Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.
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7 de junho de 2026

Rapidinhas de história #56

NACIONALISMO ANACRÓNICO (8)

O principal objetivo de D. Teresa era tornar-se independente do poder central hispânico, um aspeto ignorado e mesmo distorcido na nossa historiografia tradicional.


 

Com este vídeo, as Rapidinhas despedem-se para férias. Voltarão em setembro ou outubro. 

24 de maio de 2026

Rapidinhas de História #55

NACIONALISMO ANACRÓNICO (7)

A. de Almeida Fernandes iguala a Batalha de São Mamede à Restauração de 1640, dizendo que, na primeira, o povo, ao lado da nobreza, jogou igualmente haveres e vidas. Mas não há fontes históricas que façam referência ao envolvimento do povo, em São Mamede.


 

10 de maio de 2026

Rapidinhas de História #54

NACIONALISMO ANACRÓNICO (6)

A maneira como as famílias portucalenses e galegas estavam ligadas mostra-nos como é inadequado apresentar o contexto da Batalha de São Mamede de forma simples, do género: portucalenses “patriotas” de um lado, “estrangeiros” ou “estrangeirados” do outro.

 


 

26 de abril de 2026

Rapidinhas de História #53

NACIONALISMO ANACRÓNICO (5)

A "Crónica dos Godos" foi escrita em fins do século XII, ou mesmo no século XIII. Como nos diz o Professor Luís Carlos Amaral, num dos episódios de Visita Guiada, dedicados a D. Afonso Henriques, o autor desta crónica já conhecia "o filme todo" sobre a vida do nosso primeiro rei e utilizou expressões anacrónicas, em relação à Batalha de São Mamede. Essas expressões foram repetidas ao longo dos séculos, sem qualquer sentido crítico, sendo ainda utilizadas por A. de Almeida Fernandes, em 1978.


 

19 de abril de 2026

12 de abril de 2026

Rapidinhas de História #51

NACIONALISMO ANACRÓNICO (3)

Sob o título de “conde da Galiza”, D. Raimundo, casado com a infanta D. Urraca, tornou-se responsável por um território que ia desde a costa norte galega até ao rio Tejo. 


 

  

8 de março de 2026

Rapidinhas de História #48

A MISOGINIA NOS ESCRITOS MEDIEVAIS (11)

Existe um grande contraste entre o conteúdo das crónicas medievais e a actuação de D. Teresa.

"Nada nos autoriza a distinguir D. Teresa de D. Henrique".

(historiadores Luís Carlos Amaral e Mário Jorge Barroca)

 


 

 

1 de março de 2026

22 de fevereiro de 2026

Rapidinhas de História #46

INDEPENDÊNCIA (5)

O processo de independência de Portugal foi "uma evolução na longa duração".

(as palavras entre aspas pertencem à historiadora Maria João Branco)

 

 


4 de janeiro de 2026

Rapidinhas de História #39

A MISOGINIA NOS ESCRITOS MEDIEVAIS (7)

  

"a astúcia da serpente"

"a muito criminosa víbora"

"a audaz mente da mulher viola o mais sagrado, confunde o lícito e o ilícito"


 

18 de dezembro de 2025

O desmoronar de mitos ("mais vale tarde do que nunca")

Através da RTP-Play, vi ontem o primeiro episódio da série "Visita Guiada" dedicado a D. Afonso Henriques e que, na televisão portuguesa, foi transmitido a 6 de outubro passado. Com a colaboração do Professor e Historiador Luís Carlos Amaral, da Universidade do Porto, vi com satisfação confirmadas muitas das informações que vou divulgando nas minhas Rapidinhas de História.

As quatro mais importantes:

1 - A ligação de D. Teresa à nobreza galega não possuía apenas um aspeto sentimental. D. Teresa seguia um plano ambicioso: pretendia reconstituir o antigo reino da Galiza, que pertencera a seu tio Garcia, e que incluía os condados Portucalense e o de Coimbra. D. Teresa entendia que este reino fazia parte da sua herança.

2 - D. Afonso Henriques recebeu de seus pais um condado organizado e forte, situação conseguida ao longo de trinta e quatro anos: governo conjunto de D. Teresa e D. Henrique - dezoito anos; governo de D. Teresa viúva - dezasseis anos.

3 - Não está historicamente provado que, à altura de São Mamede, já houvesse um projeto de reino português.

4 - Em Zamora, em 1143, o imperador Afonso VII, primo de Afonso Henriques, não o libertou da ligação vassálica, ou seja, ficou comprometida a independência de Portugal.

Muito mais haveria a dizer sobre a desmontagem de vários mitos que duraram séculos e que o Estado Novo realçou e divulgou (e se se têm mantido para além dele).

Quem tiver interesse, pode ver este episódio aqui:
https://www.rtp.pt/play/p14841/e879958/visita-guiada