Em todos os momentos da História, seja na Antiguidade, na Idade Média, ou no nosso tempo, são as mesmas paixões e os mesmos desígnios que inspiram os humanos. Entender a História é entender melhor a natureza humana.

06 setembro 2016

Deposição de Dom Sancho II

Em Portugal viviam-se, à altura, tempos agitados, com Sancho II a não conseguir evitar o caos provocado por contestações da nobreza e do clero. A situação atingira tal ponto, que altos dignitários do clero português se haviam apresentado em França ao pai de Dinis, vendo-o como única solução para restabelecer a ordem. Lograram obter o apoio do papa Inocêncio IV, que, numa bula, declarou Sancho II rex inutilis. Estava traçado o caminho que haveria de levar Afonso III ao trono, depois de uma guerra civil que culminou com a morte do irmão no exílio, em Toledo.

A 6 de Setembro de 1245, uma delegação portuguesa jurou, em Paris, obediência ao conde de Bolonha, futuro rei Dom Afonso III, pai de Dom Dinis.

Na verdade, o pai de Dom Dinis não estava destinado a ser rei, pois era mais novo do que o irmão Sancho. Porém, durante o reinado de Dom Sancho II, instalou-se a confusão no reino e a delegação que se dirigiu a Paris exigia justiça e a imposição da ordem, apelando ao irmão do monarca. A 24 de Julho, o papa Inocêncio IV emitiu a bula de deposição de Sancho II, Grandi non immerito, em que o soberano foi considerado rex inutilis.

O futuro Dom Afonso III jurou respeitar as liberdades da igreja, mas, na verdade, envolveu-se numa série de conflitos com o clero, foi inclusive acusado de adultério e incesto ao casar-se com Dona Beatriz de Castela. A situação culminou com o interdito em Portugal, lançado por Alexandre IV em Maio de 1255.

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