Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
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6 de março de 2016

Cidades Medievais Portuguesas (15)

Continuando esta série, interrompida nos últimos três domingos por causa de temas relacionados com Dom Dinis, venho apresentar a segunda sessão de fotografias referentes a Beja. Tinha-me limitado ao castelo, mas Beja tem tanta história para mostrar, que merece um segundo post. Mesmo assim, e devido à visita rápida que fizemos em Setembro de 2010, muito fica ainda por mostrar. Deixo, por isso, o link para o roteiro histórico de Beja, incluído no site oficial da cidade:
https://issuu.com/camaramunicipaldebeja/docs/roteiros_hist__rico_de_beja

Fotos © Horst Neumann

Museu da Rainha Dona Leonor, antigo convento franciscano, fundado pelo pai da rainha, o infante Dom Fernando Duque de Viseu e de Beja.

Dona Leonor de Avis nasceu em Beja e tornou-se rainha por casamento com seu primo Dom João II de Portugal, o Príncipe Perfeito.






Estátua da rainha Dona Leonor (1458/1525), junto ao Museu.


Dona Leonor mereceu o título de "Princesa Perfeitíssima", inspirado no cognome do rei seu marido, mas também pela sua prática constante da misericórdia, e mais virtudes cristãs.







Estátua de Dom Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador

Os historiadores duvidam, porém, que o Lidador tivesse vivido tantos anos e colaborado com Dom Afonso Henriques na Conquista de Lisboa e na tentativa de conquista de Badajoz, devido à sua idade avançada. O mais provável é que se confunda o membro da família da Maia com o seu homónimo de Sousa (Dom Gonçalo Mendes de Sousa, o Sousão), este sim, grande valido do nosso primeiro rei.





Pormenor do jsrdim, onde se encontra a estátua do Lidador.






Beja faz parte da rota das Terras da Moura Encantada.

7 de fevereiro de 2016

Cidades Medievais Portuguesas (14)

Só tinha estado uma vez em Beja, com dez anos e, fosse por ser ainda criança, fosse por só termos parado lá para almoçar, fiquei com a impressão de que era uma cidade sem grande interesse. Enganei-me redondamente! A verdade é que Beja não costuma ser mencionada como cidade medieval e quando lá fui, em 2010, a surpresa não podia ter sido maior! Beja é lindíssima!
Fico-me hoje pelo castelo.

Fotos © Horst Neumann












Uma boa surpresa foi também o restaurante Dom Dinis, mesmo ao lado do castelo.
Entramos um pouco cautelosos, pois o aspeto do lado de fora é bastante discreto.
Depois de entrar, porém, dá-se com um local cuidado e acolhedor.

A comida era também deliciosa, comemos as melhores migas dessas férias!
Lembro que isto se passou em Setembro de 2010, mas espero que o restaurante D. Dinis ainda lá esteja, quando regressar a Beja!















O fotógrafo himself ;-)


















E um amiguinho que por lá vimos...

31 de janeiro de 2016

Cidades Medievais Portuguesas (13)

Embora se saiba hoje que a ligação de D. Afonso Henriques a Guimarães não seria tão grande como se costumava pensar, não há dúvida de que esta cidade foi a base para a sua liderança incontestável do condado Portucalense. Porque aqui nasceu Portugal e porque Guimarães tem também um lindíssimo centro histórico, resolvi dedicar-lhe mais um post.




























Em Guimarães, todos podem ser Afonso Henriques!

24 de janeiro de 2016

Cidades Medievais Portuguesas (12)


Aqui nasceu Portugal - é assim que a cidade de Guimarães se dá a conhecer.


O nome Portugal deriva de Portucale, ou seja, do conjunto formado pelas atuais Porto e Gaia, um importante centro mercantil já antes da era romana. Era de facto, porém, na região de Braga e Guimarães que se encontrava o coração da terra, mais tarde condado, portucalense. A nobreza de Entre Douro e Minho, descendente dos condes representantes dos reis de Leão, concentrava-se à volta dessas duas cidades.


Como todos sabemos, essa nobreza tornou-se cada vez mais autónoma e, numa época de grandes convulsões, a fim de principalmente se demarcar da galega, reuniu-se à volta de Dom Afonso Henriques, neto do falecido imperador hispânico Afonso VI.


Aqui nasceu Portugal porque, através da Batalha de São Mamede, às portas do castelo de Guimarães, Afonso Henriques conseguiu o controlo do condado Portucalense, repudiando sua mãe, que governara sozinha o condado durante dezasseis anos, desde que enviuvara, em 1112.


O que muitas vezes se esquece é que, à data da batalha, 14 de Junho de 1128, Afonso Henriques tinha à volta de vinte anos e não fazia ainda ideia do que o futuro lhe reservava. Talvez já ambicionasse ser rei, por sua mãe se haver intitulado rainha, mas nem isso se pode provar, apenas conjeturar.


Afonso Henriques ficou identificado com Guimarães porque escolheu esta cidade para, digamos, seu quartel-general, enquanto exercia oposição a sua mãe e ao conde galego Fernando Peres de Trava. Fica, porém, por dizer que, pouco depois da Batalha de São Mamede, por volta de 1130, Afonso Henriques se mudou para Coimbra, a maior cidade do condado Portucalense.


O nosso primeiro rei viveu em Coimbra mais de cinquenta anos e poucas vezes terá tornado a Guimarães.


Nasceu Afonso Henriques em Guimarães? Não se sabe! Essa problemática tem sido objeto de estudo de vários historiadores, nos últimos anos.


O Dr. Abel Estefânio, que já em 2010 havia publicado um artigo sobre o tema na Medievalista online, tornou a publicar um novo, recentemente, depois de aturadas pesquisas para apurar os locais de permanência de Dona Teresa e do conde Dom Henrique, pais de Afonso Henriques, entre 1103 e 1109. Ainda não tive ocasião de o ler, mas fá-lo-ei brevemente e aqui darei conta dele.


De uma coisa não há dúvida: Guimarães encerra uma magia especial, no que se refere à fundação da nossa nacionalidade. E a Batalha de São Mamede permitiu o espaço de que Dom Afonso Henriques precisava para desenvolver a sua vida, a sua força e o seu carácter. Com os resultados que se conhecem!



VIVA GUIMARÃES!



Fotos © Horst Neumann




17 de janeiro de 2016

Cidades Medievais Portuguesas (11)

Adorei Portel!
Estive lá uma única vez, em 2010, e, apesar de o castelo medieval estar em ruínas (exceto as muralhas) está situado num local bem cuidado, com recantos encantadores (uma surpresa a cada esquina), além de proporcionar uma vista soberba sobre a linda cidade e a zona circundante. Perde-se por lá bastante tempo (bem empregue). Há tantos motivos para fotografar, que foi difícil selecionar as fotografias para este post e acabei por escolher mais do que o costume.

Vejam por vós!
E, quando puderem, visitem Portel!




























Fotos © Horst Neumann