Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

28 de março de 2026

Israel e o ódio aos cristãos*

 

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Imagem Facebook

O beneditino alemão Nikodemus Claudius Schnabel, abade da Abadia Dormitio, em Jerusalém, e do priorado de Tabgha, vive há mais de vinte anos na Terra Santa e diz-nos que os ataques a cristãos em Israel têm vido a aumentar, nos últimos tempos.

 

Janelas de igrejas são destruídas à pedrada, membros de ordens religiosas e outros clérigos são hostilizados, pneus danificados à facada, automóveis incendiados e cemitérios vandalizados. “Quase todos os dias, há gente a cuspir à minha passagem, seja à minha frente, ou nas minhas costas”, afirma o abade.

 

Também a população civil cristã é descriminada, ao ter dificuldade acrescida em arranjar casa e emprego, por exemplo. Jerusalém tornou-se perigosa, em muitos aspetos. Mas, segundo o abade Nikodemus Schnabel, a situação é catastrófica em Taybeh, a única aldeia cristã na Cisjordânia. Ocupantes israelitas incendeiam propriedades cristãs e agridem as pessoas. Também se impedem lavradores cristãos de se deslocarem aos seus olivais, confrontos que resultam, muitas vezes, em feridos graves.

 

O abade Nikodemus Schnabel responsabiliza as autoridades israelitas pela situação. No verão de 2015, o mosteiro Tabgha foi incendiado. Muitos monges e voluntários tiveram de ser transportados para o hospital, por inalação de fumo. Os perpetradores deste ataque foram presos, mas um dos seus advogados de defesa revelou-se um extremista, com palavras de ódio em relação aos cristãos, em pleno Tribunal. Esse advogado chama-se Itamar Ben-Gvir e é hoje o Ministro da Segurança Nacional, no governo de Netanyahu.

 

O abade alemão considera este ser o governo mais extremista da História de Israel. O Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, tem, como objetivo, a criação do “Grande Israel Bíblico”. E o beneditino acrescenta que o grande problema não são os judeus ultra-ortodoxos. Para a maioria deles, é blasfémia atacar cristãos. O problema são os extremistas religiosos, nos territórios ocupados, cujo chavão é: “Israel aos israelitas; não-judeus fora!”. Calcula-se que representem 5% a 10% da população israelita.

 

*A partir de um artigo do Jornal Católico do Bispado de Hildesheim, de 01 de Março de 2026

 

Comentário final (de minha autoria):

Trump e Netanahyu: uma dupla diabólica!

Putin farta-se de rir, enquanto sacrifica a Ucrânia e faz planos para o Báltico.

E Orbán engorda cada vez mais, com as subvenções de Bruxelas (que ele nunca rejeitou, apesar de odiar a Europa) e do Kremlin, em troca dos seus dotes de espião.

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