Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
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8 de junho de 2018

Livro da Semana na Rádio Alfa

Na Rádio Alfa, estação portuguesa em França, existe a rubrica O LIVRO DA SEMANA, às quartas (8h30) e aos domingos (14h25), com o apoio da Biblioteca Gulbenkian de Paris.


Foto publicada na página do Portucale Fidelis

Em destaque, esta semana, está o meu livro "Memórias de Dona Teresa". A Rádio Alfa apresenta-o como «um novo romance histórico da escritora portuguesa sobre as últimas semanas da vida da mãe de D.Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal. Uma obra que levanta algumas questões polémicas sobre a Fundação de Portugal. Um livro que destacamos quando se assinala, a 10 de junho, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades».

Agradeço muito este privilégio, sobretudo ao escritor Nuno Gomes Garcia, que me fez a entrevista, já difundida, em versão reduzida, na passada quarta-feira, às 8h30, e cuja versão integral poderá ser ouvida no domingo, às 14h25.



21 de agosto de 2017

Queremos mais crianças, ou não?



Crónica de minha autoria, publicada no jornal Portugal Post nº 278 - Agosto 2017:

 
Todos conhecemos o problema do envelhecimento da população e estávamos convencidos de que seria irreversível. Maior foi o meu espanto ao constatar que a Alemanha enfrentará, em breve, uma falta de professores. Prevê-se um verdadeiro boom de alunos, nos próximos quinze anos: em 2025, haverá mais 4%, passando a 8% em 2030. Boa ou má notícia?

Em Portugal, toda a gente se queixa da falta de crianças e do fechamento de escolas, em dimensões que se podem considerar dramáticas em certas regiões do interior. Criam-se agrupamentos escolares cada vez maiores e descaracterizados e protestam os pais, cujos filhos têm de mudar para uma instituição de ensino longe de casa. Além disso, clama-se que haverá cada vez mais reformados, enquanto diminui o número de pessoas no ativo, o drama de uma Europa envelhecida, onde mal nascem crianças e as despesas com os cuidados aos mais velhos explodem.

Na Alemanha, os nascimentos têm vindo a aumentar. O boom de alunos não se deve, contudo, apenas ao desejo dos alemães de constituir família, mas também ao grande número de crianças e jovens entre o quase milhão e meio de refugiados e migrantes que, desde 2015, entraram neste país e que, pelos vistos, ajudarão a rejuvenescer a população e a equilibrar o sistema de reformas. Quem sabe, certa Europa ainda se venha a arrepender por se ter deixado vencer pelo medo, cercando-se de arame farpado.

Os responsáveis pelo sistema de ensino não parecem, porém, tão otimistas, alegando que será difícil enfrentar o problema da falta de professores, aliado à necessidade de construir mais escolas e às obras de renovação de outras já existentes. As escolas do ensino primário - da 1ª à 4ª classe - vão ser as primeiras afetadas. Um estudo da Bertelmanns Stiftung diz que, em 2025, poderão ser necessários mais 24.000 professores e quase 2.400 novas escolas. O problema arrastar-se-á para os níveis de ensino seguintes, onde, até 2030, terão de ser criados mais 27.000 lugares.

Tudo isto vai exigir um investimento enorme, para o qual o governo alemão e as autarquias não se sentem preparados. Especialistas dizem inclusive que, além de professores e escolas, serão necessários mais assistentes sociais e psicólogos. Não se pode entender a escola como no passado, estamos a viver uma época de grandes mudanças e novos desafios. Além da integração de crianças e jovens com deficiência nas escolas “convencionais”, projeto que tem sido levado à prática nos últimos anos, há que trabalhar para uma boa integração dos alunos oriundos de diversos países e culturas.

No meio disto tudo, pergunto-me o que se passará na cabeça de certos políticos, quando aconselham as pessoas a terem mais filhos, sem explicar como as famílias os poderão sustentar e educar de maneira satisfatória, para já não falar no investimento que teria de ser feito no ensino, a fim de inverter a situação, num tempo em que se fecham escolas.

De qualquer maneira, considero este boom de alunos uma boa notícia e espero que se reaja a tempo de colmatar a falta de professores e de escolas. Seria interessante verificar que a Alemanha (sempre a Alemanha) estaria, daqui a uns anos, a colher os frutos de uma população mais jovem, enquanto outros países, que resolveram fechar as suas fronteiras, se continuariam a queixar do envelhecimento da sua população.




7 de outubro de 2012

A Melhor Capa da LER


No ano em que comemora o seu 25º aniversário, a revista LER lançou uma iniciativa para eleger a sua melhor capa de sempre. Mesmo não conhecendo a maior parte das capas da revista, pode-se votar entre as nove que se destacaram numa primeira fase de votação, até 17 de Outubro. As capas "finalistas" podem ser visualizadas aqui.


6 de março de 2011

Uma boa surpresa



Estas coisas acontecem assim, sem eu saber, nem ninguém me dizer nada. O que, aliás, lhes confere um encanto especial. Já foi assim com o Cloning Adolf, que o Pedro Rolo Duarte recomendou no seu programa Janela Indiscreta, no Verão passado. Na altura, eu nem sabia que ele tinha um programa de divulgação de blogues (tenho desculpa, moro no estrangeiro ;-)

Agora, espantei-me ao ver este Andanças Medievais incluído nos sites do mês da revista Os Meus Livros, de Março. E ficou muito bem!



O meu obrigada ao Director João Morales e à sua equipa!