Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

23 abril 2015

Geração Preguiçosa



Preguiçosos e egoístas são os atributos mais frequentes na classificação dos jovens de hoje. Já por várias vezes referi que os educadores são em grande parte responsáveis. No que respeita à preguiça, há pequenos pormenores que podem fazer a diferença.

A propósito disto, uma cena que presenciei hoje:
Passo muitas vezes pelo complexo de piscinas de Stade, nos meus passeios vespertinos com a Lucy. Hoje, ia à minha (nossa) frente uma miúda de 6 ou 7 anos, na companhia de um jovem que seria 10 anos mais velho (entre os 15 e os 17). Presumi que fossem irmãos. De qualquer maneira, pareciam ter um parentesco próximo e o mais velho acompanhava a mais nova à piscina. A miúda barafustava, sem vontade de carregar o saco com as coisas dela. Choramingava, pedinchava, arrastava o saco pelo chão e batia com ele no dito cujo, de propósito, enervada, irritada.
O rapaz mantinha-se calmo. Não lhe bateu, não lhe deu um safanão, não ralhou. Na verdade, falava tão baixo e tão calmo, que eu, a caminhar a apenas 4 ou 5 metros atrás, não o entendia.
Não cedia. A miúda estava provavelmente habituada a que os pais lhe carregassem o saco. Mas o jovem mantinha-se impassível, sem se enervar.
A certa altura, a miúda tentou pendurar o saco nele (ele tinha as mãos nos bolsos das calças) e, não adiantando, tentou pendurar-se a ela própria.
Mas que “melga”, pensei!
Ele permaneceu calmo. Nesta altura, estavam já em frente da porta do complexo e ele, apontando, ter-lhe-á dito qualquer coisa como (não consegui ouvir): olha, já chegamos, vai lá.
A miúda largou-o e, saltitante, com o saco na mão, entrou no complexo, ele atrás dela.

Apeteceu-me ir ter com o rapaz e dar-lhe os parabéns!

P.S. Levar os miúdos a carregar as suas próprias coisas, como a pasta da escola ou o saco do desporto, é, na minha opinião, uma boa maneira de combater a preguiça e incutir-lhes sentido de responsabilidade.


1 comentário:

Vespinha disse...

Isso sim, é um exemplo.