Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
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2 de novembro de 2017

A Menina do Mar




A Oxalá Editora acaba de publicar uma edição bilingue (português e alemão) de A Menina do Mar. É a primeira tradução alemã desta obra!
A tradutora, Isabel Remer, tem mãe portuguesa e pai alemão. Fiquei igualmente estupefacta com revelações suas, na entrevista que deu à edição de Outubro (nº 280) do Portugal Post, um jornal para os portugueses na Alemanha. Isabel Remer tentou, sem sucesso, publicar a sua tradução durante quase cinco anos! Não houve uma única editora, fosse portuguesa, ou alemã, que se interessasse pelo projeto. Já depois de desistir, Isabel Remer leu um anúncio da Oxalá Editora, no Portugal Post, chancela que resolveu, felizmente, avançar com uma publicação bilingue.

Espero que tenham muito sucesso com este conto que certamente será particularmente útil para as crianças portuguesas que vivem na Alemanha, assim como para todos os portugueses que aprendam alemão, ou alemães que se interessem pela língua de Camões, independentemente das suas idades.





23 de abril de 2014

Nem sempre o que é rejeitado é mau

Vítor Gonçalves, o responsável pela nova chancela digital Coolbooks, grupo Porto Editora, confirma que os editores pensam duas, cinco, ou dez vezes, antes de apostarem numa edição em papel. Entre outras possibilidades, a Coolbooks poderá aproveitar algo das «dezenas de originais que a Porto Editora recebe semanalmente», alguns deles, «com bastante qualidade», mas cuja edição em papel seria arriscada.

Aqui se confirma que nem sempre o que é bom é publicado, simplesmente porque o risco num nome desconhecido é enorme. Contudo, quem recebe uma recusa, fica convencido de que o seu original não valia o papel em que foi imprimido. E, mais uma vez, se constata que o importante é não desistir, quando acreditamos em nós e nas nossas capacidades.

Mas que é difícil erguermo-nos à quinta, décima, ou vigésima pancada, lá isso é...

Já agora, e como não podia deixar de ser, a Coolbooks está recetiva a originais.


21 de abril de 2014

Edição de Autor

Não podendo, enquanto editora, dar resposta a todas as solicitações, a Poética Edições criou um serviço de mediação editorial a que chamou Produção Independente.

Condições de edição 

Livraria Poética no Facebook
Loja Poética Online

29 de novembro de 2013

Concurso literário da Alfarroba Edições



A Alfarroba Edições promove o IV Concurso Literário Dona Alice Mexe o Tacho. O prémio, que privilegia contos «à volta de sabores, de comida, de receitas ou de alimentos» tem inscrições abertas até 31 de janeiro de 2014. Regulamento aqui.

Via Blogtailors


28 de novembro de 2013

Novidades Poética



Sessão de lançamento de Sementes Daqui, a obra vencedora do concurso literário Maria Ondina Braga Poesia 2013 e editada pela Poética Edições. A 30 de novembro, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga.

A Poética Livraria, em Macedo de Cavaleiros, antecipa a celebração do Dia do Livreiro e há livros com de 10% de desconto, se adquiridos nos dias 28, 29 e 30 de novembro.






Será com a Poética Edições que publicarei o meu próximo livro, em 2014.


8 de agosto de 2013

Editora alemã abre falência



A prestigiada editora Suhrkamp, fundada em 1950 e cheia de tradição no mundo literário alemão (Bertolt Brecht e Hermann Hesse fazem parte do seu catálogo) abriu falência. Nesta notícia (em alemão) se diz que os postos de trabalho estarão garantidos, já que se prepara o resgate da editora, através da sua transformação numa sociedade anónima.

É curioso verificar que está programada, para 2014, a edição alemã de O TeuRosto Será o Último, de João Ricardo Pedro, vencedor do Prémio LeYa 2011, precisamente pela Suhrkamp, facto confirmado pela editora Maria do Rosário Pedreira, num comentário a este post.

Será que a remodelação da Suhrkamp correrá bem? E, nesse caso, manterá os projetos anteriores? A bem do reconhecimento da literatura portuguesa no estrangeiro, esperemos que sim.

2 de julho de 2013

Educadores das massas




No dia 20 de Junho, em Lisboa, oito editores estiveram à conversa na Fundação José Saramago, numa mesa moderada pela jornalista Sara Figueiredo Costa. Discutiram o tema «Edição: passado, presente, que futuro?», não só no cenário português, já que também a Itália e a Espanha estiveram representadas.

O Blogtailors fez uma pequena reportagem do evento e fiquei a saber, por exemplo, que a indústria do livro tem hoje uma faturação mais elevada do que a indústria automóvel e representa a maior fatia das indústrias culturais (350 milhões de euros por ano). Um membro do público lembrou mesmo que fatura mais do que a rádio e a televisão portuguesas em conjunto.

Mas houve algo que me chamou particularmente a atenção: Pilar Reyes, editora da Alfaguara em Espanha, acha que êxitos como As Cinquenta Sombras de Grey ou Harry Potter são fenómenos que não podem ser repetidos.

Não podem? Admira-me que uma editora experiente diga uma coisa destas, sobretudo, na era da publicação (e auto publicação) digital. É claro que as editoras devem primar pela qualidade. Por outro lado, os seus responsáveis não devem ser arrogantes ao ponto de se considerarem seres superiores, com a missão divina de educar as massas. Podem esforçar-se por mostrar ao grande público o que, na sua opinião, é literatura de qualidade. Mas nunca conseguirão condicionar o mercado editorial de tal modo que lhes permita evitar que determinados livros sejam publicados, ou se tornem sucessos de vendas. Só recorrendo à censura!

Ninguém gostará que uma editora, por mais competente que seja, lhe vá ditar aquilo que deve, ou não, ler. Pode ser aberto às suas sugestões, mas tem o direito de as recusar. Há que preservar (e saber lidar com) a liberdade de expressão, com todas as vantagens e desvantagens que ela acarreta!


28 de dezembro de 2012

Também tu, Leya!


A crise atinge a todos. O Cadeirão Voltaire reporta-se a um artigo do Diário Digital junto com a agência Lusa (infelizmente, sem link), para expor o caso de tradutores que trabalham para a Leya:

Duas tradutoras portuguesas acusaram hoje o grupo editorial Leya de atrasos nos pagamentos por traduções efetuadas em julho e agosto de obras que estão atualmente entre as mais vendidas em Portugal.

Estamos mal! A Leya é o maior grupo editorial português. Além disso, organiza todos os anos um concurso literário dotado com cem mil euros! Também se fala desta discrepância no artigo:

«Como é possível que um grupo desta dimensão não cumpra e não pague. A crise é apenas um pretexto, porque nós também estamos em dificuldades», disse Mariana Avelãs à agência Lusa, lamentando que o grupo editorial não cumpra os prazos de pagamentos e atribua um prémio literário [Prémio Leya] no valor de 100 mil euros.

O bom trabalho literário deve ser recompensado. Mas confesso que sempre achei descabida a quantia atribuída pelo Prémio Leya, incomportável, a longo prazo, para um país como Portugal. É verdade que o Prémio Leya engloba escritores de todos os países lusófonos. Porém, por mais mérito que tenham os vencedores deste prestigiado concurso, fica mal à Leya remendar o fraque à custa da abertura de buracos em sítios mais discretos, desprezando profissionais que fazem um trabalho notável: os tradutores.

Shame on you!