão todos convidados!
Sábado, 5 de Maio, às 16h00, Museu Grão Vasco em Viseu.



A apresentação do livro será precedida de reconstituição histórica do Paço de Dona Teresa no ano de 1125, pela Associação "Portucale Fidelis" (mesmo local, 15h00).



1 de maio de 2018

Calendário 2018 da UZ (6)

Maio é o mês das mães e do sorriso ansioso da Tafetá, também ela mãe logo após ter sido acolhida na União Zoófila.






https://www.facebook.com/uniaozoofila/

http://www.uniaozoofila.org/

4 de abril de 2018

Guerreiros de Pedra





Um livro fantástico, essencial para quem se interessa pelo mundo medieval e se quer livrar de crenças ou mitos, baseando-se em informação honesta, segundo o conhecimento histórico atual (porque, se há uma área ainda cheia de equívocos, é a da guerra medieval).

Este livro não é só de leitura, também de consulta, facilitada pela maneira como está estruturado. Temos descrições de vários castelos portugueses, como Tomar, Guimarães, Lanhoso, Almourol, Feira, Leiria, Beja e muitos outros, descrições que nos esclarecem quanto à data da sua construção e às mudanças que foram sendo operadas ao longo dos séculos. Um dos erros mais comuns é, por exemplo, assumir que o castelo de Guimarães era, ao tempo de D. Afonso Henriques, tal e qual como o vemos hoje.

Além das informações sobre os castelos e suas funções, ficamos a saber como decorria o quotidiano da guarnição, como esta estava organizada, como se processava a vigilância das praças-fortes, quais as táticas de ataque e defesa, como funcionavam os cercos (tanto do ponto de vista dos atacantes, como dos defensores), etc. Muito importante também é verificar quais as técnicas usadas nas diversas fases medievais, pois, um outro erro grosseiro, muito comum, é pensar que não houve evolução ao longo da Idade Média.

Numa linguagem acessível, por não ser excessivamente académica, este é um livro de facto essencial, um livro, no qual muito sublinhei e anotei, como se pode ver na imagem, e que folhearei e consultarei ainda muitas vezes.




Do mesmo autor, lerei, com toda a certeza, 1147 - A Conquista de Lisboa na Rota da Segunda Cruzada e De Ourique a Aljubarrota.
Mas há mais…