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1 de novembro de 2014
Mega-Passatempo
Para comemorar a barreira dos 2 500 seguidores, a Cris Delgado promove um mega-passatempo no seu blogue O Tempo Entre Os Meus Livros. Estão em causa nada mais nada menos do que 18 (dezoito) livros. Entre eles, os meus quatro já publicados. O passatempo termina a 12 de novembro. Cliquem aqui para mais informações!
30 de maio de 2013
Novidades!
Tenho andado sem acesso à internet e, por isso, falhado a visita a blogues que muito estimo e aprecio. Os posts que têm sido publicados aqui no Andanças pertencem a séries que estavam programadas.
Mas hoje encontrei, enfim, ocasião e tempo para vir dar duas novidades.
Nesta pequena cidade transmontana que dá pelo nome de Macedo de Cavaleiros e onde passo a maior parte do tempo quando estou em Portugal, existe uma bonita livraria, a Poética, iniciativa corajosa da Virgínia do Carmo, nestes tempos difíceis.
No próximo sábado, 1 de Junho, pelas 21h15, terei a honra de lá participar numa tertúlia subordinada ao tema Romancear a História: verdade ou ficção? Eu sei que Macedo de Cavaleiros fica fora de mão para a maioria dos curiosos que por aqui passam, mas quem sabe se alguém não aproveitará a oportunidade para visitar o Nordeste Transmontano? Não queria, por isso, deixar de dar aqui esta novidade. E é claro que informarei, depois, sobre como correu o evento, juntando fotografias desse bonito espaço criado pela Virgínia.
A outra novidade é um passatempo D. Dinis, no blogue Morrighan. Será sorteado um exemplar autografado entre os participantes.
Boa sorte!
Mas hoje encontrei, enfim, ocasião e tempo para vir dar duas novidades.
Nesta pequena cidade transmontana que dá pelo nome de Macedo de Cavaleiros e onde passo a maior parte do tempo quando estou em Portugal, existe uma bonita livraria, a Poética, iniciativa corajosa da Virgínia do Carmo, nestes tempos difíceis.
No próximo sábado, 1 de Junho, pelas 21h15, terei a honra de lá participar numa tertúlia subordinada ao tema Romancear a História: verdade ou ficção? Eu sei que Macedo de Cavaleiros fica fora de mão para a maioria dos curiosos que por aqui passam, mas quem sabe se alguém não aproveitará a oportunidade para visitar o Nordeste Transmontano? Não queria, por isso, deixar de dar aqui esta novidade. E é claro que informarei, depois, sobre como correu o evento, juntando fotografias desse bonito espaço criado pela Virgínia.
A outra novidade é um passatempo D. Dinis, no blogue Morrighan. Será sorteado um exemplar autografado entre os participantes.
Boa sorte!
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D. Dinis,
Passatempos,
Romance Histórico
14 de janeiro de 2013
Passatempo XII
Desta vez, o passatempo decorre no blogue O Que Os Livros Me Dizem, de Miguel Nunes. Até ao dia 25 de Janeiro, há um exemplar de Afonso Henriques - O Homem para sortear. Só têm de responder a umas perguntinhas.
Boa sorte!
Boa sorte!
3 de dezembro de 2012
Resultado do Passatempo
Agradeço a todos os participantes. Infelizmente, o objetivo de alcançar 25 emails, permitindo um segundo vencedor, não foi atingido (houve 19 participações). Sendo assim, resta premiar o número correspondente ao dia do mês em que faleceu o nosso primeiro rei.
Todos deram a resposta certa quanto à data em questão: 6 de dezembro de 1185. E o sexto email a chegar foi o de Brigite Beato, a 23 de Novembro, às 21h 33m.
Parabéns, Brigite!
Aos restantes (assim como a todos os leitores do blogue) sugiro que estejam atentos ao próximo dia 6!
Todos deram a resposta certa quanto à data em questão: 6 de dezembro de 1185. E o sexto email a chegar foi o de Brigite Beato, a 23 de Novembro, às 21h 33m.
Parabéns, Brigite!
Aos restantes (assim como a todos os leitores do blogue) sugiro que estejam atentos ao próximo dia 6!
23 de novembro de 2012
Passatempo XI
Está a aproximar-se mais um aniversário da morte de D. Afonso Henriques e resolvi iniciar um novo passatempo, cujo prémio é um exemplar do romance Afonso Henriques - o Homem. Os participantes terão de responder a três perguntas, atavés de email, para andancas@t-online.de. Os emails vão sendo numerados por ordem de chegada e o vencedor terá o número correspondente ao dia do mês em que faleceu o nosso primeiro rei.
As três perguntas são as seguintes:
1 - Em que data (dia/mês/ano) faleceu D. Afonso Henriques?
2 - Onde foi sepultado?
3 - Como se chamava a esposa de D. Afonso Henriques?
Respostas aqui.
O passatempo encerrará às 24:00 horas do próximo dia 2 de Dezembro. O resultado será apresentado no dia seguinte.
Boa sorte!
As três perguntas são as seguintes:
1 - Em que data (dia/mês/ano) faleceu D. Afonso Henriques?
2 - Onde foi sepultado?
3 - Como se chamava a esposa de D. Afonso Henriques?
Respostas aqui.
O passatempo encerrará às 24:00 horas do próximo dia 2 de Dezembro. O resultado será apresentado no dia seguinte.
Boa sorte!
21 de julho de 2012
Resultado do passatempo
Apesar de as visitas aqui ao blogue terem aumentado, nos últimos tempos, e de ter havido um certo entusiasmo nos dois primeiros dias, as participações no passatempo esmoreceram, nos restantes, e não chegaram às 16, o que me impede de premiar este número. Resta-me agradecer a todos os participantes e nomear, neste caso, uma vencedora, baseada no pressuposto publicado: "cada email vai ser numerado por ordem de chegada. O email vencedor será o nº 16, que é o dia do meu aniversário. Se houver menos de 16 participantes, será o nº 6".
E o email nº 6, com as respostas corretas, é o da Isabel Magalhães, enviado a 13.07, às 09:47.
Parabéns, Isabel, e boas leituras!
E o email nº 6, com as respostas corretas, é o da Isabel Magalhães, enviado a 13.07, às 09:47.
Parabéns, Isabel, e boas leituras!
12 de julho de 2012
Passatempo X
Decidi pôr à disposição mais um exemplar de Afonso Henriques, o Homem, para o/a vencedor/a deste passatempo. Para participarem, respondam às duas perguntas, que se seguem ao excerto do meu novo original, que continua à procura de uma editora (já que resolvi não mais publicar na Ésquilo).
Aqui vai o excerto:
Um
dos cavaleiros deixou claro que D. Afonso Henriques precisava de todos os
homens do condado. Os mouros tinham, há coisa de dois anos, destruído um
castelo que o infante mandara construir, num sítio chamado Leiria, chacinando
240 soldados e cavaleiros. D. Afonso Henriques tencionava vingar-se, levando a
cabo um fossado de proporções nunca vistas, penetrando bem fundo nas terras dos
pagãos. O sacrifício seria recompensado, haveriam de regressar cheios de
despojos: ouros, sedas e brocados, além de animais e escravos mouros.
Iniciou-se
uma euforia nunca vista. Ao receio inicial, seguiu-se o entusiasmo pelo
empreendimento heróico. Os cavaleiros do príncipe e os fidalgos da região
exortavam, pelas paróquias, à valentia dos homens da sua terra, que, ao lado de
D. Afonso Henriques, haveriam de aniquilar os mouros, gente de uma crueldade
sem fim.
Os
ferreiros trabalhavam noite e dia nas suas forjas, aprontando armas,
principalmente lanças e elmos, algumas pagas com a prata dos cavaleiros de D.
Afonso Henriques, outras, pelos próprios lavradores. As mulheres confecionavam
gibões de guerra para os seus homens, também conhecidos como perpontos, uma
vestimenta com várias camadas de linho (chegavam a ser sete ou oito), para que
melhor pudessem defender o corpo das armas do inimigo. Só os guerreiros da alta
nobreza se podiam dar ao luxo de possuir lorigas de malha.
Enquanto
eles se juntavam nos adros das igrejas e nos paços dos nobres, a fim de ouvirem
os cavaleiros e os barões da sua terra, elas desfaziam-se em rezas, sacrifícios
e promessas. Não era só o receio de perderem os maridos, pais e filhos.
Esperava-as um tempo de trabalhos a dobrar, durante a ausência deles. Os
problemas já se faziam notar, só com dificuldade se havia semeado o linho e se
procedia agora à tosquia das ovelhas e à reparação de moinhos e engenhos,
estragados pelas águas do Inverno. As mulheres procuravam consolo e apoio junto
do velho pároco, que lhes assegurava que, com a fé necessária, tudo haveria de
correr bem.
E, agora, as perguntas:
1 - Que importante batalha se deu na sequência deste "fossado de proporções nunca vistas"?
2 - Qual a data dessa batalha?
Podem encontrar as respostas aqui e, como informação adicional, revelo que, brevemente, se passará mais um ano sobre esse acontecimento.
Enviem um email para andancas@t-online.de com as respostas. O apuramento do/a vencedor/a vai ser efetuado da seguinte forma:
Cada email vai ser numerado por ordem de chegada. O email vencedor será o nº 16, que é o dia do meu aniversário. Se houver menos de 16 participantes, será o nº 6 e, se forem ainda menos, será o nº 1. Dando-se o caso de haver algumas dezenas de participações, ponderarei a hipótese de nomear dois vencedores, com um número a escolher posteriormente.
O passatempo encerrará às 23:59 de 20 de Julho.
O passatempo encerrará às 23:59 de 20 de Julho.
Sugestão: já ter o livro, não é razão para não participarem, pois podem sempre oferecê-lo. Eu escrevo a dedicatória em nome de quem quiserem ;)
Boa sorte!
18 de maio de 2012
Passatempo (IX)
Passatempo a decorrer, até ao dia 26 de Maio, n'As Leituras do Corvo. É só responder a três perguntinhas, muito fáceis, para quem frequente aqui o Andanças. Haverá dois vencedores, com direito a livro autografado.
Boa sorte!
17 de março de 2012
865 Anos da Conquista de Santarém (3)
O Bartolomé Bauzá é repetente, pois já ganhou um passatempo aqui no Andanças. E eu tornei a render-me à sua escrita, que, por acaso, é em castelhano (ou espanhol?), pois ele receia que o seu português não chegue para uma escrita correcta. Bartolomé compara o romance (ou novela, como ele diz) histórico com a História "fria", limitada às datas e aos factos, esquecendo a paixão, o sofrimento e o sangue. Lembra-nos que o cronista medieval também se servia da sua arte para fazer um relato mais excitante. Inventava? "Qué más da?" É a História-Ciência mais exacta do que aquela que nos faz sentir as emoções, ouvir os gritos, cheirar os aromas?
Felizmente, hoje em dia, os historiadores estão mais sensibilizados para questões desse tipo. É, de qualquer maneira, uma discussão interessante, que Bartolomé apresenta, à sua maneira original:
Felizmente, hoje em dia, os historiadores estão mais sensibilizados para questões desse tipo. É, de qualquer maneira, uma discussão interessante, que Bartolomé apresenta, à sua maneira original:
Santarém como excusa
El debate es antiguo.
El paradigma actual es presentar
una historia basada en
hechos comprobables,
fechas,
cifras,
referencias cruzadas…
Pero no fue siempre así.
Antes, la Historia era narrada y
oída:
Vivida…
…Os mouros não resistiram por muito mais tempo. Os
guerreiros de Afonso tomaram conta de todos os edifícios e compartimentos da
fortaleza, matando os homens e violando as mulheres por sobre o sangue que
manchava os tapetes e as almofadas das luxuosas alcovas.
De alguna manera, el narrador
colaboraba en la gesta histórica.
En última instancia,
su arte,
su don,
su elocuencia,
su saber decir
estaban al servicio de los
protagonistas.
Y de su audiencia, claro.
Detalles magnificados,
inventados,
¿qué más da?:
si dan vida a hechos que los
HISTORIADORES DE VERDAD han vuelto fríos.
Que la Historia no es sino pasión:
contada,
cantada,
oída…
La novela histórica no engaña.
O lo hace menos que la pretendida
Historia,
que en base a unos pocos datos
ciertos, contrastados, construye una historia que es
pequeña,
incompleta,
parcial
pero nos hace creer que es
grande,
completa,
enteriza…
Quando o Domingo, dia 15 de Março de 1147,
amanheceu, já os gritos de sofrimento e agonia tinham cessado. E era o
estandarte do rei português, com os seus escudetes azuis em forma de cruz, que
a brisa sacudia no cimo da torre de menagem da alcáçova de Santarém…
Yo,
ahora, estoy en la alcazaba de Santarém, en la torre del homenaje.
La
batalla ha sido terrible.
El
olor a sangre,
humo,
dolor,
envuelve
mi alrededor.
Oigo
distante el flamear al viento del estandarte
d’el
Rey.
Ahora
estoy cansado. Mañana, veré con nitidez la barbarie:
las
violaciones,
los
pillajes,
la
matanza…
Los
HISTORIADORES DE VERDAD dirán –escuetamente- que Santarém fue saqueada.
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Conquista de Santarém,
Passatempos
16 de março de 2012
865 Anos da Conquista de Santarém (2)
Já me habituei a deparar com situações insólitas, ou com as obsessões humanas, nos textos do Exilado. Aqui, ele juntou as duas coisas. E a expressão escrita em árabe deu o toque final. Digamos que a conquista de Santarém, sem a sua vertente árabe, não é a mesma coisa...
Talvez fruto de uma maturidade conferida pelos seus já quase 40 anos de idade, o mesmo Afonso que em tempos tivera o descaramento de lutar contra a sua própria mãe, começava agora a dar mostras de uma sensibilidade — ou insegurança, quem sabe — que anos antes teria sido difícil de se lhe reconhecer.
Também aqui
Foi
bom?
por Exilado no Mundo
Talvez fruto de uma maturidade conferida pelos seus já quase 40 anos de idade, o mesmo Afonso que em tempos tivera o descaramento de lutar contra a sua própria mãe, começava agora a dar mostras de uma sensibilidade — ou insegurança, quem sabe — que anos antes teria sido difícil de se lhe reconhecer.
Depois de
conquistado o castelo escalabitano, Afonso tomou para si a moura mais
encantadora do imenso grupo de jovens desamparadas e recolheu com ela aos
seus improvisados aposentos. Seria natural que, após uma noite na qual saciou a
seu bel-prazer as mais profundas necessidades de homem no ativo, Afonso
recompusesse as vestes, colocasse a espada à cintura e saísse para
reunir as tropas. Os preparativos com vista à grande conquista de Lisboa, já a
poucas dezenas de léguas de distância, assim o exigiam.
No entanto,
na hora de se afastar do circunstancial leito de conquistas íntimas, Afonso
hesitava. E contemplava a bela moura ainda deitada, qual troféu arrebatado pelo
lado pessoal deste multifacetado e bem-sucedido conquistador. Mas para Afonso
não bastava. Precisava de saciar no espírito aquela que ultimamente se tornara
uma dúvida tão frequente quanto a sua necessidade de satisfação corporal.
Os seus
parcos conhecimentos em língua árabe nem por sombras lhe permitiam questionar a
jovem moura — e menos ainda entender o que quer que ela lhe pudesse
responder. Por gestos, tornava-se ainda mais difícil. Restava-lhe uma única
possibilidade. Mandou chamar o especialista em língua árabe e transmitiu-lhe a
pergunta que deveria ser feita. De imediato, o tradutor, sem grandes rodeios,
inquiriu-a: كان من الجيد؟
Afonso nem precisou de
esperar pela tradução da resposta. O afirmativo menear de cabeça da jovem e
o generoso sorriso que lhe acompanhou o gesto foram mais do que
suficientes para o seu necessário esclarecimento. Afonso sentiu-se mais
confiante do que nunca.
Também aqui
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15 de março de 2012
865 Anos da Conquista de Santarém (1)
A publicação do texto da Ana Sofia Allen inicia a série dedicada aos 865 Anos da Conquista de Santarém. Ela teve a interessante ideia de falar por um ser vivo que a tudo assistiu e sobreviveu, até hoje, para o contar: um carvalho. E eu, ao ler o texto, desejei ter sido esse carvalho:
"Eu sou um ser que vive, entenda-se. Os meus braços alimentam
outros seres viventes e dão sombra a quem se senta no meu colo. Um carvalho
pode ser um grande amigo, a quem confiam os seus segredos. As crianças em meu
redor são a energia que me aquece e as juras gravadas no meu tronco, memórias
antigas.
Entre elas, a daquele dia: nada se sentia no ar,
nada do que estava para acontecer. O frio cortante do fim de tarde cobria o som
dos cascos de cavalos a chegar a Santarém.
À noite, do alto da minha copa, vi três vultos a
aproximarem-se das muralhas com uma escada enorme; a partir daí os dados
estavam lançados…O estranho neste ataque era o mudo entendimento entre pares. A
camaradagem entre os cavaleiros e o rei era a força por detrás da razia, que
parecia fulminante.
No final, a lua, minha companheira, tão testemunha
do massacre como eu, escondeu-se e com ela foram-se os gritos, os medos e os
ódios deixados para trás. Em cada pedra das muralhas um lamento se gravou, e na
bandeira então içada, ondulavam as cores da vitória!
A euforia dos novos amos alimentou-se do mito de
tesouros escondidos e neste planalto mirante de grandes e férteis planícies, a
vida ergueu-se novamente como os novos rebentos da Primavera.
Mesmo passado 865 anos,
este episódio continua presente em mim. A conquista de Santarém fez-se por
pessoas comuns que ousaram dar liberdade aos seus sonhos, mas o código de honra
dos cavaleiros foi ignorado e, em vez disso, a força invisível que eu senti, naquela
madrugada de 15 de Março, tornar-se-ia o prenúncio de uma identidade futura,
cujas raízes se cravavam na terra funda."
Ana Sofia Allen
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14 de março de 2012
Resultado do Passatempo
Muito obrigada pelas vossas participações! Três textos agradaram-me tanto, que me deixaram em dificuldades. São completamente diferentes uns dos outros e aí é que reside o problema, pois é muito difícil compará-los.
Conclusão: resolvi premiar os três! O que beneficia o assinalar dos 865 Anos da Conquista de Santarém, aqui no Andanças, que se prolongará de 15 a 17 de Março. A partir de amanhã, os textos vão ser publicados, um de cada vez, durante três dias seguidos. Numa pequena introdução, darei as razões da minha escolha.
E os vencedores são:
Ana Sofia Allen
Exilado no Mundo
Bartolomé Bauzá
Parabéns! Cada um vai receber um exemplar autografado de Afonso Henriques - o Homem.
Mais uma vez, o meu agradecimento aos outros participantes. Aproveito para dizer que surgirão outras oportunidades.
Conclusão: resolvi premiar os três! O que beneficia o assinalar dos 865 Anos da Conquista de Santarém, aqui no Andanças, que se prolongará de 15 a 17 de Março. A partir de amanhã, os textos vão ser publicados, um de cada vez, durante três dias seguidos. Numa pequena introdução, darei as razões da minha escolha.
E os vencedores são:
Ana Sofia Allen
Exilado no Mundo
Bartolomé Bauzá
Parabéns! Cada um vai receber um exemplar autografado de Afonso Henriques - o Homem.
Mais uma vez, o meu agradecimento aos outros participantes. Aproveito para dizer que surgirão outras oportunidades.
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12 de março de 2012
Passatempo encerrado
Encerrou o passatempo 865 Anos da Conquista de Santarém. Obrigada a todos os participantes. Irei agora proceder à escolha do texto vencedor, que será publicado a 15 de Março, o próprio dia do aniversário deste acontecimento.
2 de março de 2012
Passatempo - 865 Anos da Conquista de Santarém
D. Afonso Henriques conquistou Santarém a 15 de Março de 1147 e resolvi iniciar um passatempo, a fim de assinalar a data.
Os mouros não resistiram por muito mais tempo. Os guerreiros de Afonso tomaram conta de todos os edifícios e compartimentos da fortaleza, matando os homens e violando as mulheres por sobre o sangue que manchava os tapetes e as almofadas das luxuosas alcovas.
Quando o Domingo, dia 15 de Março de 1147, amanheceu, já os gritos de sofrimento e agonia tinham cessado. E era o estandarte do rei português, com os seus escudetes azuis em forma de cruz, que a brisa sacudia no cimo da torre de menagem da alcáçova de Santarém.
(Excerto de Afonso Henriques - o Homem)
Quem já leu o meu romance, sabe que eu me esforço na tentativa de não tomar partidos, ou, pelo menos, não exultar demasiado a heroicidade de actos que considero controversos. No caso de Santarém, insisti ainda no facto de os métodos usados estarem em desacordo com o código dos cavaleiros medievais e referi os problemas de consciência que o nosso primeiro monarca teria tido, que, aliás, nos mostram que ele não era aquele carácter insensível por quem se toma. Além disso, eu combato a assumpção de que "dos fracos não reza a História", porque a História, para ser verdadeira, tem de transmitir também a versão dos vencidos.
Contudo, tendo sido a Conquista de Santarém de tão grande importância para a formação da nossa nacionalidade, proponho que escrevam um pequeno texto sobre este tema, que não deve exceder as 300 palavras (cerca de meia página A4 em Times New Roman 12). Dêem livre expressão à vossa criatividade, mesmo que não estejam de acordo com a minha visão dos factos, que podem ler aqui, onde encontram, igualmente, informações sobre o tema.
Enviem-me os textos para andancas@t-online.de. O passatempo encerra às 23:59 horas de Domingo, 11 de Março e o/a vencedor/a, além de ver aqui o seu texto publicado, receberá um exemplar autografado de Afonso Henriques - o Homem.
Cá fico à espera!
Adenda: como alternativa, podem escrever apenas sobre a cidade de Santarém, do passado, ou de hoje.
Os mouros não resistiram por muito mais tempo. Os guerreiros de Afonso tomaram conta de todos os edifícios e compartimentos da fortaleza, matando os homens e violando as mulheres por sobre o sangue que manchava os tapetes e as almofadas das luxuosas alcovas.
Quando o Domingo, dia 15 de Março de 1147, amanheceu, já os gritos de sofrimento e agonia tinham cessado. E era o estandarte do rei português, com os seus escudetes azuis em forma de cruz, que a brisa sacudia no cimo da torre de menagem da alcáçova de Santarém.
(Excerto de Afonso Henriques - o Homem)
Quem já leu o meu romance, sabe que eu me esforço na tentativa de não tomar partidos, ou, pelo menos, não exultar demasiado a heroicidade de actos que considero controversos. No caso de Santarém, insisti ainda no facto de os métodos usados estarem em desacordo com o código dos cavaleiros medievais e referi os problemas de consciência que o nosso primeiro monarca teria tido, que, aliás, nos mostram que ele não era aquele carácter insensível por quem se toma. Além disso, eu combato a assumpção de que "dos fracos não reza a História", porque a História, para ser verdadeira, tem de transmitir também a versão dos vencidos.
Contudo, tendo sido a Conquista de Santarém de tão grande importância para a formação da nossa nacionalidade, proponho que escrevam um pequeno texto sobre este tema, que não deve exceder as 300 palavras (cerca de meia página A4 em Times New Roman 12). Dêem livre expressão à vossa criatividade, mesmo que não estejam de acordo com a minha visão dos factos, que podem ler aqui, onde encontram, igualmente, informações sobre o tema.
Enviem-me os textos para andancas@t-online.de. O passatempo encerra às 23:59 horas de Domingo, 11 de Março e o/a vencedor/a, além de ver aqui o seu texto publicado, receberá um exemplar autografado de Afonso Henriques - o Homem.
Cá fico à espera!
Adenda: como alternativa, podem escrever apenas sobre a cidade de Santarém, do passado, ou de hoje.
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28 de dezembro de 2011
Passatempo Fado/Cruz de Esmeraldas
Como prometido, aqui ficam extractos de textos que,
apesar de não terem vencido o passatempo, são dignos de menção.
A Ana Sofia Allen cita Fernando Pessoa: "O fado é o cansaço da alma forte,
o olhar de desprezo de Portugal ao Deus em que creu e também o abandonou".
Identificando o fado como "dor transformada em música", Ana Sofia
Allen explica porque o fado é entendido noutros cantos do mundo:
Com o coração [os estrangeiros] sentem o que as palavras
não entendem - um profundo pesar e um encantamento próprio que só o fado pode
dar.
(...)
E tal como um insecto pode ser
preservado em âmbar durante milhares de anos, o fado continuará a preservar e a
alimentar a essência humana, com o mesmo brilho e profundidade da resina.
(...)
A partir de agora, o fado (...) é um tesouro do mundo. Um tesouro que fala de Portugal, da sua cultura, da sua língua, dos seus poetas, mas também de algo comum a todo o ser humano - os sentimentos.
A partir de agora, o fado (...) é um tesouro do mundo. Um tesouro que fala de Portugal, da sua cultura, da sua língua, dos seus poetas, mas também de algo comum a todo o ser humano - os sentimentos.
O Pedro enviou um dos seus poemas,
que, na sua simplicidade e economia de palavras, tanto dizem:
o fado moderno
o fado antigo
o fado da tasca
é tudo fado
de verdade, o fado
é fugidio
é o fado do eu
o fado da dor
A Cristina Tordo intitula o seu texto Fado de um rio e faz um interessante
paralelismo entre o fado, que nasce "alheio às limitações de uma
cultura", e o Tejo, que não sabe "o que é ser-se prisioneiro de uma
fronteira, limitações dos homens":
Na melodia de uma guitarra este lamento é poema, num canto que de tanta boémia,
soa a santidade.
(...)
Por viver na alma do povo, o fado herdou a liberdade em ser do mundo, como
um copo de taberna que transborda sobre a mesa. Mas tal como o Tejo, o fado
será sempre nosso!
Os meus agradecimentos a todos os que participaram. Surgirão novas
oportunidades (com outros temas), pois tenciono repetir esta experiência gratificante.
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A Cruz de Esmeraldas,
Fado,
Passatempos
26 de dezembro de 2011
Passatempo Fado/Cruz de Esmeraldas
"A algunos de mis amigos de España (aunque también de
otros países) no les gusta el fado. A mi sí."
Devido à qualidade e beleza de alguns textos, a escolha foi difícil. Decidi-me pelo de Bartolomé Bauzá, apesar de, em parte, ser escrito em castelhano. Ou talvez por causa disso! Habituada a considerar o fado algo de que só os portugueses falam (em 19 anos de Alemanha, só uma única pessoa me falou no fado, sem eu o ter referido antes), confesso que me surpreendeu esse jeito de escrever sobre o fado em castelhano. Sobretudo em castelhano! E, no meio da hesitação, teria de haver algo que ditasse a decisão final.
Num próximo post publicarei extractos de outros textos de que gostei particularmente. Para já, deixo-vos com o vencedor:
Bartolomé Bauzá
Devido à qualidade e beleza de alguns textos, a escolha foi difícil. Decidi-me pelo de Bartolomé Bauzá, apesar de, em parte, ser escrito em castelhano. Ou talvez por causa disso! Habituada a considerar o fado algo de que só os portugueses falam (em 19 anos de Alemanha, só uma única pessoa me falou no fado, sem eu o ter referido antes), confesso que me surpreendeu esse jeito de escrever sobre o fado em castelhano. Sobretudo em castelhano! E, no meio da hesitação, teria de haver algo que ditasse a decisão final.
Num próximo post publicarei extractos de outros textos de que gostei particularmente. Para já, deixo-vos com o vencedor:
A algunos de mis amigos
de España (aunque también de otros países) no les gusta el fado. A mi sí. Oí que el fado tenía sus orígenes en las cubiertas de proa de los
barcos que hacían la ruta de ultramar.
Eu sou marinheiro, como o meu pai e
os meus dois avôs; talvez para compreender
o fado é preciso entender primeiramente o mar.
La mar, como decimos en
España. En femenino, como un nombre de mujer.
Maria Lisboa. María del Mar.
Un amigo mío -otro, a éste le gusta el fado-
me citaba a Rilke: hace falta una vida para escribir un verso.
Faz falta uma vida para cantar um
fado...
Faz falta uma vida para ouvir um
fado...
Faz falta uma vida para compreender
o fado.
Quizá es porque no han vivido. No lo
suficiente. No con intensidad. No en la mar.
Não com saudades.
No con miedo. Separados de quién se quiere.
María del Mar. Maria Lisboa.
Isso são saudades…
Para trabajar en la cubierta de proa de un
barco hace falta ser un hombre duro. Miro hacia atrás, a la costa que se aleja.
Todavía hay alguna gaviota con nosotros.
Nao gosto do meu companheiro. Ele tem um walkman. Rock and Roll.
Eu tenho, as gaivotas, ainda.
Eu tenho o fado. Cá, na minha cabeça.
Lá, na costa. Nos seus lábios
cantores.
Definitivamente, no me gusta ese tipo.
María del Mar. Maria Lisboa.
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Passatempos
22 de dezembro de 2011
Passatempo (VIII)
Adenda de 24.12.2011:
Com o Passatempo fechado, resta-me agradecer a todos os participantes. A escolha vai ser difícil, há vários textos bons. Publicarei o resultado no início da próxima semana!
Às 23:59 de amanhã, 23 de Dezembro, acaba o prazo para o envio dos textos do passatempo. Eu já tenho um favorito. Ou será que ainda aparece algum melhor?
Informe-se aqui sobre o tema ;-)
Com o Passatempo fechado, resta-me agradecer a todos os participantes. A escolha vai ser difícil, há vários textos bons. Publicarei o resultado no início da próxima semana!
Às 23:59 de amanhã, 23 de Dezembro, acaba o prazo para o envio dos textos do passatempo. Eu já tenho um favorito. Ou será que ainda aparece algum melhor?
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A Cruz de Esmeraldas,
Passatempos
15 de dezembro de 2011
Passatempo (VIII)
Neste meu pequeno romance, à volta da Conquista de Lisboa, há um cruzado alemão, a quem os cânticos mouros deixam perturbado, ainda mais, quando ele trava conhecimento com Aischa, dona de uma linda voz.
Neste meu post, afirmei a minha convicção da existência de uma parentela entre os cânticos mouros e o fado. E, aproveitando o facto de este género musical ter sido classificado como Património Imaterial da Humanidade, desafio-vos a escreverem um pequeno texto sobre o fado, que não deve exceder as 300 palavras (cerca de meia página A4 em Times New Roman 12). Quer acreditem nas origens mouras, ou não; quer gostem de fado, ou não. Enviem-me um parágrafo sobre este tema para andancas@t-online.de, até às 23:59 de 23 de Dezembro. O/A vencedor/a receberá um exemplar autografado e com dedicatória de A Cruz de Esmeraldas.
Nota: Está a decorrer um outro tipo de passatempo com o mesmo livro no Viajar pela Leitura.
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Passatempos
12 de dezembro de 2011
Passatempos (VII)
Afonso Henriques, o Homem, no Destante
A Cruz de Esmeraldas, no Viajar pela Leitura
Os exemplares serão enviados aos vencedores com dedicatória e autografados.
A partir de quinta-feira, passatempo também aqui, no Andanças!
8 de dezembro de 2011
Uma boa ideia de passatempo
Aquele que com a Santa casou
Em soberba festa
A que dos pães fez rosas
Espinhosa transformação
Foi aquele que poemas legou
Que as dores do coração pôs em verso
O maior dos trovadores
Que cantou o amor e o escárnio
Foi aquele a quem chamaram lavrador
Não foi por pegar na enxada
Ou se calhar até pegou sabemos lá nós
E ao pinhal de Leiria ficou para sempre ligado
Afinal tantos factos, tantas datas…que sabemos
nós
Dos homens que nos governaram outrora?
Foi com este interessante poema (aqui, extractos) que a Sara Fernanda Barros Paredes ganhou o passatempo em Dos Meus Livros. Parabéns! Irá receber um exemplar do D. Dinis autografado.
Esta ideia do Manuel Cardoso agradou-me e, brevemente, iniciarei um passatempo neste estilo: os concorrentes terão de escrever um texto sobre um tema proposto.
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