Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
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11 de março de 2011

O Olhar do Celestino

Comissão de Serviço V

O Celestino, neste dia, até estava contente. Tinha ido às compras e adorava a camisa nova. Tirou-se a fotografia, para marcar a efeméride. Mas o Celestino não sorriu para a câmara, como costumam fazer as crianças, na idade dele. Principalmente, quando estão contentes.

"Fi-lo rir-se. Só nunca lhe tirei os olhos tristes". O que fixam os olhos tristes do Celestino? Um horizonte longínquo, onde a felicidade espera por ele? Acreditaria ele na felicidade? Sentir-se-ia digno dela? Ou estaria conformado com uma vida que pouco tinha para lhe oferecer? O Celestino parece olhar para algo que só ele conhece, que talvez nem tenha nome.


O Celestino era mainato de Fernando Sousa, co-autor do Delito de Opinião, blogue onde ele vai publicando as suas "Notinhas de uma guerra engolida". Engolida, nem mais, como fazemos com algo que abominamos, mas que nos obrigam a comer. É a sua Comissão de Serviço, em episódios curtos, mas cheios de substância. Porque, mais do que ler frases pomposas e/ou complicadas, queremos ler sentimentos.

Gostei particularmente do primeiro episódio (Adeus Eternidade) e do quinto, esta Comissão de Serviço V, em que ele nos apresenta o Celestino e que aqui transcrevo: