Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
24 de dezembro de 2024
19 de dezembro de 2024
24 de dezembro de 2023
16 de dezembro de 2020
Um Natal triste
| Mercado de Natal em Stade, 2010 |
Por altura do 1.º Domingo do Advento (que este ano foi a 29 de novembro), arrancam os Mercados de Natal, na Alemanha, prolongando-se até aos dias 22 ou 23 de dezembro. É uma grande tradição, que, além de inaugurar a época natalícia, vem trazer luz e calor num clima extremamente agreste. Em dezembro, começa a escurecer pelas três e meia da tarde. E, se o céu estiver nublado, nem chega bem a clarear, durante todo o dia. A isto se juntam temperaturas normalmente negativas. No caso de haver positivas, raramente sobem acima dos 5ºC.
Por isso, todos os anos, as pessoas aguardam ansiosamente os Mercados de Natal, onde, além dos enfeites e quinquilharias natalícias, se encontram comes e bebes e onde o Glühwein é rei (vinho quente com especiarias). Para as crianças, ou adultos que não queiram ou não possam beber álcool, há ponche quente de sumo de frutas, também com especiarias. Até se aprecia o frio cortante, os alemães costumam dizer que o Glühwein só sabe bem, quando está um frio de rachar. E têm razão.

Brindar com Glühwein, no Mercado de Natal (Philipp von Ditfurth/dpa)
Assim se enchem os centros das cidades de calor humano e convívio. Raramente, os alemães são tão extrovertidos como nos Mercados de Natal. Também há vários palcos espalhados pelo recinto e Stade, onde vivo, não é exceção. O Horst e eu costumamos atuar com o nosso coro Gospel. O público aplaude eufórico, o que nos aquece os corações, mesmo sabendo que muitas das pessoas talvez o faça apenas por já estarem com um grão na asa.
Este ano, não há Mercados de Natal. Apesar de alguma iluminação e uma ou outra árvore enfeitada, os centros citadinos estão vazios. Dezembro parece que custa mais a passar, as pessoas andam tristes. Em janeiro, os dias são igualmente curtos, mas o facto de estarem a crescer e de se ter iniciado um novo ano, tem um efeito psicológico benéfico. Em dezembro, são os Mercados de Natal que costumam afugentar as depressões de inverno.
E a situação piorou. Começou hoje um lockdown total, ou seja, além dos restaurantes, já fechados desde o início de novembro, vão fechar todas as lojas (à exceção de supermercados e farmácias) e as férias de Natal começam mais cedo, a fim de se fecharem as escolas. Nos festejos familiares, apenas se podem juntar, no máximo, quatro pessoas a um agregado familiar. E os revellions foram proibidos, assim como ajuntamentos ao ar livre (muitos alemães costumam ir para a rua lançar foguetes, à meia-noite, um pretexto para se formarem ajuntamentos, com muito álcool à mistura).
À semelhança do que se passa no resto do mundo, a situação nunca esteve tão má, apesar das restrições impostas desde o início de Novembro. Não trouxeram o efeito desejado, pelo contrário: batem-se recordes de números de infetados, na passada sexta-feira, quase se atingiram os 30.000! Se não se encontrar um travão, os hospitais podem mesmo entrar em colapso, no país com um dos melhores sistemas de saúde do mundo.
Mesmo com a vacinação planeada, as pessoas não conseguem ver a luz ao fundo do túnel. Todos temos ainda na memória as imagens do papa Francisco praticamente sozinho, na celebração da Sexta-Feira Santa. Nessa altura, não imaginávamos que as imagens natalícias seriam ainda mais tristes.
23 de dezembro de 2019
O Natal e os enjeitados


7 de dezembro de 2016
Sugestões de Prenda de Natal (3)
Paulo M. Morais, finalista do Prémio LeYa 2015, editou, há cerca de um ano, o romance O Último Poeta, sob a chancela da Poética Edições. A editora Virgínia do Carmo pediu aos poetas que edita que encarnassem a personagem do romance, Isaque. O resultado foi o livro As Vozes de Isaque.
As duas obras estão agora em promoção por 20 €.
(encomendas: poeticaedicoes@gmail.com, ou na loja online: poetica-livros.com/loja).
Uma boa maneira de oferecer poesia e prosa ao mesmo tempo, neste Natal.
22 de novembro de 2016
Sugestões de Prenda de Natal (1)
Tive a honra de participar neste projeto da Poética Edições, com o conto Natal em Família.
Não se trata de um livro infantil, nem de contos de Natal convencionais. Estes são tão diferentes uns dos outros como os seus autores e proporcionam um outro olhar sobre esta quadra. O mote é dado pela editora Virgínia do Carmo e uma das autoras presentes neste volume:
«Nem sempre os pinheiros são verdes. Nem sempre há pinheiros no Natal. Nem sempre as folhas dos pinheiros são perenes. Nem sempre o que é perene é belo. Por vezes o Natal é opaco como os dias vulgares. Por vezes, ainda, é mais triste do que os amanheceres de Novembro. Mas nem sempre a alegria é só alegria. E nem sempre Novembro é triste».
O lançamento deste livro terá lugar a 26 de Novembro, pelas 18h00, na Sociedade Guilherme Cossoul - Av. D. Carlos I, nº 61 - 1º andar, em Lisboa (Santos).
Uma boa oportunidade para conhecer vários autores de uma vez. Tenho muita pena de não poder estar presente, mas enviarei uma mensagem, que será lida pela Virgínia do Carmo.
Divirtam-se!


