Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
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4 de janeiro de 2026

Um ano com D. Dinis (68)


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Faz hoje 736 anos que D. Dinis fundou a Vila Real (hoje, cidade), doando-a a D. Isabel. Na medieval Terra de Panóias, existia uma outra vila, Constantim, que acabou por decair. O pai de D. Dinis, D. Afonso III, tentou desenvolver a região, concedendo foral e direitos reais sobre a Terra de Panóias, mas o seu povoamento falhou. D. Dinis empenhou-se em renovar o malogrado plano, e fundou aquela que se tornaria a maior cidade transmontana.

 

Hoje verifica-se igualmente o 777º aniversário da morte do rei D. Sancho II, tio de D. Dinis, no seu exílio em Toledo.

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Incapaz de impor a ordem no reino, Sancho II foi afastado do trono pelo seu irmão mais novo. Uma delegação portuguesa havia-se deslocado a França, onde vivia o infante D. Afonso, conde de Bolonha, por casamento com Matilde de Bolonha. Composta de clérigos e nobres, a delegação foi pedir ao conde que intercedesse na situação portuguesa, exigindo justiça e a imposição da ordem no reino. Jurou-lhe obediência, em Paris, a 6 setembro de 1245, depois de, a 24 de julho, o papa Inocêncio IV ter emitido a bula Grandi non immerito, que ditara a deposição de Sancho II, aí considerado rex inutilis.

O futuro rei D. Afonso III jurou respeitar as liberdades da Igreja, mas, durante o seu reinado, envolveu-se numa série de conflitos com o clero, culminando num interdito, lançado pelo papa Alexandre IV, em maio de 1255. Este papa acusou igualmente Afonso III de adultério e incesto, numa bula de abril de 1258, exigindo a restituição do dote a Matilde de Bolonha, a consorte ignorada pelo rei português. Este casara entretanto com Beatriz de Castela, filha de Afonso X o Sábio. Uma situação complicada, resolvida pela morte da malograda Matilde, nesse mesmo ano de 1258.

4 de dezembro de 2025

Um ano com D. Dinis (64)

OS IRMÃOS SANCHO E AFONSO

 

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Representação de D. Afonso III na Viagem Medieval de Santa Maria da Feira 2015

 

Em dezembro de 1245, D. Afonso Conde de Bolonha desembarcou em Lisboa, a fim de tomar conta do reino português, caído em desordem sob a regência de seu irmão D. Sancho II. D. Afonso, que vivia em França há vários anos, satisfazia assim o pedido de uma delegação portuguesa que se deslocara a Paris em busca de ajuda. Possuía o apoio dos concelhos do Centro e do Sul e dos castelos de Santarém, Alenquer, Torres Novas, Tomar e Alcobaça.

Seguiu-se uma guerra civil, que acabou com a deposição de D. Sancho II.

D. Afonso, o terceiro desse nome, seria o pai de D. Dinis. O seu irmão Sancho morreu no exílio, em Toledo, a 4 de janeiro de 1248.

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6 de setembro de 2025

Um ano com D. Dinis (51)

 DEPOSIÇÃO DE D. SANCHO II

 

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Representação de D. Afonso III na Viagem Medieval de Santa Maria da Feira

 

A 6 de setembro de 1245, uma delegação portuguesa jurou, em Paris, obediência ao conde de Bolonha, futuro rei de Portugal.

Na verdade, o pai de D. Dinis não estava destinado a ser rei, pois tinha um irmão mais velho. Porém, o reinado de D. Sancho II provou ser caótico, incluindo grandes conflitos com a Igreja e levando o Papa Inocêncio IV a emitir a bula Grandi non immerito, de 24 de julho desse ano. D. Sancho II foi aí considerado rex inutilis e ditava-se a sua deposição.

 

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Retrato de D. Sancho II, de autor desconhecido, propriedade da Câmara Municipal de Sintra

 

O futuro D. Afonso III jurou respeitar as liberdades da Igreja, mas também ele se envolveu numa série de conflitos com o clero, sendo inclusive acusado de bigamia ao casar-se com D. Beatriz de Castela. Conseguiu, no entanto, impor a ordem no reino.

 

4 de dezembro de 2016

Os irmãos Sancho e Afonso




Dom Afonso III na Viagem Medieval de Santa Maria da Feira 2015


Em Dezembro de 1245, o conde Dom Afonso de Bolonha desembarcou em Lisboa, a fim de tomar conta do reino, caído em desordem sob a regência de seu irmão Dom Sancho II. Dom Afonso, que vivia em França há vários anos, satisfazia assim o pedido de uma delegação portuguesa que se deslocara a Paris em busca de ajuda. Possuía o apoio dos concelhos do Centro e do Sul e dos castelos de Santarém, Alenquer, Torres Novas, Tomar e Alcobaça.

Seguiu-se uma guerra civil, que acabou com a deposição de Dom Sancho II.

Dom Afonso, o terceiro desse nome, seria o pai de Dom Dinis. O seu irmão Sancho morreu no exílio, em Toledo, a 4 de Janeiro de 1248.


Dom Sancho II



O meu romance sobre Dom Dinis está à venda sob a forma de ebook, por exemplo, na LeYa Online, na Wook, na Kobo e na Amazon (pagamento em euros); Amazon (pagamento em dólares).

No Brasil, está disponível na Livraria Saraiva e na Livraria Cultura.

Para adquirir a versão em papel, contacte-me através do email andancas@t-online.de.

6 de setembro de 2016

Deposição de Dom Sancho II

Em Portugal viviam-se, à altura, tempos agitados, com Sancho II a não conseguir evitar o caos provocado por contestações da nobreza e do clero. A situação atingira tal ponto, que altos dignitários do clero português se haviam apresentado em França ao pai de Dinis, vendo-o como única solução para restabelecer a ordem. Lograram obter o apoio do papa Inocêncio IV, que, numa bula, declarou Sancho II rex inutilis. Estava traçado o caminho que haveria de levar Afonso III ao trono, depois de uma guerra civil que culminou com a morte do irmão no exílio, em Toledo.

A 6 de Setembro de 1245, uma delegação portuguesa jurou, em Paris, obediência ao conde de Bolonha, futuro rei Dom Afonso III, pai de Dom Dinis.

Na verdade, o pai de Dom Dinis não estava destinado a ser rei, pois era mais novo do que o irmão Sancho. Porém, durante o reinado de Dom Sancho II, instalou-se a confusão no reino e a delegação que se dirigiu a Paris exigia justiça e a imposição da ordem, apelando ao irmão do monarca. A 24 de Julho, o papa Inocêncio IV emitiu a bula de deposição de Sancho II, Grandi non immerito, em que o soberano foi considerado rex inutilis.

O futuro Dom Afonso III jurou respeitar as liberdades da igreja, mas, na verdade, envolveu-se numa série de conflitos com o clero, foi inclusive acusado de adultério e incesto ao casar-se com Dona Beatriz de Castela. A situação culminou com o interdito em Portugal, lançado por Alexandre IV em Maio de 1255.

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O meu romance sobre Dom Dinis está à venda sob a forma de ebook, por exemplo, na LeYa Online, na Wook, na Kobo e na Amazon (pagamento em euros); Amazon (pagamento em dólares).

No Brasil, está disponível na Livraria Saraiva e na Livraria Cultura.


Para adquirir a versão em papel, contacte-me através do email andancas@t-online.de.

4 de janeiro de 2016

Fundação de Vila Real e morte de Sancho II



Wikipedia

Faz 727 anos que Dom Dinis fundou a Vila Real (hoje, cidade), logo lhe concedendo foral. Na medieval terra de Panóias, existia uma outra cidade, Constantim, que acabou por decair. O pai de Dom Dinis, Dom Afonso III, tentou desenvolver a região, concedendo foral e direitos reais sobre a terra de Panóias, mas o povoamento não se deu. Dom Dinis empenhou-se em renovar o malogrado plano, e fundou aquela que se tornaria uma grande cidade.

Vila Real
À altura da sua fundação, Vila Real foi doada a Dona Isabel.



Hoje verifica-se igualmente o 768º aniversário da morte do rei Dom Sancho II, tio de Dom Dinis, no seu exílio em Toledo.

Dom Sancho II
Incapaz de impor a ordem no reino, Sancho II foi afastado do trono pelo seu irmão mais novo Afonso. O caos que se verificava em Portugal levou uma delegação portuguesa a França, onde vivia o infante Dom Afonso, feito conde de Bolonha, por casamento com Matilde de Bolonha. A delegação portuguesa, composta de clérigos e nobres, foi pedir ao conde de Bolonha que intercedesse na situação portuguesa, exigindo justiça e a imposição da ordem no reino. Jurou-lhe obediência, em Paris, a 6 Setembro de 1245, depois de, a 24 de Julho, o papa Inocêncio IV ter emitido a bula Grandi non immerito, que ditara a deposição de Sancho II, aí considerado rex inutilis. 

Afonso III, Na Viagem Medieval da Terra de Santa Maria 2015

O futuro rei Dom Afonso III jurou respeitar as liberdades da Igreja, mas, durante o seu reinado, envolveu-se numa série de conflitos com o clero, que culminaram com o interdito em Portugal, lançado pelo papa Alexandre IV em Maio de 1255. Este papa também acusou Afonso III de adultério e incesto, numa bula de Abril de 1258, exigindo a restituição do dote a Matilde de Bolonha, a consorte ignorada pelo rei português, que casara entretanto com Beatriz de Castela, filha de Afonso X o Sábio. A situação era complicada, mas Matilde acabou por morrer ainda nesse ano de 1258.