Estas foram palavras de Donald Trump, a 28 de fevereiro passado, ao anunciar o ataque militar ao Irão. Antes disso, com o povo iraniano a revoltar-se e a ser dizimado, Trump encorajou esse mesmo povo a resistir e a lutar, prometendo-lhes apoio, que a ajuda não tardaria. Quantos iranianos e iranianas, que não planeavam sair à rua, o fizeram, despois destas palavras? E quantas dessas pessoas morreram e/ou foram torturadas?
Já aqui o disse e torno a dizer: Trump está a marimbar-se para os Direitos Humanos, para a liberdade, para a democracia, para o povo iraniano e… para as mulheres de cabeça coberta. Nada lhe podia ser tão indiferente. A única coisa que talvez incomode Trump, é não lhes poder apreciar o cabelo. Trump é um psicopata pedófilo, misógino e machista.
Aliás, as muçulmanas de cabeça coberta, ou, ainda melhor, de burca, dão muito jeito aos misóginos ocidentais. É vê-los a defenderem acirradamente os direitos das mulheres, a igualdade, a emancipação… Enfim, mais uma maneira de se servirem delas e de iludirem as ocidentais, que se deviam envergonhar de ainda serem feministas. Simplesmente lamentável.
Estamos a ver os resultados dos ataques ao Irão: além das inevitáveis destruição e mortandade, temos a inflação galopante a aumentar o fosso entre ricos e pobres, a iminência de uma crise petrolífera sem precendentes, Trump metido num beco sem saída e… o povo iraniano mais oprimido do que nunca! Nem sequer sabemos a que escala estão a ser torturados e executados.
Intitulei este post de “fiasco do século”. Mas não, não me estava a referir à guerra contra o Irão. Estava a referir-me a Trump himself. Já há apoiantes dele a caírem na realidade, a darem conta da sua retórica balofa. As palavras de Trump são como farófias inchadas, claras em castelo que, metidas na boca, se transformam em nada, numa fracção de segundo. Trump diz e desdiz-se, confunde, desrespeita as leis, provoca o caos, espalha o ódio. E, na Casa Branca, os pastores evangélicos rezam por ele, de mãos pousadas nele em profunda veneração, enquanto o seu Ministro da Guerra afirma ser o ataque ao Irão vontade de Deus.

Imagem Instagram (vaticannewspt)
Acreditar em Trump é a mesma coisa que acreditar no Pai Natal. Ilusão infantil, de quem julga possível vivermos num mundo ideal, onde não haja crime, nem pobreza, nem gente diferente a vaguear pelas nossas ruas (porque ser diferente é sinónimo de ser perigoso), onde as famílias e as “pessoas de bem” vivam em paz e harmonia.
Esse mundo não existe, nem nunca irá existir. Mas o mundo tem épocas, em que, no seu conjunto, é mais, ou menos, perigoso. Neste momento, o mundo é um lugar muito perigoso. E isso o devemos, em larga escala, ao fiasco deste século: Donald Trump.
Não é messias quem quer. Muito menos um criminoso. Messias, só houve um! Devíamos ler e refletir mais vezes sobre as palavras do verdadeiro e único Messias.
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